janeiro 09, 2011

O RIO DE JANEIRO É LINDO!




Gostaria que todos tivessem a chance que estou tendo, de vir ao Rio de Janeiro e conhecer os pontos mais bonitos e incríveis dessa Cidade tão maravilhosa.

A sensação de entra no bondinho e subir ao Pão de Açúcar, tendo uma vista privilegiada da Cidade do Rio de Janeiro com tudo que a Cidade tem de melhor e mais bonito, é imcomparável.

A visão panorâmica do Rio de Janeiro vista do alto e indescritível, um cartão postal vivo, com movimentos e sensações diversas, um êxtase total. Só que tem a chance de vê a Cidade do Rio de Janeiro do Alto é que pode entender o por que a chamam de Cidade Maravilhosa, que inspira tantos poetas, escritores e artista.

É tudo tão bonito, que a vontade que temos, é de esquecer a rotina e ficar ali parados, como parte de uma bela fotografia.

OLHA QUE COISA MAIS LINDA...



Neste meu segundo dia aqui na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro, iniciei o dia com um belo café da manhã e em seguida como parte do roteiro, aproveitando os 38 Graus e o calor intenso, Ipanema foi a point escolhido, para pegar uma cor e ser agraciado pelo mar.



O dia foi maravilhoso, com um sol intenso, propícia aos que desejam um bronze perfeito, e muito mais bonito foi o final do dia no Arpoador, contemplar o por do sol, num grande espectáculo da natureza. E como se visse o Rio, de uma forma quase que irreal, poética, que poucos teem a possibilidade de presenciar.




 Não poderia deixar de aproveitar toda essa maravilha propocionada pela natureza sem dar uma caminhada pela Lagoa Rodrigues de Freitas. E amanhã? Com toda certeza, será um dia de grandes emoções.

COMEÇA MINHAS FÉRIAS!!!

Vista aérea de São Paulo


Aeroporto Santos Dumont - Rio de Janeiro

Coração acelerado, passagens nas mão, fila do check-in... Agcora não mais dá pra voltar atrás e marcar o lugar e embarcar. Não dá pra contar com o tempo, uma vez que o tempo em São Paulo é imprevisível... O negócio é tentar antecipar o voo e seja lá o que Deus quiser. E assim foi, o destino conspirava a meu favor. E meu voo foi antecipado em quase três horas. Voo anunciado eu, marinheiro de primeira viajem, rumo ao destino. Lembranças da montanha russa, uma insegurança danada, porém, desistir nunca. Já no avião, coração acelerado, cotar até três e vamos nós... Que delícia! Se soubesse que era tão bom, já o teria feito antes. Menos de cinquenta minutos lá estava eu, na cidade que foi durante toda minha infância meu berço, e que naquele momento descobrir, que muito ainda a amava. Rio de Janeiro, Rio da minha infância, do meu primeiro amor, dos meus grandes e tão distantes amigos, porém nunca esquecidos. Momento no qual eu pude lembrar e reviver a que muitos anos para trás deixei.

Mas este é outro contexto, e quero aproveitar cada, segundo, minutos e horas a minha estadia aqui nesta cidade que escolhi como cenário perfeito para um sonho que viverei por dez intensos dias.

janeiro 07, 2011

AS ENCALHADAS (TEATRO:COMÉDIA)

AS ENCALHADAS
De: Marcondys França

PERSONAGENS:
ANINHA
MARIA
ROSINHA
GERALDO
ANTÔNIO
RONALDO
PADRE
POLICIA

CENA I
ANINHA: - Já ta chegano o dia da festa de São João...
MARIA: - É...
ROSINHA: - Mais uma festa de São João.
ANINHA: - E agente ainda nem se caso.
MARIA: - Santo Antônio esqueceu de nois.
ROSINHA: - Vou colocá ele dentro do congelador. E vai ficá lá, até arranjar um noivo pra eu. Digo, pra nóis.
ANINHA: - Casei de rezar toda noite pra esse Santo casamenteiro... E nada. Nadica de nada!
MARIA: - Já pulei fogueira, já amarrei nome na boca de sapo, e nada!
ROSINHA: - Oh! Já num seio pra que santo recorrê. De A a z já foram todos.
ANINHA: - Tô cansada de ficá aqui, chupano dedo. Veno todo mundo se casá.
MARIA: - E eu num suporto mais ser uma sorterona.
ROSINHA: - Temos que mudar isso. Temos de deixá de ser encalhadas.
ANINHA: - Prefiro ser uma perdida...
MARIA: - Credo! Bate na boca três veis mulé.
ANINHA: - Perdida sim, sorteira nunca.
ROSINHA: - Embestelhou de vez é?
MARIA: - Perdida num casa.
ROSINHA: - Vai continuá encalhada. No caritó!
ANINHA: - Caritó, não! Deus me livre e guarde. Então o que vou fazê?
MARIA: - Vamos rezar.
ROSINHA: - E fazer promessa.
ANINHA: - Num agüento mais tanta novena!
MARIA: - Tenha fé...
ROSINHA: - Agora puxa o terço, e reza. (Elas saem rezando)

