dezembro 13, 2012

EXPOSIÇÃO: Espelho da Arte, a atriz e seu tempo.


Está aberta ao público no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo a exposição Espelho da Arte, a atriz e seu tempo, mais que uma merecida homenagem, mas uma retrospectiva da brilhante e bem sucedida da carreira de Regina Duarte, uma das mais importantes e representativas figuras do teatro e da televisão brasileira.

A exposição com curadoria de Ivan Izzo, remonta através de uma linha do tempo os 50 anos de dedicação ao ofício de atriz que contabiliza grandes personagens que são imortalizados pelo grande público.

Quem visita a exposição tem a oportunidade de fazer um passeio cronológico dividido por décadas e deste moto embarcar numa máquina do tempo que através da carreira desta grande atriz, também passa por momentos importantes da história do nosso país e das transformações que são visíveis através de cada trabalho.

Fiquei encantado com a forma didática no qual remontam essa trajetória por meio de reportagens, fotos, arquivos pessoais, cenários, figurinos utilizado pela a triz nessa grande e bela jornada.

 Quarto de Porcina - Roque Santeiro






 Nina

 História de Amor

 Rainha da Sucata


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 Chiquinha Gonzaga

 Roque Santeiro

 Rainha da Sucata


 Por Amor



 Propagandas Décadas de 60 e 70.






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 Camarim




 Camarim


Vale Tudo

dezembro 08, 2012

O CORPO ATO IV Cena VI a IX


ATO IV CENAVI
(Laudo final da morte)
RODRIGUES: - Com licença...
NILTON: - Chega ai... (Dá a pasta) Ai está.
RODRIGUES: - Que é?
NILTON: - Como que é? Está a tempo empenhado neste caso...
RODRIGUES: - (Lê) Então essa foi a causa de sua morte?
NILTON: - Agora é definitivo. O laudo é incontestável.
RODRIGUES: - Possível arma... Objeto pontiagudo não identificado... Possivelmente material plástico. Material plástico?
NILTON: - E se dê uma lida mais abaixo vai vê que o possível criminoso tinha entre um metro e cinquenta a um metro e sessenta e cinco. Pela força aplicada e a forma que atingiu a vítima, suspeita-se que seja uma mulher, e que esta mulher é canhota.
RODRIGUES: - Isso já limita o número de suspeitos.
NILTON: - Exatamente.
RODRIGUES: - Então vamos começar o nosso trabalho...
NILTON: - Espera ai rapaz.
RODRIGUES: - Que foi?
NILTON: - Caso encerrado.
RODRIGUES: - como assim? Estamos a um passo de desvendar este mistério...
NILTON: - Doutor Egídio já providenciou tudo. O secretário de segurança pública a pedido do ministro da justiça, acabou de me ligar pedindo o arquivamento do caso.
RODRIGUES: - Isso é foda! Puta que pariu! Tanto trabalho pra que?
NILTON: - É o poder. Manda quem tem obedece quem é inteligente.
RODRIGUES: - Isso não está certo.
NILTON: - Não há certo, ou errado... O que há é que o poder é podre, e quando se mexe com os poderosos, fede... Liberado para um próximo caso.
RODRIGUES: - É revoltante!
NILTON: - É a realidade. (Sai)
RODRIGUES: - Se eu não posso fazer nada... Sei quem pode desmascarar estes malditos corruptos. (Pega o celular) Alô... Mônica? Tudo bem? Tenho uma bomba pra você... Isso mesmo. Posso te encontrar? Onde? Positivo! (Sai)


