novembro 02, 2018

HOMEM DO CAMPO - CAPÍTULO 1



Web Novela de Marcondys França
Direção: Marcondys França, Cauê Bonifácil, Dill França e Albino Ventura
Direção Geral de Marcondys França
Capítulo 1
Imagens de uma pequena cidade Campo Verde se misturam com imagens de uma fazenda, mostrando o cotidiano de ambos cenários.
Cena I
Câmera mostra uma geral do campo, ao longe se percebe uma casa simples, aos poucos zoom vai aproximando a imagem da casa. Corta para parte interna da casa de João. Fátima já está acordada, prepara a mesa do café da manhã.
INTERNA – DIA – COZINHA

JOÃO:
- Dor da moringa nas costas. (Resmunga)
Entra Fátima
FÁTIMA:
- Meu veio, posso selvir teu café? Passadinho na hora, do jeitinho que oscê gosta.
JOÃO:
- Quero café não, minha velha...
FÁTIMA:
- Então prove um pedacinho do bolo de macaxeira que acabei de fazê. Tá do jeitinho que oscê gosta.


JOÃO:
- O bolo eu aceito. (Fátima serve João)Tá bom mermo minha véia...(T)-Cadê o Zeca?
FÁTIMA:
- Mal despetô, saiu num sarto só...
JOÃO:
- Mai assim tão cedo? (Ar de preocupado)
FÁTIMA:
- Zeca tá ciscando num terreiro por ai...
JOÃO:
- Zeca que num me arrume pra cabeça, vice?
FÁTIMA:
- Ele é jovem meu velho.
JOÃO:
- Quando a cabeça num pensa, o corpo padece. Já dizia meu veio pai! Oh, minha veia, ne dá licença, que tenho muito selviço na baia pra fazê.
FÁTIMA:
- Vai sim meu veio. Oia,leve esse pedacinho de bolo... E num se atrase pro armoço.
JOÃO:
- E apoi!
Ele sai. Ela fica arrumando a mesa.
FÁTIMA:
- E num se atrase. (Pega o resto do bolo e sai de cena)
Câmera corta para outra parte do campo, mostra a frente de outra casa muito simples.
Cena II
INTERNA – DIA – COZINHA DA CASA DE SEBASTIANA
Fátima está em seu fogão de lenha preparando seu feijão. Francisco entra, tira o chapéu e senta-se a mesa.
MARIQUINHA:
- Inda em casa?
 FRANCISCO:
- Já tô de saída. E Nina?
 MARIQUINHA:
- Foi lá casa de comadre Fátima.
FRANCISCO:
- E foi é?
MARIQUINHA:
- Foi...
FRANCISCO:
- Que arrumação do cão! Isso ainda vai acaba mal...
 MARIQUINHA:
- Que tanto resmunga ai Chico?
FRANCISCO:
- Isso num tá certo, num tá certo...
MARIQUINHA:
- Que num tá certo homi?
FRANCISCO:
- Nina mainha, Nina. Enfiada na casa de Madrinha...
MARIQUINHA:
- Ocê que vê maldade onde num teim.
FRANCISCO:
- Dipois num diga que num avisei.
MARIQUINHA:
- Tua irmã é uma menina ajuizada.
FRANCISCO:
- Mai é mulhé. E ele é homi. Oxe, mainha! Onde já se viu? Uma moça enfiada numa casa onde tem homi... Que arrumação mais errada!
MARIQUINHA:
- Agora vamo deixa dessa prosa?! Toma teu café... Tá fresquinho, passei agora.  (Ponhe o café na xícara) Pega teu chapéu e vai coidá da tua vida. Oxê, que ciumeira besta!
FRANCISCO:
- É ciúme não minha mãe... É zelo. Zelo.
MARIQUINHA:
- Então pega todo esse zelo e coloca no teu trabaio, que traiando, cansa o corpo e mente, e deixa de pensa besteira. Agora vá que eu tenho mai o que fazê. (Ele sai enfezado). Ciúme da irmã... Só que me faltava! (Retira a mesa resmungando)
Cena III
EXTERNA / DIA – LINDA PASSAGEM NO CAMPO.
Nina está caminha ao lado de Zeca, parece nostálgica, porém feliz, há entre os dois um clima romântico. Zeca a observa meio cabreiro.


NINA:
- Zeca. (T) Eu fico aqui pensano, num sabe?! E pego a imaginá... como vai sê minha vida daqui á algum tempo...
ZECA:
- Eu tamém, Nina, num sabe? Mai eu acho que oscê só tá tocano nesse prosa pra vê se eu falo de casamento, num é?