CENA II
ANINHA: - Meninas... Tive um sonho... Sei não. Mas acho que foi um sinal. Nossa Senhora da Guia, ta me guiando rumo ao altar. E ai de Santo Antônio se num fizé a parte dele.
MARIA: - E que foi que ocê sonho?
ROSINHA: - Que sina foi esse?
ANINHA: - Ah, foi lindo! Sonhei que eu tava casando toda de branco, de branco é claro, por que sou pura. E o buquê? Ah! Era de fulo de laranjeira.
MARIA: - Se no sonho ocê é pura... Por que a flor de laranjeira?
ROSINHA: - É?
ANINHA: - Por que sou a noiva... E a noiva escolhe o buquê que quiser.
MARIA: - Também sonhei..
ROSINHA: - Mentira.
ANINHA: - Conta?
MARIA: - Ah! Era um rapais tão lindo. Só veno. Nem eu acredito!
ROSINHA: - Eu também não.
MARIA: - Vai querer agora mandá nos meus sonhos?
ROSINHA: - Não... Eu, não. De jeito maneira.
MARIA: - E você? Num sonhou?
ROSINHA: - Não. Pra que sonhá? Eu vou é ter tudo isso de verdade. É por isso que rezo. Rezo muito!
ANINHA: - Mas só rezá num adianta.
MARIA: - Que vamos fazê?
ROSINHA: - Meninas... Vamo a luta!
ANINHA: - Como assim?
MARIA: - Fé sem obra num tem valo.
ROSINHA: - Que quer dizê?
MARIA: - Vamo a caça.
ROSINHA: - Caça.
MARIA: - O mundo é um campo de batalha. E nóis num vamo ficá aqui de braços cruzados. Meninas... Os nossos futuros noivos nus espera. Em forma. Marchando... Um, dois, três, Quatro... (Saem)
CENA III
ANTÔNIO: - Onde estamos?
RONALDO: - Sei lá...
GERALDO: - Isso aqui é o escafundó.
ANTÔNIO: - Melhor aqui, que na prisão.
RONALDO: - Também, quem vai procurar agente aqui neste fim de mundo.
GERALDO: - Isso é ótimo. Aqui é um bom lugar pra se esconder... Jamais vão pensar em nos procurar aqui.
ANTÔNIO: - Mas temos que encontrar um lugar pra ficar.
RONALDO: - Também não posemos levantar suspeitas. Não podemos sair por ai gastando todo dinheiro.
GERALDO: - Que adianta dinheiro, se não podemos gastar?
ANTÔNIO: - Quer voltar pra cadeia?
GERALDO: - Não.
ANTÔNIO: - Então faz o que eu digo.
RONALDO: - E qual é seu plano?
GERALDO: - Que tem em mente?
ANTÔNIO: - Vamos fingir que somos três irmãos, e que viemos nesta cidade em busca de trabalho...
RONALDO: - Trabalho?
GERALDO: - Ah, não... Com tanto dinheiro... Trabalhar?
ANTÔNIO: - É só pra despistar.
RONALDO: - Olha!
GERALDO: - Que?
ANTÔNIO: - Deixa eu vê esse papel.
RONALDO: -Que diz?
GERALDO: - Vai ter uma grande festa...
ANTÔNIO: - Festa?
GERALDO: - Festa a São João. Isso é ótimo! Podemos aproveitar a festa pra fazer alguns contatos.
ANTÔNIO: - Será que vai ter mulher?
RONALDO: - É hoje que vou forrojear!
GERALDO: - E não esqueçam... Somos irmãos, e do interior. (Sai)

CENA IV
ROSINHA: - Parece que nóis foi as primeiras a chegar.
MARIA: - Melhô assim.
ROSINHA: - Desse jeito agente escolhe o mio partido.
ANINHA: - Sabe que tem razão.
ROSINHA: - Olha?
MARIA: - Ual! Que partidão!
ANINHA: - Quem são esses?
ROSINHA: - Será... Que são os maridos que Santo Antônio mandou pra nóis?
MARIA: - Ta me dano um calo.
ANINHA: - To inté sem ar!
ROSINHA: - Tão oiando pra cá.
MARIA: - Tô de perna bamba!
ANINHA: - Ah, acho que vou dismaiá.
ROSINHA: - Se dismaiá fica no chão e perde o marido.
MARIA: - Eu que num arriscaria.
ANINHA: - Olha, ta vindo pra cá.
ROSINHA: - Jesus, Maria, Josè... Me segura, me segura ou eu me jogo nos braços dele.
MARIA: - Tome tento! Moça oferecida, num casa.
ANTÔNIO: - Boa noite!
MARIA: - Boa.
ANTÔNIO: - Me dá honra dessa dança?
MARIA: - Mas eu nem te conheço...
ANTÔNIO: - Bem, senhora...
MARIA: - Senhorita.
ANTÔNIO: - Senhorita. Me chamo Antônio.
MARIA: - Antônio é? Que belo nome. E eu me chamo Maria, mas pode me chamar de Marinhinha, E eu aceito a dança. Upá! O senhô é forte, né?
ANTÔNIO: - A senhorita ainda num viu nada.
MARIA: - Sinhô! (Dançam)
ANINHA: - Num acredito. Mal a festa começou. Maria já se deu bem.
ROSINHA: - Olha... O outro... Ta vindo pra cá.
ANINHA: - Disfarça.
ROSINHA: - Por que?
ANINHA: - Vai que pensa que somos facis.
RONALDO: - As senhoras...
ANINHA: - Senhoritas.
GERALDO: - As senhoritas, nos dá a honra dessa dença?
ANINHA: - Bem que eu gostaria, mas não posso deixar minha irmã sozinha.
RONALDO: - Aquele, é meu irmão. E ele deseja muito tirar sua irmã pra dançar. Se for inconveniente.
ANINHA: - Claro que não. Ela aceita.
ROSINHA: - Aceito?
ANINHA: - Aceita. (Todos dançam)
GERALDO: - Amanhã podemos passar na sua casa.
ANINHA: - Não convém. Sabe o que é... O povo daqui é muito faladó.
GERALDO: - Mas somos gente boa. Honesta. E temos boas intenções.
ANINHA: - Sendo assim...
GERALDO: - Então até amanhã.
ANINHA: - Inté. (Eles saem)
ROSINHA: - Ah, meu Santo Antônio!
ANINHA: - Milagre!
MARIA: - Vamos desencalha!
ANINHA: - Meninas! Vamos pra casa. Temos que preparar um bolo de fubá. É pelo estombo que segura um homi. Vamo. (Saem)