ATO IV CENAVII
(Na redação)
MÔNICA: - Vamos trabalhar?
TÁCIO: - Do que tá falando mulher?
MÔNICA: - Consegui...
TÁCIO: - O que?
MÔNICA: - Aqui tem tudo sobre o que provocou a morte do Marcos.
TÁCIO: - Isso não que dizer nada.
MÔNICA: - Não?
TÁCIO: - Não.
MÔNICA: - E se eu lhe disser que há uma grande possibilidade de quem matou o Marcos foi uma mulher.
TÁCIO: - Uma mulher? Naquele lugar?
MÔNICA: - Exatamente.
TÁCIO: - Diria que impossível. Surreal.
MÔNICA: - Não... O assassino... É uma pessoa próxima.
TÁCIO: - Será?
MÔNICA: - Vamos investigar todas as pessoas próximas do Marcos, mulheres entre 1.50m a 1.65 e que seja canhota.
TÁCIO: - Como faremos isso?
MÔNICA: - Começamos pela família... Depois amigos...
TÁCIO: - E você acha mesmo que a família dele vai deixar você pisar naquela casa?
MÔNICA: - Conheço alguém que possa nos ajudar... Lá de dentro.
TÁCIO: - A empregada?
MÔNICA: - Exatamente.
TÁCIO: - Não vai aceitar. Esqueceu do último encontro?
MÔNICA: - Vou usar a mesma arma que ela...
TÁCIO: - Extorsão?
MÔNICA: - Não. Troca de favores. Ela me ajuda, eu não conto que ela me procurou com informações em troca de dinheiro.
TÁCIO: - você é cruel.
MÔNICA: - Não meu querido. Eu sou viva! Agora vamos.
TÁCIO: - Espera... (Saem)