NINA:
- Num é, não! Num é nada disso não. Vôlte! Ora essa, home! Eu sei que oscê gosta deu, e que, quer casá com eu. ieu só tava pensano vice?!

ZECA:
- Nina as veiz eu fico aqui matutano, perdido com meu pensamento, num sabe? E chego a sonhá, com oscê linda, toda de branco, numa arvura  que só... Linda como nunca!

NINA:
- Ai Zeca, se eu fô pensá nisso, botá isso na minha cabeça, num sabe? A gente num casa é nunca!

ZECA: (Baixa a cabeça triste)

NINA:
- Ah Zeca! Falei mais que a boca, num foi? Perdoa eu, num devia falá desse jeito... Falei só por falar. Sonhá num custa nada, num é mermo?

ZECA:
- Tá certo! Oscê num deixa de tê razão. Sou um caipira, criado no campo, homem bronco, bicho do mato, sem estudo. Que futuro posso te oferecê? Se num tenho nem dinheiro par pagá o juiz, quanto mai um vestido desses...
NINA:
- Modi que oscê num arruma um outro trabaio, homi? Muita gente já saiu daqui pra capitá...
ZECA:
- Oxê, acorda mulé! Num tenho estudo, desde que me conheço por gente, tive que ir pro cabo da enxada! Pras pessoa estudada tá difici imagine pra ieu?. Sou burro veio, e burro veio num aprende mai!
NINA:
- Num gosto que fale assim. Oscê num é burro veio não... Impaca como jumento, teimoso como uma mula... Mai burro não. Eu acredito que vamo consegui Zeca. Eu amo oscê, e num importa se tenho que trabaiá pra que eu e oscê, possa ficá juntinho. Nois vai consegui, acredite. Confie em Santo Antônio, ele vai nos abençoá.
ZECA:
- Espero... Espero minha fulô de formosura! Ah, se Santo Antônio subesse que passa aqui bem dentro dessa cabeça!
NINA:
- Num quero só na cabeça não... Tamém aqui ó. (Põe a a mão no peito de Zeca, próximo ao coração) (Há um clima. Ele afasta) Que foi? Já vai pro tabaio, é?
ZECA:
- Já. É mió... Se não... Num sei... (Há desejo em seu olhar)
NINA:
- Então é mió. Zeca... Um bom dia. Eu te amo, visse! Muito, muito, muito... Tantão assim...
ZECA:
- Ieu tamém, te amo muito minha cherosa! (Zeca Beija Nina, ponhe o chapéu e sai. Nina senta-se pensativa).
Câmera corta para uma luxuosa casa de fazenda.
Cena IV
INTERNA / DIA – SALA DA CASA DO CEL GILMAR
(Gilmar está lendo, entra Iolanda)

IOLANDA:
- Gil... Tu prometeste-me que me levaria para conhecer suas terras em Campo Verde...
GILMAR:
- O que queres em Campo Verde, Ioiozinha?
IOLANDA:
- Ora cherry!? Lá é um lugar discreto, e bem sabes que tenho grande admiração por lugares como Campo Verde, as plantas, os animais, e principalmente a tranquilidade daquele lugar. Não seria uma má ideia dá uma fugidinha dessas badalações, sei lá, relaxar um pouco faz bem!
GILMAR:
- Sei não. Fico até impressionado com essa sua vontade repentina. Uma pessoa como você, com sua formação, preferindo deixar o conforto da cidade, pra se enfiar nos confins do mundo? Me soa estranho!
IOLANDA:
- Ah, cherry! A fauna, a flora, muito verde, ar fresco, um banho na cachoeira... Acho que me fará bem minha pele, variar é bom! Além do mais eu li em uma revista que ecologia está moda.
GILMA:
- O povo que habita aquele lugar me causa enjoo. Além da tranquilidade do campo, você vai ter que suportar a presença daquele povinho sujo e mau trapilho.
IOLANDA:
- Nossa Cehrry! Que horro! É assim que você pensa? Olha a maneira a que se refere a aquelas pessoas? Isto é preconceito. Tinha uma matéria que falava exatamente sobre isso... Até parece que você se sente...
GILMAR:
- Repulsa. Apenas isso, Iolanda...
IOLANDA:
- Oh my!

GILMAR:
- E não pra senti? Uma gentinha enfadomha... Sem eira, nem beira!

IOLANDA:
- Mon Dieu! Não fale assim. Você está desprezando essa gente que só faz lhe ajudar. Se hoje temos tudo isto...
GILMAR:
- Se temos tudo isto é porque minha gana, minha vontade de vencer, de conseguir algo melhor, foi mais forte do que até mesmo minhas forças. Estou pasmo com você. Tudo que tenho é resultado do meu trabalho, dos meus esforços. Você pensa o que? Que aquele povinho, estão lá trabalhando de graça? Claro que não. Eles recebem por seus trabalhos... E eu lhes pago religiosamente por cada trabalho realizado.