CENA V
RONALDO: - Estamos com a faca e o queijo nas mãos.
GERALDO: - Que tem em mente?
ANTÔNIO: - Se agente se casa...
RONALDO: - Casar?
GERALDO: - Casar de verdade?
ANTÔNIO: - É. Agente vai morar com aquelas três caipiras...
RONALDO: - Casar não.
GERALDO: - Não seja tolo. Estamos sendo procurados.
ANTÔNIO: - Agente se casa, com nomes falsos... Dá um tempo por aqui. E depois que a poeira baixar... Agente se manda.
RONALDO: - Isso num ta certo.
GERALDO: - O que num tá sendo certo?
RONALDO: - Coitadas das moças.
GERALDO: - Coitadas coisa nenhuma. Estamos fazendo um favor. Se não for com nós, com quem elas vão casar?
ANTÔNIO: - Então vamos pedir a mão das caipiras em casamento.
GERALDO: - E já marcar o casório.
ANTÔNIO: - Pra quando?
RONALDO: -
GERALDO: - Pra ontem. Agora vamos. (Saem)
CENA VI
ANINHA: - Está tudo pronto.
ROSINHA: - Ah, eu to tão tensa!
MARIA: - Olha... Lá vem eles.
ANINHA: - Lembrem-se... Ajam com naturalidade! Não demonstrem que estão ansiosas. Homens, não gostam de mulheres fácis.
RONALDO: - Bom dia!
ANINHA: - Bom dia.
RONALDO: - Podemos entrar?
ANINHA: - Claro. Por favo, senhô...
ROSINHA: - Bolo.
GERALDO: - Obrigado.
MARIA: - Café?
ANTÔNIO: - Obrigado.
ROSINHA: - Mais bolo?
ANINHA: - Calma. Ainda não terminaram o primeiro pedaço.
RONALDO: - Nós viemos aqui...
ROSINHA: - Diga... Diga... Diga...
ANINHA: - Calma! Por favor... Continue.
RONALDO: - É que eu e meus irmão estamos aqui para pedir a mão das senhoritas em casamento.
MARIA: - Mão, braço, pernas, pescoço...
ANINHA: - Vamos pensar...
ROSINHA: - Pensado. Aceitamos.
MARIA: - De acordo. (Futuca Aninha)
ANINHA: - Claro!
RONALDO: - Sendo ass
GERALDO: - Sendo assim podemos marcar a data.
ANTÔNIO: - Amanhã.
ANINHA: - Amanhã?
ROSINHA: - Ótimo!
MARIA: - Amanhã, é uma ótima data.
ROSINHA: - Um ótimo dia pra casar.
RONALDO: - Então, combinado.
ANINHA: - Combinado.
ROSINHA: - Combinadíssimo!
MARIA: - Combinadérremo!
RONALDO: - Não vão faltar.
GERALDO: - Vamos está lá esperando.
ANTÔNIO: - Não faltem.
ANINHA: - Estaremos lá.
ROSINHA: - Podem esperar.
MARIA: - Lá estaremos.
RONALDO: - Até...
AS TRÊS: - Até!
CENA VII
PADRE: - Não entendo porque essa pressa em casar... Muito mal conhecem esses homens.
ANINHA: - Padre... Por tudo que é mais sagrado. Santo Antônio, fez a parte dele. Agora esperamos que o senhor faça a sua.
ROSINHA: - É só nos casá.
PADRE: - São as primeiras noivas que chegam a igreja, antes do noivo.
MARIA: - E correr o risco dos noivos desistir? Isso nunca.
PADRE: - se seus pais fossem vivos...
ROSINHA: - Mais não estão. Agora padre... Se concentre apenas nesses casamentos.
RONALDO: - Que surpresa... Já chegaram?
GERALDO: - São as noivas mais pontuais que já vimos.
ANTÔNIO: - Estou pasmo!
PADRE: - Então vamos logo acabar com esse carnaval fora de época.
ANINHA: - Então pula o sermão...
ROSINHA: - Vá direto ao que interessa.
MARIA: - Vá logo pro sim.
GERALDO: - É padre... As moças tem pressa.
PADRE: - Bom vamos dar início a cerimônia... (Ouve-se cirene da polícia)
ANTÔNIO: - Sujou!
RONALDO: - Vamos dar o pé.
GERALDO: - Por ali... Por ali. (Saem correndo)
ROSINHA: - Não...
MARIA: - Volte...
ANINHA: - Caritó não!
PADRE: - Eitá moças de pouca fé! Acho melhor vocês começarem o terço o quanto antes. E devem agradecer a Deus pelo livramento. Seus quase maridos são três foragidos da polícia. Bandidos perigosíssimos.
AS TRÊS: - E nós... ENCALHADAS!