ATO IV CENAVIII
(Mara vai a casa de junior)
MARA: - Bom dia.
JÚNIOR: - Bom dia.
MARA: - Eu sou...
JÚNIOR: - sei quem é a senhora. Dona Mara... Mae do marcos.
MARA: - Exatamente.
JÚNIOR: - Por favor entre.
MARA: - Com licença.
JÚNIOR: - Fique a vontade. Sente-se por favor.
MARA: - Obrigada.
JÚNIOR: - A senhora aceita...
MARA: - Não... Não precisa se preocupar... Estou bem...
JÚNIOR: - Claro.
MARA: - Então, era aqui... Aqui que meu filho se refugiava...
JÚNIOR: - Não. Aqui era o segundo lar do seu filho.
MARA: - Por que nos escondeu?
JÚNIOR: - Não queria lhes magoar.
MARA: - Talvez tudo seria diferente.
JÚNIOR: - Também creio nisso.
MARA: - de muito bom gosto.
JÚNIOR: - Foi ele que me ajudou a decorar.
MARA: - Meu filho tinha bom gosto. (Vê uma foto do filho. Chora) Meu filho...
JÚNIOR: - Vou pegar uma água.
MARA: - Não precisa. (Júnior sai) Meu filho... Que saudade!
JÚNIOR: - Aqui. Beba.
MARA: - Obrigada. Você o amava?
JÚNIOR: - Muito. (Sem jeito)
MARA: - Foram felizes?
JÚNIOR: - Sempre.
MARA: - E a noiva?
JÚNIOR: - Sabia que era só faixada.
MARA: - Que?
JÚNIOR: - Não devia ter dito...
MARA: - Faixada?
JÚNIOR: - Só estava com ela, por vocês.
MARA: - Mas ela está grávida.
JÚNIOR: - Impossível.
MARA: - Que quer dizer?
JÚNIOR: - Que seu filho nunca teve nada com esta moça.
MARA: - Eram noivos.
JÚNIOR: - Marcos nunca transou com ela.
MARA: - Como sabe?
JÚNIOR: - Não mentiria pra mim. Não sobre isso.
MARA: - Então o que fazia naquele lugar? Dizem...
JÚNIOR: - Que era um lugar de pregação...
MARA: - Suspeito.
JÚNIOR: - Tínhamos brigado. Foi uma briga muito feia... Exigi que ele terminasse o noivado e assumisse de vez a nossa relação. Então se sentiu pressionado e foi...
MARA: - parar naquele lugar.
JÚNIOR: - Exatamente.
MARA: - Se ele não teve nada com ela...
JÚNIOR: - Posso lhe garantir.
MARA: - Então a gravidez...
JÚNIOR: - O pai não é o Marcos. Isso lhe garanto.
MARA: - Vamos deixar esta conversa de lado. Vim pra falar sobre vocês... E agora? O que pretende fazer?
JÚNIOR: - Tenho que continuar...
MARA: - Precisa de ajuda?
JÚNIOR: - Não, obrigado. Tenho minha profissão...
MARA: - E o que faz?
JÚNIOR: - Sou cabelereiro. Tenho um salão...
MARA: - Entendo. Bom, Júnior... Obrigada por me receber.
JÚNIOR: - Que isso! Foi um prazer.
MARA: - Se precisar de alguma coisa...
JÚNIOR: - Obrigado. (Ela sai) Caraca!
ATO IV CENA IX
(NO APARTAMENTO DE LUDIMILA)
LUDIMILA: - Como está se sentindo?
ISABEL: - Como estou me sentindo? Péssima!
LUDIMILA: - Um dia vai me agradecer...
ISABEL: - Você é um monstro. Que tipo de mãe dopa a filha e entrega a um estranho?
LUDIMILA: - O Sérgio é um cara de muita confiança...
ISABEL: - E se este cara estiver doente?
LUDIMILA: - Tá louca menina?
ISABEL: - Claro... Transou comigo sem preservativo. E se ele tiver alguma doença infecto contagiosa.
LUDIMILA: - Não tem. Dá pra parar de ser melodramática? Em algumas semanas você estará gravida.
ISABEL: - E se não estiver?
LUDIMILA: - Tentamos outra vez. Você tem um mês para engravidar.
ISABEL: - Você é doente.
LUDIMILA: - Não meu bem... Estou cuidando da nossa previdência. (Campanhia) Ah, não... O que quer aqui?
MÔNICA: - Seria educado me deixar entrar.
LUDIMILA: - Não preciso ser educada com você... Se insistir, chamo a polícia.
MÔNICA: - Ótimo. Chama! Sabe o que tenho aqui em minhas mãos? Tudo sobre a sua vida.
LUDIMILA: - Fofocas. Coisas dessas revistas de mexericos...
MÔNICA: - Que será que vão achar quando souber que você foi suspeitar de matar um milhionário envenenado em 77?
LUDIMILA: - Cala-se. Fui inocentada.
MÔNICA: - Posso?
LUDIMILA: - Entra. (Furiosa)
MÔNICA: - Prometo ser breve. Como vai Isabel?
ISABEL: - Bem...
MÔNICA: - Não me parece bem.
LUDIMILA: - Ela está cansada.
MÔNICA: - Você não me oferece uma água.
LUDIMILA: - Não.
ISABEL: - Eu pego.
MÔNICA: - Que gentil.
LUDIMILA: - Que quer?
MÔNICA: - Conhece os amigos do Marcos?
LUDIMILA: - Amigos?
MÔNICA: - Mulheres.
LUDIMILA: - Mulheres? Que isso?
MÔNICA: - É o que desejo.
LUDIMILA: - Por que não pergunta a família dele?
MÔNICA: - Acha mesmo que me receberiam.
LUDIMILA: - Preciso responder?
ISABEL: - Aqui está. (Entrega o copo)
MÔNICA: - Hei?
ISABEL: - Que foi?
MÔNICA: - Você é canhota?
ISABEL: - Sou.
MÔNICA: - Olha que conhecidência... Minha mãe também era.
LUDIMILA: - Você não veio aqui só por isso...
MÔNICA: - Por que Isabel não seguiu a mesma carreira que você?
ISABEL: - Não tenho altura.
MÔNICA: - Mede quanto?
ISABEL: - Um sete sete.
MÔNICA: - Interessante. Poderia ser modelo fotográfica. Tem um rosto bonito vai por mim.
LUDIMILA: - Que uma manchete? Então escreva neste jornaleco, que minha filha, está grávida.
MÔNICA: - Grávida?
LUDIMILA: - Exatamente. Minha filha terá o futuro herdeiro... Filho do Marcos.
ISABEL: - Mãe?
MÔNICA: - Isabel, não parece feliz...
LUDIMILA: - Ainda está abalada com a morte do seu grande amor.
ISABEL: - Eu estou cansada... Com licença. (Sai)
MÔNICA: - Essa menina não está bem.
LUDIMILA: - Ficará.
MÔNICA: - Boa cartada! Mas o jogo ainda não terminou. Bem... Preciso ir. Obrigada pela hospitalidade. (Sai)
LUDIMILA: - Vai carniça!