IOLANDA:
- Calma Cherri! Não vamos brigar por isso, não é mesmo? (Canta) ...”Oh, meu amado, por que brigamos”... Par que brigarmos, se juntos podemos viver momentos ma-ra-vi-lho-sos?!
GILMAR:
- Você às vezes me faz sentir como se eu fosse um carrasco, como se estivesse explorando aquela gente...
IOLANDA:
- Oh mon amour! Meu chuchuzinho... Não vamos abalar a tranquilidade do nosso relacionamento por causa disso, não é? Então!? (Faz massagem nele) Relaxa, isso... Vamos repelir todos os pensamentos que nos afastam um do outro, e só pensar, em algo que nos deixe bem juntinhos, meu porquinho...
GILMAR:
- Pra lhe mostrar minha benevolência, vou lhe levar para jantar.
IOLANDA:
- Mon amour! Tenho uma ideia melhor...
GILMAR:
- É? Que idéia e está?
IOLANDA:
- Hum, meu bejú! Lembra da saúna? Então eu estava pensando que nós... Sabe, nunca mais relaxamos juntinhos... eu e você, você e eu... (canta banheira de espuma)
GILMAR:
- Sabe que não é uma má ideia.
IOLANDA:
- Agora...
GILMAR:
- Mais eu ainda não terminei de ler...
IOLANDA:
- Termina depois. Vem... Deixa Chequespiare pra depois...

GILMAR:
- Daqui a pouco.

IOLANDA:
- Então vou sozinha... E tristinha!

GILMAR:
- Ioiozinha...

IOLANDA: - (faz som de abelha)

GILMAR:
- Não faz assim minha abelhinha, assim não, eu não resisto.
IOLANDA:
- Essa é a ideia... Não resista! Vem. meu bombonzinho recheado. Faz o porquinho, faz... (Ela sai e vai atrás imitando o porco ‘Grunhido”. Ela aos gritos)
Câmera corta para fazenda.
Cena V
EXTERNA / DIA – BAIA
(João está no campo fazendo suas tarefas diárias cuidando dos cavalos, pegando feno e colocando as coisas em ordem. As imagens se intercalam com Zeca caminhado ao encontro do pai)
ZECA:
- Ôá! Benção painho...
JOÃO:
- Mai isso são hora Zeca?
ZECA:
- Tava por ai...
ZECA:
- Oscê toma cuidado rapaz...
Imagem congela. Continua...

outubro 28, 2018

SALVE A DEMOCRACIA

Democracia é saber respeitar as opiniões, diferenças e principalmente a escolha da maioria, e assim foi, o candidato eleito por voto direto subirá ao poder num dos cargos mais importante do Brasil.
Quanto ao meu posicionamento em relação a este fato que considero histórico no Brasil, há sim uma grande preocupação de minha parte devido ao que acompanhei por várias mídias, assim como suas polêmicas declarações, e só peço a Deus que nos proteja e dê a este novo líder, eleito pelo povo, sabedoria e tolerância.
O resultado desta vitória é a falta de credibilidade aos candidatos opositores que dê certo modo enfiaram o Brasil num país de pouca credibilidade, arremessado a escândalos, curtições e muito desemprego.
Tivemos nesses últimos anos as nossas esperanças assacradas em meio a tantos escândalos e impunidades, onde corruptos vão pra cadeias cheios de benefícios que mais parecem estarem indo para uma colônia de férias com direitos a regalias que meros trabalhadores que contribuem com seus impostos, jamais terão.
Vimos em meio a essas campanhas políticas instituições que antes julgavamos neutras mostrarem suas faces apoiando o candidato A ou B, assim como a fé sendo posta a prova por meio de líderes que vestiam camisas partidárias ou reproduziam bordões. Amigos que por terem opiniões contrárias que se gladiavam virtualmente gerando ofensas e ameaças que irão além das urnas.
Medo, sim medo. Medo que nosso país tão diversificado e democrático se torne um país intolerante contra aquilo que esse novo governo não creia ser homogênico.
Que o novo presidente Jair Messias Bossonaro possa respeitar o Estado Democrático de Direito e que faça um governo para todos, sem distição de raça, sexo, crença ou condição social.

setembro 29, 2018

JOVENS ATORES DÃO SHOW DE INTERPRETAÇÃO

A Tv Atuar vêm revelando a boa performance de jovens atores que se revesam nas três produções em andamento Mãe Sempre Mãe, Brincando Com a Vida e Beth & Low 4.
Duas das grandes revelações este ano tem sido as atrizes Sthefany Wanderley e Tamires Souza que ao lado da veterana Dill França vem mostrando com brilhantismo suas impecáveis interpretações no folhetim Mãe Sempre Mãe e Brincando Com a Vida.
Uma das grandes apostas da Tv Atuar e o jovem estreante Grabriel Alfê.