F I M

MINHAS FÉRIAS!

Hoje começa oficialmente minhas férias, e a única coisa que desejo neste momento é aproveitar, com malas prontas e passagem no bolso, embarco para cidade maravilhosa, Rio de Janeiro, que me servirá de cenário para este tão esperado descanso, descanso? Espero que não. Pois quero e muito aproveitar cada momento.
Essa viagem será especial para mim, por que vou puder matar saudades da terra que por muito tempo acreditei ser minha terra natal, uma vez que minha infância, feliz afirmo, na qual me recordo foi toda vivida lá. Onde também dei meus primeiros passos na arte. E nossa estréia agente nunca esquece. Também pretendo rever alguns colegas de infância... Será que vão se recordar de mim? E praia... Muita praia.

Quero ficar pretinho! Me livrar dessa cor branquela paulista que insiste em pré dominar em minha pele.
Que estes dez dias sejam eternizados em boas lembranças, ótimas, espero eu, e muitas fotografias.

janeiro 04, 2011

CURRÍCULO ARTÍSTICO


M A R C O N D Y S F R A N Ç A

DRT/PB Nº 1189 (ATOR)
C.C.M 3.801.421-1
Rua XXXXXXXXXXXXXXXXXX CEP: XXXXXXXXX
São Paulo/SP

Tel: 8011-3878 (OI)
email: marcondysfranca@yahoo.com.br ou marcondysfranc@gmail.com

FORMAÇÃO ACADEMICA:
Ensino Superior - Pedagogia (Cursando)
Artes Cênicas


CURSOS / QUALIFICAÇÕES:
1995 Prefeitura Municipal de Guarulhos e Secretária de Educação e Cultura
Curso: Formação de Atores – Coordenador: Carlos Simões
Escola Recrearte
Curso: Teatro – Coordenador: Miro Rizzo
1996 EPAC “ Escola de Pesquisa das Artes Cênicas”
Curso: Formação de Atores – Coordenador: Carlos Simões
1997 Prefeitura Municipal de Guarulhos e Secretária de Educação e Cultura
Curso: Técnicas Para Atores – Coordenador: Luis Peres
Curso: Formação de Atores – Coordenador: Carlos Simões
1999 Maquiagem
Curso: Artística e Social Coordenador: Jorge Marcos Paulo Machado
2000 Oficina Cultural Oswald de Andrade
Curso: Cenografia e Figurino – Coordenador: Luís Rossi
Tragédias Cariocas – Coordenador: Cibele Forjas
Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Curso: Cenas Rodrigueanas – Coordenador: Moises Miastkowosky
2001 Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Curso: Maquiagem Teatral – Coordenador: Osvaldo Gonçalves
Curso: Criação de Personagens /Shakepeare – Coordenador: Heitor Saraiva
2002 Biblioteca Monteiro lobato Cia Truks
Curso: Teatro de animação – Coordenador: Henrique Sitchin
2004 Oficina Cultural Oswald de Andrade
Curso: Expressão corporal e Vocal – Coordenador: Hélio Cícero
Curso: Dramaturgia – Coordenador: Laerte Mello
Curso: Espaço Cênico – Coordenador: Milhen Cortas
2005 Oficina Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Curso: Iluminação – Coordenador: Celson Pivete
Curso: Artes Plasticas (Aquarela ) – Coordenador: Rosa Higari
2007 Oficina da Palavra – Casa Mário de Andrade
Curso: O Ator, A Palavra e o Silêncio – Coordenador: Eduardo Aguilar
Oficina Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Curso: Circo Teatro – Coordenador: Fernando Neves
2008 Oficina Cultural Oswald de Andrade
Curso: Dança de Salão – Coordenador: Luciana Mayumi
Curso: Teatro de Sombras – Coordenador: Irani Cippiciani
2010 Oficina Oficina Cultural Amácio Mazzaropi
Curso: Os Comediantes – Coordenador: Jetson Kartá e Arnaldo D’Ávila
2009 - 2011 Faculdade Sumaré
Curso: Pedagogia ( 4º Semestre)