O CORPO (ATO IV – CENA I Á IV)


ATO IV – CENA I
(Na redação)
SELMA: - Boa tarde!
TÁCIO: - Boa. Em que posso ajuda-la?
SELMA: - Tenho uma informação bombástica!
TÁCIO: - Não diga! Sobre o que?
SELMA: - Acha que sou trouxa? Vim negociar...
TÁCIO: - E o que você tem que possa nos interessar?
SELMA: - Você não parece jornalista.
TÁCIO: - E não sou. Sou fotografo.
SELMA: - Quero falar com a Mônica...
TÁCIO: - Posso saber o que?
SELMA: - Sigiloso.
TÁCIO: - Ela é muito ocupada...
SELMA: - Se não quer a informação... Vendo pra outro jornal...
TÁCIO: - Espere. É sobre o corpo encontrado...
SELMA: - Marcos. O corpo tem nome... Marcos!
TÁCIO: - O que sabe sobre ele?
SELMA: - Só falo com essa talzinha...
TÁCIO: - Tá bom... Só um minuto. Vou localizá-la.
SELMA: - Ótimo.
TÁCIO: - Tudo bem... Só um minuto. (Pega o celular) Mônica? Escuta... Onde está? Que bom. Sobe. Tem aqui uma moça que diz ter informações bombásticas sobre o Marcos... Como que Marcos? O falecido. Quem é? (Pra Selma) Quer saber quem é você.
SELMA: - Diz a ela que sou empregada na mansão...
TÁCIO: - É empregada da Mansão do Dr. Egídio. Tudo bem... (Desliga) Já esta vindo.
SELMA: - Vai demorar muito?
TÁCIO: - Não. Está no anda de baixo.
SELMA: - Espero que não demore. Tenho pressa.
MÔNICA: - Oi?!
SELMA: - Mônica?
MÔNICA: - A própria.
TÁCIO: - Bom... Vou pegar uma água... (Sai)
SELMA: - Não acha estranho não sair nada além de um assalto seguido de morte nos jornais...
MÔNICA: - Por que será? Tenho a impressão que sabe de algo...
SELMA: - Muito mais que imagina.
MÔNICA: - Como o que?
SELMA: - A vida oculta do falecido que a família faz tanta questão de esconder.
MÔNICA: - Que sabe além do fato do falecido ser homossexual?
SELMA: - Como sabe?
MÔNICA: - Sou jornalista. Meu trabalho é investigar. Seu nome é?
SELMA: - Selma.
MÔNICA: - Selma... Creio que foi contratada por ser uma pessoa de confiança. O que está fazendo é crime...
SELMA: - Crime?
MÔNICA: - Usar de informações confidenciais, invadir a vida alheia, pra se beneficiar... Que será que o Sr Egídio diria ou faria se soubesse?
SELMA: - Por favor... Não diga nada.
MÔNICA: - Cai fora daqui. (Selma sai)
TÁCIO: - E?
MÔNICA: - Nada demais. É só uma idiota se achando esperta. Agora vamos trabalhar. (Saem)