A TODO VAPOR

Continuam a todo vapor as gravações do remake da série MÃE SEMPRE MÃE.
Neste sábado dia 29/09 foram gravadas a sequências de cenas onde Gaby (Tamires Souza) discute com Kátia (Sthefany Wanderley).
A cena mobilizou toda equipe de produção e direção e contou com mais de trinta figurantes e o reforços do elenco de apóio.
A obra tem previsão de estreia em novembro de 2018. Sendo lançada com edição em formato de série com seis capítulos e filme logo após a exibição da série.

agosto 24, 2018

Sou eu

Mesmo sendo um,
Sou todos,
Sou único,
Mas concentro em mim,
Todas as vidas.
Sou santo,
Devasso,
Inocente,
Culpado.
Sou a verdade,
A mentira,
Que fui,
Que ainda serei,
Às vezes triste,
Feliz
Não sei,
Apenas me permito
Serei.
Forte,
Fraco,
Indefeso?
Talvez.
Atuo a realidade
Na realidade que atuo
Dono de mim mesmo
Gero os sonhos que possuo.
Aos que me conhecem
Dispenso apresentações...
Aos que não,
Me julguem pelo conjunto da minha obra.

agosto 17, 2018

MÃE SEMPRE MÃE

 Depois do grande sucesso de Mãe Sempre Mãe rodado no final de 2014 e lançado no início de 2015, a história que comoveu muitas pessoas ganha remake em 2018.


Do elenco anterior, apenas a atriz Dill França permanece no folhetim vivendo a sofrida Nice, uma das personagens protagonistas da história.


 O papel da filha que rejeita a mãe pelo fato da pobre mulher ser uma mulher simples e trazer consigo queimaduras nas mãos e no rosto antes interpretado por Chay Gaspar, desta vez fica sobre a responsabilidade de Tamires Sousa.

Já a doce e simpática Kátia, amiga de Gabrielly será interpretado por Sthefany Wanderley, já Ivan o irmão adotivo de Gabrielly será vivido por Jonathan Cruz e Kaab Ribeiro viverá Marcelo.


 A TV Atuar espera que o remake faça tanto sucesso quanto ao original e para isso está investido alto para que a produção fique o mais próxima possível a obra original, focando na emoção e sensibilidade de todos envolvidos, porém com uma qualidade de imagem e som a nível das melhores obras recentemente produzidas e ofertadas a seus seguidores.




ESCOLA DE BRUXAS - VERSÃO PORTUGAL

ESCOLA DE BRUXAS 

de Marcondys França Inspirado na obra de Maria Clara Machado “A bruxinha que era boa” 



PERSONAGENS: Bruxa Chefe, Bruxo Capitão Quinto, Vice Bruxo, Bruxa Angélica, Bruxa Maligna, Bruxa Maléfica, Bruxa Horrenda, Bruxa Pirralha, Conde do Mal, Zezinho, Fada Bela e Duende Duda


CENÁRIO ÚNICO: UMA FLORESTA


ABERTURA: Entram todas as bruxas montadas em vassouras e posicionam-se no palco. Em seguida entra a Bruxa Chefe  com um apito e ao som deste as bruxinhas começam a cavalgar em torno da cena, sempre montadas em suas vassouras. A Bruxa Chefe torna a apitar e elas param. A última bruxinha da fila é diferente das outras. Tem um rostinho angelical e debaixo da roupa de bruxa, percebem-se os seus cabelos louros - é a bruxinha Angélica. Voa com grande prazer na sua vassoura e monta com elegância, enquanto as outras voam como verdadeiras bruxas; gargalhadas horrorosas e movimentos bruscos.


CENA I

BRUXA CHEFE – Muito bem voado!! Estão aqui todas as candidatas? Perfeito! Quase todas... Bem, vamos agora praticar o segundo ponto: gargalhadas de bruxa. Uma de cada vez! (apita)

Todas se aplicam, cada uma por sua vez. Angélica tem uma maneira de rir sem maldade alguma.

BRUXA CHEFE – Angélica, não gostei nada do teu riso. Tens que aprender a gargalhar com as outras. Maligna mostra lá à Angélica como deve rir uma verdadeira bruxa.