EXPERIÊCIAS PROFISSIONAL NO TEATRO:
1985 Dona Sapa / 1989 Uma Escola Muito Atrapalhada/A Floresta Encantada/Dona Sapa/ 1990 A Filha de Jairo (Texto e Direção)/O Reinado de Dom Leão I(Texto e Direção)/ 1991 O Casamento(Texto e Direção)/Meninos de Rua(Texto e Direção)/O Verdadeiro sentido do Natal(Texto e Direção)/ 1992 O Jovem e a Família(Texto e Direção)/ Show de Caloucos (Texto e Direção)/Pedreiras das Almas/ 1993 Homem do Campo (Texto e Direção)/O Pequeno Engraxate(Texto e Direção)/ Em Busca do caminho(Texto e Direção)/ 1995 Imaginação (Texto e Direção)/Castelo de Bruxos/O Cara Metade/ 1996 O Príncipe e a Moça/ Brincadeiras e Palhaçadas/Pluft, O Fantasminha/ 1997 O Médico a Força/O Noviço/As Loucuras de Um Pedestre/A Mandrágora/1998 O Santo Inquérito/ 1999 Confusões e Palhaçadas/ 2000 Perdoa Por Me Traíres/Toda Nudez Será Castigada/Cenas Rodrigueanas/A Estranha vida de Hilletje Jeans(Assistente de Figurino e Adereços)/Mais Vale Um Reinado Que Um Cajado(Iluminação)/ 2001 O Príncipe e a Moça/Sonhos de Uma Noite de Verão/Sorrir e Cantar é Só Começar!/ 2002 Auto da Camisinha (Figurinos e Adereços)/ 2003 Hoje Tem Festa!/ Nina e o Sapo/ 2004 Num dia Comum (Dramaturgia)/Sorrir e Cantar é Só Começar!/ 2005 Mosaico de Emoções (Iluminação) / 2006 Por Que Choras Palhaço?/ Vamos Brincar de Que? 2007 Os Homens são Singelos, As Mulheres Não / Lágrimas de Mãe / O Rapto do Papai Noel/ 2008 Mãe Sempre Mãe /O Príncipe e a Plebéia /Aniversário do Menino /Sorrir e Cantar é Só começar! (Textos e Direção) 2009 O Fantasminha Atrapalhado / Escola de Bruxas e Circo Mambembe / Fuzuê e Casamento No Arraiá (Textos e Direção), 2010 A Paixão de Cristo, Calada!, Um Curumim No Sítio do Pica-Pau Amarelo, Pluft, O Fantasminha e O Rapto do Papai Noel (Adaptação e Direção), Circo Picadeiro da Alegria (Texto e Direção).

OUTRAS EXPERIÊCIAS:
1990 – Fundação do Grupo Cultura Jovem de Mataraca/PB (Diretor Artístico)
1991 – Dia Municipal das Crianças Mataraca/PB (Produção)
1993 – Abertura Oficial do Natal Mataraca/PB (Produção)
2003 – 21ª CIOSP “Congresso Internacional de Odontologia” Criançodromo - Anhembí São Paulo-SP (Recreador)
2004 – Lançamento do Livro do Mago (Personagem: Mago) Livraria Saraiva São Paulo/SP
2000 á 2008 – Turma do Papai Noel “BPM-SP” (Recreador)
2009 – Movimento Comunitário de Promoção Humana/ Ação Comunitária São
Benedito/Associação Metodista de Ação Social (Coordenador de Oficinas de Teatro)
2010 - Ação Comunitária São Benedito (Arte Educador)

RÁDIO:
1998 – Rádio Ponto FM 102,2 Programa Encontro Com o Sucesso Guarulhos/SP (Produção)

CINEMA:
1999 – Onde o Mundo Acaba (Curta)
2008 – Família Vende Tudo.

janeiro 03, 2011

A ENCALHADA

A ENCALHADA
De: Marcondys França

PERSONAGENS:
CORRINHO (Mãe)
SEBASTIÃO (Pai)
JANICE (Filha)
PAUMIRA (Amiga)