ATO IV – CENA II
TERESA: - Bom dia.
HÉLIO: - Bom dia.
TERESA: - Dona Mara os espera. Por aqui por favor...
HÉLIO: - Obrigado.
MARA: - Boa tarde meus queridos.
HÉLIO: - Boa tarde.
VIRGÍNIA: - Como vai dona Mara?
HÉLIO: - E a senhora Dona Liz?
DONA LIZ: - Dentro do possível, bem.
MARA: - Sentem-se, por favor.
HÉLIO: - Obrigado.
VIRGÍNIA: - Com licença.
DONA LIZ: - Fiquem a vontade.
MARA: - Teresa, sirva-nos um chá.
TERESA: - Sim senhora.
HÉLIO: - Sentimos muito...
MARA: - Sabemos que sim. Vocês eram os melhores amigos do Marcos.
DONA LIZ: - Eram sempre presentes na vida do meu neto.
MARA: - Por isso os chamamos aqui.
HÉLIO: - Se for algo possamos ajudar...
MARA: - Mãe... Não acha melhor subir...
DONA LIZ: - Não me trate como se eu fosse uma inútil... Não subestime a minha inteligência.
MARA: - Mamãe...
DONA LIZ: - Meu jovens... O que minha filha deseja saber é sobre os segredos do Marcos.
HÉLIO: - Segredos?
MARA: - A vida oculta do meu filho.
VIRGÍNIA: - Vida oculta?
MARA: - Sim. Foi por causa desse segredo que meu filho está morto.
HÉLIO: - Não entendi.
DONA LIZ: - Entendeu sim. Marcos era gay.
MARA: - Admiro sua lealdade... Mas precisam nos ajudar.
VIRGÍNIA: - Dona Mara...
MARA: - Sei que davam cobertura a vida dupla que ele vivia.
HÉLIO: - Como podemos ajuda-la?
MARA: - Quem era o rapaz... que...
DONA LIZ: - O namorado do Marcos.
VIRGÍNIA: - Não sabemos muito...
DONA LIZ: - Não precisam mentir. Sabemos que sabem.
MARA: - Só gostaria de conhecer essa pessoa.
HÉLIO: - Não sei se posso fazer isso...
MARA: - Quem é ele?
VIRGÍNIA: - Por que a senhora que conhecê-lo.
MARA: - Se meu filho o amou e foi feliz... É que ele deve ser uma pessoa muito especial.
VIRGÍNIA: - E é.
MARA: - Quero falar com ele. Preciso conhecer essa parte da vida do meu filho que eu não participei.
HÉLIO: - Dona Mara, com todo respeito... Não podemos fazer isso... É a intimidade dele...
VIRGÍNIA: - Deixe-nos consulta-lo primeiro. Se ele nos permitir...
DONA LIZ: - É justo.
MARA: - Por favor...
HÉLIO: - Agora vamos...
VIRGÍNIA: - Obrigada pelo chá.
MARA: - Espero que nos ajude.
DONA LIZ: - É muito importante para nós.
HÉLIO: - Logo tenha resposta... Ligo pra senhora.
VIRGÍNIA: - Até logo.
MARA: - Eu os acompanho.
VIRGÍNIA: - Até mais.
MARA: - Até. (Saem)
DONA LIZ: - Acha que vão nos ajudar a encontrar esse rapaz.
MARA: - Estou bem confiante mamãe. Agora venha, é hora do seu remédio. (Saem)
ATO IV CENAIII
(Marina é presa por porte de drogas)
TÂNIA: - Boa noite...
NILTON: - Só aguardar ser chamados.
EDNALDO: - Gostaríamos de falar com o delegado.
NILTON: - Só aguardar...
EDNALDO: - (Pega o celular) Alô... Dr. Egídio?
NILTON: - Espere... O senhor disse, dr. Egígio?
EDNALDO: - Exatamente.
NILTON: - Por favor... Sentem-se.
EDNALDO: - Podemos falar com o delegado?
NILTON: - Dr. Ednaldo... Delegado.
EDNALDO: - Prazer.
NILTON: - O senhor?
EDNALDO: - Assessor do Dr. Egídio.
NILTON: - Claro. Então já sabem...
EDNALDO: - Sim... E nos sentimos completamente envergonhados...
NILTON: - Imagino. Um prato cheio pra imprensa.
TÂNIA: - Então, todos já sabem?
NILTON: - Não. Logo que soube de quem era filha o elemento...
TÂNIA: - Marina.
NILTON: - Perdão. Mas a moça foi pega com uma quantidade razoável de droga. Enquadrada como traficante.