MALIGNA - (dá risada horrivelmente feia)

BRUXA CHEFE - Muito mau, sim senhora! É assim que deve ser! Bruxinha Maligna continuas a ser a melhor do grupo... Passemos ao terceiro ponto: Feitiçarias antigas e modernas. Peguem nos vossos caldeirões e ácidos e vamos ver se aprenderam as principais bruxarias.                         

Vão todas buscar os ingredientes para seu feitiço. Voltam e fazem as suas misturas. Apenas Angélica pica tranquilamente verduras..

BRUXA CHEFE - (nervosa apita) Bruxinha Angélica, se continuares assim, terás que ser presa na torre do Castelo Esquecido. Queres ir pra lá?

ANGÉLICA - Não! Querida e adorável Bruxa-Chefe...

TODAS - Oh!

BRUXA CHEFE - Querida e adorável?

TODAS - Ohhh!

MALIGNA - Terrível e magnânima mestra castigue-a.

MALÉFICA – Atire-a para o lamaçal de enxofre.

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ANGÉLICA – Eu prometo melhorar...

BRUXA CHEFE - Que foi que disseste?

ANGÉLICA - Quero dizer, piorar.

BRUXA CHEFE - E muito! Então trata de aprender bem as bruxarias para seres uma bruxa a sério.

Ouve-se uma corneta. Todas ficam alvoroçadas

TODAS - O Bruxo!

BRUXA CHEFE - (emocionada) Bruxinhas, tomem atenção! O Bruxo Mestre Capitão Quinto, Vossa Ruindade Suprema está a chegar para o exame final. Peço a todas que não me envergonhem.          É preciso mostrar a Vossa Ruindade Suprema que vocês estão todas aptas. Já sabem todas que aquela que ficar em primeiro lugar ganhará a varinha de condão que foi roubada à Fada Madrinha e também a vassoura a jato que um dia pertenceu à cruel Madrasta Má!

TODAS  - Ohhh!

BRUXA CHEFE - (percebendo que o Bruxo se aproxima) Silêncio!

As bruxinhas formam fila. Entra Conde do mal.


CENA II

CONDE DO MAL - Vossa Ruindade Maior o Grande e Magnífico Mestre de Todos os Bruxos, o Bruxo Capitão Quinto! (A Bruxa Chefe faz sinal para que o Conde do Mal saia)

O Bruxo espirra e é saudado com palmas pelas bruxinhas.

BRUXA CHEFE - Que detestável e nublado dia! Carregado de nuvens e trovões! Sua Ruindade Maior já podemos começar o exame final? (faz sinal para o Conde do Mal e diz-lhe algo ao ouvido.     O conde transmite um sinal de consentimento) Senhor Bruxo Capitão Quinto, único senhor desta floresta, rei de todas as feiticeiras, imperador das maldades... Imperador de todas... Imperado...

Todas ficam aflitas. Parece que a Bruxa Chefe se esqueceu. O Vice Bruxo fala-lhe ao ouvido

BRUXA CHEFE - (com ênfase) Ditador de todas as crueldades, Guardião dos grandes malefícios... As meninas estão prontas para o grande exame final e esperam a vossa aprovação para merecerem a varinha de condão que foi cruelmente retirada à fada madrinha e também da vassoura a jato que pertenceu à grande e malvada Madrasta Má assim como o título de bruxas-feiticeiras de primeira categoria.

BRUXO - Agora chega, Bruxa Chefe (levanta-se). Odiadas bruxinhas recrutas. É com grande insatisfação que vos faço este exame. Como já devem saber, a floresta já esta cheia de fadas, risos e crianças remelentas alegres que brincam por todo o lado. É preciso acabar com isso...

VICE-BRUXO - Estamos a precisar de formar grandes feiticeiras para que possamos dominar o mundo. Sabem bem que há muitas falsas feiticeiras por ai... Precisamos de gente má de verdade...

BRUXO - Vocês ficam encarregadas de destruir a floresta e correr com os protetores da natureza, roubar doces às crianças inocentes, calar de uma vez por todas os pássaros irritantes, sujar a água das fontes, poluir os rios e o mar e causar fogos nas florestas.

VICE-BRUXO - E não se esqueçam, sobretudo, de bloquear a ação das fadas! Queremos causar a destruição através do desequilíbrio ecológico, com enxurradas, secas, furacões, tufões e terremotos.
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BRUXO - Pra isso contamos com vocês. Vamos dar uma bela lição nessa tal de Mãe Natureza! (senta-se no trono. Todas as bruxinhas o aplaudem, menos a Angélica) Bem, vamos começar o exame. Podes ser tu! (aponta para a Maligna que retira do caldeirão um papel que passa ao Conde e que este passa à Bruxa Chefe).