PEÇA EM UM ATO
JANICE: - Meu Santo Antônio, vou te deixar assim de cabeça para baixo, até o senhor me arrumar um marido. Onde já se viu, já estou na idade de casar e até agora nada!
CORRINHO: - Ocê que se aquete menina! Já disse que é bem mio ficar sorteira.
JANICE: - Mainha... Per todos os santos do mundo. Num diga uma derrota dessa não. Vá que Santo Antônio escuta uma coisa dessa. Ai é que num caso mermo! No caritó num fico. De jeito maneira.
CORRINHO: - Deixa de fuleragem menina! Te quebro os dentes. Ta achano o que? Que vou permiti pouca vergonha aqui em casa é? Quero morrer tesga se deixar ocê com quarquer um...
JANICE: - Que vida disgraçada é minha... Nem direito de mim casar eu tenho.
CORRINHO: -Tu ta é com fogo na bacurinha. Sei be como acabar com isso. Um bom banho de água fria. (Janice sai)
SEBASTIÃO: - Que gritaria é essa, Corrinho? Mai que diacho ta aconteceno aqui? Lá do fundo do quintá dá pra ouvi esse teretetê!
CORRINHO: - Ô, Tião... É nossa fia, que agora inventou quer casá.
SEBASTIÃO: - Uai! E isso num era já de se esperá? È bão... Mió assim, pelo meno, ela num pensa como muitas peldidas que tem poraí. Que vive vive correno atrás dos machos.
CORRINHO: - Oschem, e desde de quando ocê aprova vê sua filha de chamego com desses cabras?
SEBASTIÃO: - Prefiro ela namorando aqui nesta sala na nossa presença.
CORRINHO: - Num to acreditano no que to ouvino...
SEBASTIÃO: - O sonho de quarquer pai e vê sua fia bem casada.
CORRINHO: - Vou inté sai daqui porque meus ouvidos não agüentam ouvi mais tantas asneiras. (Sai)
SEBASTIÃO: - Mai quem ta bateno palma lá fora?
PAUMIRA: - Bom dia, seu Tião?!
SEBASTIÃO: - Bom dia, Parmira.
PAUMIRA: - A Nicinha está?
SEBASTIÃO: - Ta sim. Vou chamá. Janice! Janice!
JANICE: - Oi!
SEBASTIÃO: - Que oi o que cabrita. Sinhô!
JANICE: - Ta bom pai. Discupa.
SEBASTIÃO: - Num ta esqueceno nada?
JANICE: - Benção. (Ele sai) Que cara é essa? Inté parece que comeu e num gostou.
PAUMIRA: - Que cara é essa? Inté parece que comeu e num gostou.
JANICE: - To quereno casá, mas mainha num quer que nem se toque no assunto.
PAUMIRA: - E teu pai?
JANICE: - Painho, é a favor...
PAUMIRA: - Então é meio caminho andado. E ocê tem argúem em vista?
JANICE: - É ai que ta probrema. Aqui, todo mundo conhece todo mundo... E arrajar um marido é difici.
PAUMIRA: - Os homis aqui de Cacimba de Dentro ou é casado ou já tem compromissô.
JANICE: - Mais Santo Antônio tem que me ajudar. Ou me ajuda, ou afogo ele naquele copo. E em último caso, quebro o pescoço dele.
PAUMIRA: - Vigi santíssima! Ai que num casa mermo.
JANICE: - Ah, eu caso. Nem que eu tenha que embregar o padre.
PAUMIRA: - Que desespero! Sorte sua... Hoje tem festa. A festa do Arraia do Zé Perneta. Vem gente de todas as bandas.
JANICE: - Ah! Então, tenho que ficar linda. De hoje num passa.
PAUMIRA: - Mai tua mãe?
JANICE: - Vou escondida.
PAUMIRA: - Isso vai dar confusão.
JANICE: - E se encontrar um pretendente, fujo cum ele.
PAUMIRA: - Ficou louca?
JANICE: - Louca é ficá no caritó. Agora vamos.
PAUMIRA: - pra onde?
JANICE: - Pra tua casa. Acha mermo que vou correr o risco de mainha me prender pra num ir a festa. (Olha para Santo Antônio) Olha Santo Antõnio, vê se faz sua parte. (Saem)
CORRINHO: - Oh, minha virgi santíssima, cadê minha fia? Onde se enfiou essa dismiolada?
SEBASTIÃO: - Que disispero é esse mulé? Inté parece que morreu argúem.
CORRINHO: - Se num morreu, vai morrê. Tua fia, num vortô pra casa. Passaou a noite fora. Sabe que isso quê dizê?
SEBASTIÃO: - Que se divertiu...
CORRINHO: - Sei bem qual a diversão de uma moça que passa a noite fora sem os oios atentos dos pais.
SEBASTIÃO: - Ocia devia confiar mais na tua fia.
CORRINHO: - Confio, desconfiando. Ta pensano o que? Ninguém me engana, não. To ficano veia, mai num sou cega não, nem tão pouco lesada.
SEBASTIÃO: - Teu mal é que vê mardade em tudo.
CORRINHO: - Seio bem que to falando. Essa hora minha fia deve está disgraçada.
JANICE: - Mainha... Painho...
CORRINHO: - Onde tu tava até uma hora dessa sua desinfeliz.
JANICE: - Ai que estresse! Tava na festa.
CORRINHO: - Ai, num disse...
JANICE: - E tenho novidades!
SEBASTIÃO: - Que novidade é essa?
JANICE: - Eu vô casá.
SEBASTIÃO: - Mai que boa notícia fia minha!
CORRINHO: - Casá? E por que um casamento tão avexado?
JANICE: - Por que to apaixonada.
CORRINHO: - Ta perdida, né isso?
JANICE: - Não. Estou encontrada.
CORRINHO: - Pra se casá com esse cabra que nem seio quem, só se passar por cima de meu cadavé.
SEBASTIÃO: - deixa a menina em paz! Se ela quer casá, vai casa, e pronto.
JANICE: - Quer aber mainha... Num foi ele que buliu comigo não. Fui eu que buli com ele.
CORRINHO: - Sem vergonha! Num tem um pingo de bril nessa cara.
SEBASTIÃO: - Que diacho é isso que ocê ta dizeno?
JANICE: - Painho, ele e de confiança. É dono de uma pequena fazenda... Dispois que nóis casá vamo pra lá.
CORRINHO: - Homi de Deus... Faça arguma coisa. Num vê que essa menina virou a cabeça de vez?
SEBASTIÃO: -
JANICE: - Painho, ele vem aqui hoje conversar com o senhô. O Ademilso é uma boa pessoa.
CORRINHO: -
SEBASTIÃO: - O jeito que tem é marcar esse casamento logo... (Palmas)
JANICE: - Deve ser ele.
SEBASTIÃO: - Então atende. Num deixa o rapaz esperando.
JANICE: - Paumira?
PAUMIRA: - Posso falá com oscê?
JANICE: - Claro...
PAUMIRA: - Então vamo lá dentro?
CORRINHO: - Por que esse segredinho?
SEBASTIÃO: - Aqui não temos cerimônia...
JANICE: - Pode falá...
PAUMIRA: - Não sei...
CORRINHO: - Fala Parmira. O que tanto quer falar com nossa fia...
JANICE: - Pode falá.
PAUMIRA: - É sobre o Ademilso.
JANICE: - Fala.
PAUMIRA: - Ele num é fazendeiro coisa nenhuma.
CORRINHO: - Eu sabia.
JANICE: - Mai vai casá comigo.
PAUMIRA: - Vai não.
SEBASTIÃO: - Como não?
JANICE: - Que ta dizano?
PAUMIRA: - Que ele já é casado.
CORRINHO: - Um homi casado!
SEBASTIÃO: - eu capo esse disgraçado.
JANICE: - Não painho!
PAUMIRA: - Num vai adiantá. Já se mandou. E ninguém sabe pra onde.
JANICE: - Então, num vai me casá?
CORRINHO: - Não. E ainda vai ficá falada em toda cidade.
JANICE: - Isso foi agoro! Agoro! Agora estou encahada de vez! (Sai Chorando)
CORRINHO: - Eu te disse, num disse... Eu te disse!
F I M