TÂNIA: - Marina não é traficante.
EDNALDO: - Uma irresponsável. Doutor, que podemos fazer?
NILTON: - Em nome do Dr. Egídio, posso dar um jeito...
EDNALDO: - Imagino que isso terá um custo.
NILTON: - Sobre isso conversaremos depois.
TÂNIA: - Posso ver minha irmã.
NILTON: - Claro! Rodrigues...
RODRIGUES: - Senhor?
NILTON: - Traga a moça.
RODRIGUES: - É pra já.
TÂNIA: - Como ela está?
NILTON: - Esquenta não... A moça teve tratamento vip.
MARINA: - Vieram zombar da minha cara?
EDNALDO: - Por mim apodreceria aqui.
MARINA: - Babaca!
TÂNIA: - Que pensa que esta fazendo?
MARINA: - Vivendo.
TÂNIA: - E isso é lá vida?
MARINA: - O que é vida? Isto que você vive ao lado desse encostado?
EDNALDO: - Cala a boca.
MARINA: - Quem vai fazer calar? Você?
EDNALDO: - Deveriam deixar você apodrecer numa cela. Quem sabe assim você aprenderia.
MARINA: - Sou a única que tem a coragem de dizer a verdade. Nesta família ninguém presta... São todos mascarados...
EDNALDO: - Cala essa boca. Você não passa de uma vadia drogada!
TÂNIA: - Chega vocês dois. Temos que sair daqui... Daqui a pouco a imprensa chega e teremos outro escândalo.
MARINA: - Escândalo? É essa vidinha de mentirinha que vocês vivem... Um casal perfeito, só diante da plateia, por que na cama... (Rir)
TÂNIA: - Agora chega! (Esbofeteia) Já passou do limite.
MARINA: - Prefiro apodrecer aqui do que ir com vocês...
EDNALDO: - Não seja por isso...
TÂNIA: - Não. Marina, por favor.
NILTON: - Vamos fazer o seguinte... Eu peço que o detetive Rodrigues acompanhe a moça até sua casa.
MARINA: - Praquela casa não volto. Nunca mais!
NILTON: - A moça volta sim... Nem que eu tenha que lhe entregar algemada.
MARINA: - Vou lhe denunciar...
NILTON: - Primeiro responderá ao processo. Você não é primaria... Por isso não poderá responder em liberdade. A escolha é sua.
TÂNIA: - Marina...
MARINA: - Já entendi.
EDNALDO: - Não sei como lhe agradecer.
NILTON: - Depois conversamos.
EDNALDO: - Vamos Tânia.
TÂNIA: - Marina...
MARINA: - Esquece que eu existo.
NILTON: - Detetive leve-a. (Saem)
ATO IV CENA IV
(No escritório)
LUDIMILA: - Que bom que você pode me receber.
EGÍDIO: - Espero que seja breve.
LUDIMILA: - Mara já deve ter adiantado o assunto.
EGÍDIO: - Espero que não seja um golpe.
LUDIMILA: - assim você me ofende e ofende a honra da minha filha.
EGÍDIO: -Então Isabel está grávida?
LUDIMILA: - Fiquei surpresa, porém feliz.
EGÍDIO: - Não seja idiota. Meu filho era gay.
LUDIMILA: - Não seja ridículo. Se ele fosse gay não teria engravidado minha filha.
EGÍDIO: - Seu golpe deu errado.
LUDIMILA: - Não me ofenda.
EGÍDIO: - Você que esta subestimando minha inteligência.
LUDIMILA: - Isabel está grávida.
EGÍDIO: - Se está grávida não é do meu filho.
LUDIMILA: - Posso lhe processar...
EGÍDIO: - Primeiro terá que provar a paternidade... Já ouviu falar em teste de DNA?
LUDIMILA: - Vou esfregar o resultado na sua cara.
EGÍDIO: - Sai do meu escritório...
LUDIMILA: - Vou pedir tudo que for necessário para minha filha.
EGÍDIO: - Deus permita que sua filha esteja grávida... E que seja do Marcos. Caso contrário, lhe meto numa boa cela.
LUDIMILA: - Vai engolir cada palavra. (Sai)
EGÍDIO: - Vadia! 