BRUXA CHEFE - Quinto ponto: Adormecer criancinhas.

MALÍGNA - Essa é fácil! (com desenvoltura faz uma espécie de dança dizendo palavras em bruxês acompanhada de uma sonoplastia)

BRUXO - Muito bem. Agora algumas perguntas: quem descobriu a receita do remédio de fazer adormecer?

MALIGNA - Foi o senhor.

BRUXO - Muito bem. Quem foi o primeiro bruxo do mundo a atravessar a floresta em vassoura a jato e quem foi que mentiu e enganou a Madrasta Má?

MALIGNA - Foi o senhor.

BRUXO - Muito bem! Esta bruxinha é muito sábia

BRUXA CHEFE - É a primeira do grupo, Sua Ruindade.

BRUXO - Estou a ver. Agora a última pergunta: quem foi o primeiro bruxo a expulsar todas as fadas, a assombrar criancinhas e a convencer a maioria das pessoas a poluir os rios, provocar fogos e destruir a floresta?

MALÍGNA - Foi o Senhor.

BRUXO - Quem é o único protetor e amigo de todas as maldades?

MALÍGNA - É o Senhor.

BRUXO - Muito bem! Muitíssimo bem! E ainda uma pergunta para ver se tu és mesmo má. Quais as duas coisas mais importantes do mundo?

MALIGNA - Fazer maldades e obedecer ao Senhor, é claro!

BRUXO - Esplêndido! Quanta inteligência! Com bruxinhas como tu a maldade está salva no mundo... Vamos à próxima. Tu aí. (aponta para Angélica) Porque é que os cabelos desta bruxa são tão esquisitos?

BRUXA CHEFE - Nasceu assim, Sua Ruindade.

BRUXO – É muito estranho. É preciso pintá-los com suco de asas de abutre cansado.

BRUXA CHEFE - (toma nota) Sim, Rua Ruindade.

BRUXO – Aponta! (o mesmo ritual, mas com sonoplastia de balet)

TODOS – Blec… ! (com caras de nojo)

BRUXA CHEFE – Cavalgada de vassoura: sexto ponto.

ANGÉLICA - Que bom! Que bom! Que bom!

CONDE DO MAL – Mas que é isto?!...
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BRUXO: - Porquê tanta alegria?

BRUXA CHEFE - É a única coisa que gosta de fazer. Cavalgar em vassoura! (Angélica cavalga em sua vassoura dando gritinhos de prazer)

BRUXO - Isto são maneiras de uma bruxa se comportar em cima de uma vassoura? Mostre lá como se faz Bruxa Chefe (demonstra com gritos horríveis) Muito bem! Você ainda está em forma, heim, minha velha? (dá-lhe uma palmada nas costas) Chega aqui bruxinha. Deixa-me examinar-te de perto. Muito estranho este caso... Esta bruxinha é mesmo muito esquisita...

CONDE DO MAL - Esquisitíssima!

BRUXO – Acompanha os meus movimentos... (Angélica tenta acompanhar mas sem sucesso) Horrível! Vamos às perguntas, talvez assim ela se possa salvar: Quem mandou plantar o pinhal de Leiria?

ANGÉLICA – El-Rei D.Dinis!

TODAS - Oh!

VICE-BRUXO - (ofendido) Então tu não sabes que antes disso já o bruxo Supremo, a maior de todas as Ruindades habitava essa parte da floresta?

ANGÉLICA - Ah!... a sério?... Eu pensava que...

HORRENDA – Tu és mesmo um desastre!

PIRRALHA - Não duvido nada que seja reprovada.

BRUXO - (interrompendo) Qual a melhor coisa do mundo? (as outras bruxinhas aflitas fazem sinal que sabem)

ANGÉLICA - Deve ser andar de vassoura a jato, lá por cima, no céu, perto das árvores maiores...

TODAS: - OH!

BRUXO - Sabes o que acontece a quem não passa no exame?

ANGÉLICA - Sei sim, meu Senhor...

BRUXO - Então o que é?

ANGÉLICA - Ficar presa na torre do Castelo Esquecido para a eternidade.

CONDE DO MAL – Humm.. Ao menos uma resposta certa!

BRUXO - E agora vamos a última pergunta. Como é que se prepara a feitiçaria de fazer dormir os humanos?

HORRENDA - Eu sei!

PIRRALHA - Eu respondo...

VICE-BRUXO - A esquisita responde.

ANGÉLICA - (procura recordar) Bom... Bem... Põem-se num caldeirão três folhas de Lírios, dois litros de água de rosas...