SIGO...

NOSSOS CAMINHOS
ESTÃO SEPARADOS
E É TRISTE ADMITIR
NÃO TENHO MAIS VOCÊ
AO MEU LADO
SIGO
VOU ENFRENTE
RECORDANDO AGENTE
DO NOSSO AMOR
QUE FICOU
PRA TRÁS
DAS NOSSAS ALEGRIAS E TRISTEZAS
DO SONHO POSSÍVEL
QUE NÃO VOLTA MAIS

HOJE SOU SÓ
OLHO PARA ESTE MUNDO IMENSO
CONFESSO QUE AINDA PENSO
QUE TUDO NÃO PASSA DE UM PSADELO
QUE LOGO VAI PASSAR
MAS ISSO É SÓ UMA ILUSÃO
DE UM POBRE CORAÇÃO
QUE UM DIA
SÓ SABIA O QUE ERA AMAR
ABRO NOSSO ARMÁRIO
E ENCONTRO APENAS
UM GRANDE VAZIO
A CONFIRMAÇÃO
QUE VOCÊ SE FOI
E NÃO MAIS VAI VOLTAR

TENTO NÃO ME APEGAR
AS RECORDAÇÕES
INVENTO NOVAS PAIXÕES
TENTATIVAS EM VÃO
TUA IMAGEM AINDA
É NÍTIDA
SORRIR
E NÃO É FÁCIL DE APAGAR
DE NADA ADIANTOU
RASGAR NOSSAS FOTOS
SE AINDA TENHO
TEU SORRISO
GRAVADO EM MINHA MEMÓRIA
SE TEU PERFUME
AINDA EXALA
PELO QUARTO
ME DEIXANDO
LOUCO DE DESEJO
ACORRETADO
EM NOSSA CAMA
SEDENTO POR TE AMAR

MAS VOCÊ NÃO VEM
VEJO COMO SLIDE
FLASH DO QUE VIVEMOS
E EM COMPULSÃO
VIVO COMO UM VICIADO
ESPERANDO A DESENTOXICAÇÃO
PARA ENFIM
COMEÇAR UMA VIDA NOVA
LONGE DESSA SENSAÇÃO
QUE APRISSIONA
E ME FAZ LEMBRAR
DE VOCÊ
MAS ESQUECER
DE MIM.

UM DIA A CASA CAI (TEXTO TEATRO)

UM DIA A CASA CAI
De: Marcondys França

Personagens:
SUSAN
STEFANY

(Stefany entra comendo pipoca, traz em outra mão um copo com refrigerante)