O CORPO (ATO III CENA XII)


ATO III – CENA XIII
(No apartamento de Ludimila)
ISABEL: - Até que enfim...
LUDIMILA: - A sorte foi lançada.
ISABEL: - Do que está falando? Que você andou aprontando desta vez?
LUDIMILA: - Isso é jeito de se falar com sua mãe? Me prepara um drink.
ISABEL: - Não tem.
LUDIMILA: - Como não?
ISABEL: - Acabou.
LUDIMILA: - Droga! Mas isso é por pouco tempo...
ISABEL: - É? Posso saber por que?
LUDIMILA: - Por que, depois da conversa que tive com Mara...
ISABEL: - Tenho até medo de perguntar o teor desta conversa...
LUDIMILA: - Claro que foi sobre você...
ISABEL: - Eu?
LUDIMILA: - Claro. Tinha que resolver sua situação.
ISABEL: - Que situação.
LUDIMILA: - Filha! Você é viúva de um dos caras mais ricos desta cidade...
ISABEL: - Não sou viúva, não éramos casados.
LUDIMILA: - Mas tem que cuidar do bebê.
ISABEL: - Que bebê?
LUDIMILA: - Deste bebê que esta esperando.
ISABEL: - Ficou louca?
LUDIMILA: - Não filhinha! Esta é nossa cartada final.
ISABEL: - Não acredito que...
LUDIMILA: - Fique feliz! Você será a mãe do ano.
ISABEL: - Você é louca!
LUDIMILA: - Mara ficou feliz.
ISABEL: - Vou procura-la e desfazer esta história criada por sua cabeça doentia.
LUDIMILA: - Preste atenção... Você vai querer viver uma vidinha medíocre o resto de sua existência. Está é sua única chance...
ISABEL: - Você é louca. Não estou grávida.
LUDIMILA: - Mas pode ficar.
ISABEL: - Que?
LUDIMILA: - Isso não é difícil.
ISABEL: - Não acredito no que estou ouvindo da minha própria mãe.
LUDIMILA: - Quero providenciar o seu futuro...
ISABEL: - Será que você é tão burra? Ainda que eu apareça grávida... Vão pedir teste de DNA.
LUDIMILA: - Isso agente dá um jeito.
ISABEL: - Que jeito?
LUDIMILA: - Compramos um.
ISABEL: - Você é louca. Não farei parte disso.
LUDIMILA: - Fará sim. Me deve isso. Renunciei minha vida por você.
ISABEL: - Não... Não farei. (Sai)
LUDIMILA: - Há, fará. Se fará. Ou não me chamo Ludimila. (Sai)

XUXA REBATE CRÍTICAS E FAZ APRESENTAÇÃO NESTE FIM DE SENANA EM SÃO PAULO

Hoje pela manha Xuxa pousou a nave no Mais Você. A Rainha foi tomar café com Ana Maria Braga, para falar sobre a turnê "Últ...