5

TODAS - Água de rosas?

ANGÉLICA - De rosas não, de maracujá adormecido. Depois uma pitada de alecrim, meia dúzia de cravos da índia e um pouco de pétalas de violetas...

BRUXO - Pétalas de violetas! Tu és a pior aluna que já passou por esta escola. Hoje à noite terás a última oportunidade. Se falhares, ficarás presa na torre do Castelo Esquecido e lá passarás o resto das tua vida.

CONDE DO MAL - Estão todas convocadas para fazer a sua primeira grande maldade esta noite. Meninas não desapontem o nosso Capitão Quinto!

Todas aplaudem, menos Angélica

CONDE DO MAL - Mestre! Faltam ainda algumas bruxas fazerem os exames.

BRUXO - As outras... Examinarei amanhã. Agora tenho que ir jantar na casa de um ogre meu aliado... Tratem de ser bem mazinhas se quiserem ser aprovadas no exame final, ouviram? E tu bruxinha Angélica, se até a meia-noite não fizeres uma maldade serás enviada para a torre do Castelo Esquecido... (O Bruxo monta a vassoura que o Conde vai buscar e sai acompanhado por todas as bruxinhas)

TODOS - (cantando) Pela floresta eu vôo, eu vou sozinha, voando em minha vassourinha. Eu sou muito má, vou-vos assustar, sou uma bruxinha...(saem de Cena)


CENA III

FADA BELA - Duda? Duda!

DUENDE DUDA - Que foi fada Bela?

FADA BELA - Não percebe o perigo que estamos correr?

DUENDE DUDA - Somos tão poderosos quanto aquela corja!

FADA BELA - Não devemos subestimá-las.

DUENDE DUDA – Como assim? Nós estamos do lado do bem!

FADA BELA – Mas o bem esta ameaçado, se não agirmos quanto antes a floresta será destruída.

DUENDE DUDA - E o que vamos fazer?

FADA BELA - Tenho um plano para parar as maldades do Bruxo Capitão e todos seus aliados...

DUENDE DUDA – Ai é? O que pensas em fazer?

FADA BELA - Sei que é um pouco arriscado... Mas, não vejo outra alternativa.

DUENDE DUDA - Para impedir essa legião de malvados vale sempre a pena tentar.

FADA BELA - Pra seguir em frente com esse plano vamos precisar de ajuda.

DUENDE DUDA - Que tipo de ajuda?

FADA BELA - É ai que está.

6

DUENDE DUDA - Não sei …

FADA BELA - Vamos precisar de um humano para nos ajudar.

DUENDE DUDA - Porquê um humano? Bem sabes que aparecer para um humano é muito arriscado. E como sabes se é de confiança?

FADA BELA - Lembras-te da flauta mágica?

DUENDE DUDA - Claro.

FADA BELA - Então... Se for tocada por um humano de coração puro e bondoso com a canção certa. os poderes do mal serão paralisados para sempre.

DUENDE DUDA - São três requisitos difíceis. Um coração puro, bondoso e ainda que saiba tocar flauta.

FADA BELA - Temos uma missão. E não nos dariam essa missão se não pudéssemos cumprir.

DUENDE DUDA - E onde está essa flauta?

FADA BELA - Aqui está. Há séculos que está guardada sobre a nossa proteção. É chegada a hora. Agora vai e encontra um humano que tenha estas qualidades.

DUENDE DUDA - Lá vou eu! Fui! (Sai)


CENA IV Entra Zezinho carregando lenha e cantando feliz

ZEZINHO - Preciso descansar um pouco! Esta lenha está a pesar muito. Mas, tenho lenha para dois dias e os meus pais vão ficar felizes. (tira uma flautinha do bolso e senta-se) Que tal uma música? (toca) Estou a ficando tonto! Que estranho! De repente deu-me um sono...(começa a adormecer. Aparecem às bruxinhas, fazendo bolhas de sabão)

DUENDE DUDA - Esse humano deve ser o ideal! E se eu contar que toca divinamente bem...! Tenho que me esconder.

ANGÉLICA - Dormiu!

HORRENDA - A bruxaria deu certo!

PIRRALHA - Dorme que nem um pateta! Ah! Ah!Ah!

ANGÉLICA - Olhem... Está a acordar! Que bonito que ele é.

MALÉFICA – Atira-lhe mais pó de dormir. Vá Bruxinha Angélica, e deixa-te de palermices! (Angélica atira o pó de dormir para cima do Zezinho)

MALIGNA - (atira mais pó) Agora o miúdo dormiu mesmo.

ANGÉLICA - Tadinho! (Angélica ajeita a cabeça de Zezinho)

HORRENDA - O que é que estás a fazer Bruxinha Angélica?