STEFANY: - Ai meu Deus! Está quase na hora da minha novela. (Deixa o copo de refrigerante virar) – Droga! Porcaria... Quer saber? Vai ficar ai. Saco!
SUSAN: - Stefany.
STEFANY: - Fala...
SUSAN: - Você não sabe da pior...
STEFANY: - Ah, agora não... Vai começar minha novela.
SUSAN: - Não credito. Hellô! Essa é do babado.
STEFANY: - É que no capítulo de hoje, Maria Eduarda descobre que o Luis Fernando está tendo um caso com a Izoudinha de Guadalupe. E isso baby, não perco por nada.
SUSAN: - To pasma! To bege, está até me faltando cor nas maçãs do meu rosto. O mundo lá fora desabando, e você ai, preocucapa com o flagra da Maria Eduarda no Luis Alberto. Tenha dó. STEFANY: - Do mundo cuida Deus! Agora fica quietinha, que já vai começar a minha novela.
SUSAN: - Stefany...
STEFANY: - Droga! Faltou energia.
SUSAN: - Isso é o de menos.
STEFANY: - Que barulho é esse?
SUSAN: - Ai meu Deus! É uma enxurrada!
STEFANY: - Como se fosse novidade. Todo ano é a mesma coisa. Chove, e as ruas viram um rio.
SUSAN: - E todos perdem tudo.
STEFANY: - Também né?! O povo deveria ser mais consciente. Joga lixo em todo canto.
SUSAN: - Hã, hã! (Olha a sujeira na casa)
STEFANY: - Pode parar. Eu já ia arrumar. Isso foi um acidentinho.
SUSAN: - A limpeza começa dentro de casa.
STEFANY: - Que coisa mais feia. Fica reparando dentro da casa do povo.
SUSAN: - Nas ruas também. Tem lixo por toda parte.
STEFANY: - Também se olhar pro outra parte... Se não tiver lixo. Os garis vão ficar desempregados.
SUSAN: - Não acredito que você está dizendo uma barbaridade dessa.
STEFANY: - Ai Susan! Que saco! Você é muito sistemática. Muito certinha. Talvez seja por isso que você ainda seja uma BV.
SUSAN: - Isso não é verdade.
STEFANY: - Nunca te vi com ninguém.
SUSAN: - Acha mesmo que vou sair beijando qualquer um, só pra deixar de ser BV? É ruim, minha filha. Tem que valer apena.
STEFANY: - pensa que não vejo como olha pro Bruno...
SUSAN: - Você que tem uma cabeça poluída. E por falar em poluição, minha querida... Você deixou um monte sacolinhas com lixo lá fora.
STEFANY: - Quer que eu faça o que? Coloque o lixo aqui dentro de casa?
SUSAN: - Está chovendo muito. A força da água vai levar esta sacolinhas até o bueiro... E sabe que vai acontecer?
STEFANY: - Vou me livrar do lixo, sem precisar dos garis. Não é o máximo?!
SUSAN: - Vai entupir a boca de lobo e isso irá ocasionar uma enchente.
STEFANY: - Ainda bem que moro no alto.
SUSAN: - Mas por tua causa muitas pessoas que moram lá embaixo irão perder tudo. E sabe o que é mais triste? É que algumas pessoas podem até perderem as vidas por causa da enxurrada, causada por você.
STEFANY: - Agora eu sou Deus?! Decido quem vive ou quem morre?
SUSAN: - Não é Deus. Mas pode evitar. Fazendo a sua parte.
STEFANY: - Então vou aproveitar e fazer minhas unhas... Estão horríveis!
SUSAN: - Cadê aquele sofá que ficava aqui?
STEFANY: - prefiro não comentar!
SUSAN: - Você não jogou... Jogou?
STEFANY: - Que queria que eu fizesse? Fiz o que todos fazem.
SUSAN: - No córrego?
STEFANY: - Queria que jogasse onde?
SUSAN: - Existe o cata bagulho. É só ligar.
STEFANY: - Não sabia. Agora já foi.
SUSAN: - Simples né? Falta de consciência.
STEFANY: - O importante é que consegui me livrar daquele trambolho.
SUSAN: - Não sabe o mal que está fazendo a sim mesma.
STEFANY: - Ai credo! Para de ficar ai me recriminando. Rogando praga! Isso é feio sabia.
SUSAN: - Feio é o que você anda fazendo. (Olha na Janela) Ei...
STEFANY: - Que foi agora?
SUSAN: - A água está subindo muito rápido.
STEFANY: - Aqui não enche.
SUSAN: - Está chegando próximo.
STEFANY: - Mentira!
SUSAN: - Vem vê...
STEFANY: - Ai meu Deus!
SUSAN: - Aquele não o teu sofá que a enxurrada vem trazendo?
STEFANY: - É...
SUSAN: - Não vai dar tempo da gente correr...
STEFANY: - E agora? Vai alagar tudo.
SUSAN: - Só espero que esta água não esteja contaminado pela urinas dos ratos.
STEFANY: - E se tiver?
SUSAN: - Podemos pegar leptospirose.
STEFANY: - Que isso?
SUSAN: - É uma doença. E pode até matar.
STEFANY: - Ai meu Deus!
SUSAN: - Vamos fugir...
STEFANY: - Pra onde?
SUSAN: - Sei lá. Sabe nadar?
STEFANY: - Não.
SUSAN: - Então boa sorte amiga.
STEFANY: - Hei... Espere por mim.
(A água invade a casa deixando as duas molhadas)
FIM

SE...

SE FOI PAIXÃO
NÃO SEI...
SE FOI AMOR
NÃO DEU
SE ERA SONHO
FOI SÓ MEU
SE HÁ SOFRIMENTO
PASSARÁ
SE FICOU SAUDADE
VALEU
SE HOUVE CONTENTAMENTO
NOS RESTA UMA VAGA LEMBRAÇA
DE UM SONHO QUE PODERIA
TER SIDO VIVIDO A DOIS.
SE...

janeiro 02, 2011

RÉVEILLON 2011


A melhor coisa ao iniciar um novo ano é poder sentir a sensação de que apesar de tudo que ficou para trás temos sempre uma nova chace para recomeçar.


Dois mil e dez foi para mim um ano muito produtivo profissionalmente, terminei com a certesa de dever cumprido, graça ao apóio de alguns amigos e companheiros de trabalho.


 
Se reunir para festejar o início de uma nova era em nossas vidas foi maravilhoso, pois ao meu lado estava minha tão especial família, com quem gosto de compartilhar estes momentos tão especiais.
E a Deus só tenho a agradecer pelas conquistas e vitórias alcansadas ao longo do ano.
Que 2011 seja um ano de muita paz de espírito e realizações.


MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...