PIRRALHA - Que estás a fazer?

ANGÉLICA - É para ele não se aleijar.
7

MALIGNA - Deixa de ser boa, bruxinha Angélica. Vais passar o resto da eternidade na torre do Castelo Esquecido?

ANGÉLICA - Não!

MALÉFICA - Se continuar assim vai passar, para sempre, trancada na torre do Castelo Esquecido. Bruxinha Pirralha que maldades vamos ver agora?

PIRRALHA - Cada qual fará a sua. Eu vou poluir a floresta. Tu Maligna vais desaparecer com o chapéu e o casaco deste miúdo. E tu bruxinha Angélica vais amarrar os braços e as pernas do miúdo.

HORRENDA - Ah! Vamos pôr fogo na casa dele enquanto tu bruxinha Angélica sopras para cima dele para ele não acordar... E se acordar, bates-lhe na cabeça, com bastante força, com esta moca.

MALÉFICA - Por que não bater nele agora? Que acham meninas?

PIRRALHA - Agora não. Este é um trabalho da bruxinha Angélica. Ela é que tem que fazer isso. Ordens do Bruxo!

MALIGNA - Vamos meninas! (para Angélica) E trata de andar depressa senão o Bruxo vem e és tu que vais para a torre do castelo Esquecido.


CENA V  Saem. Zezinho começa a acordar, Angélica tenta fazê-lo dormir sem muita convicção

ZEZINHO - Bruxa! Feiticeira! Malvada! Roubaste a minha lenha! Pensas que tenho medo de ti? Cobarde! Diz, anda, onde está a minha lenha?

ANGELICA - Elas levaram-na.

ZEZINHO - Elas, quem?

ANGÉLICA - As outras. Uma delas irá ganhar a vassoura a jato e passear por ai por cima das árvores. (suspira) Eu queria tanto ganhar a vassoura a jato!

ZEZINHO - E que tenho eu a ver com isso? Só quero minhas coisas!

ANGÉLICA - Sinto muito!

ZEZINHO - E o meu chapéu?

ANGÉLICA - Ah, também o levaram...

ZEZINHO - Quem?

ANGÉLICA - As outras. São más.

ZEZINHO - E levaram para onde?

ANGÉLICA - Não sei.

ZEZINHO - Sabes sim, deixa de ser mentirosa, bruxa malvada. Se não me disseres onde está a minha lenha nem sei o que te faço...

Angélica chora

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ZEZINHO - Xiiiiii! Nunca vi uma bruxa a chorar. Não tens vergonha?

ANGÉLICA - Sim, tenho...(a soluçar)

ZEZINHO - Também nunca vi uma feiticeira de cabelos loiros. Que bruxa mais esquisita. E porque é que estás a chorar?

ANGÉLICA - Porque eu queria ganhar vassoura a jato para passear por cima das árvores.

ZEZINHO - Mas quem é que vai dar essa vassoura a jato?

ANGÉLICA - O Bruxo Capitão Quinto!

ZEZINHO - Capitão Quinto? O bruxo mais malvado desta floresta?   ANGÉLICA: -É esse mesmo. Ele é que a fez, e é responsável por toda a magia negra existente nesta floresta. Foi também ele quem descobriu o Brasil.

ZEZINHO - Ah, isso não! Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral...

ANGÉLICA - Também eu acreditava nisso. Mas o Bruxo disse que foi ele mesmo.

ZEZINHO - Além de mau, é mentiroso...

ANGÉLICA - Claro! Ele é um bruxo. Jamais diria a verdade.

ZEZINHO - É isso mesmo. Ele nem sabe o que é verdade. Porque é que não vais ganhar a vassoura a jato?

ANGÉLICA - Porque a Bruxa-Chefe...

ZEZINHO - Quem é a Bruxa-Chefe?

ANGELICA - A nossa instrutora. Disse que sou esquisita, só por que não sei fazer maldades.

ZEZINHO - Quem sabe que tu não és uma bruxa...

ANGÉLICA - O quê?

ZEZINHO - Quem sabe que tu não és uma fada...

ANGÉLICA - Ah, isso não! As fadas não gostam de voar em vassouras a jato como eu gosto...

ZEZINHO - Para gostar de voar na vassoura a jato não precisas ser uma bruxa. Até eu gostaria de dar uma voltinha...

ANGÉLICA - Então quem sabe que tu não és um bruxo disfarçado?

ZEZINHO - Ah, isso não! Também não gosto de fazer maldades.

ANGÉLICA - Está bem! Maligna sim é uma bruxa. É ela que vai ganhar a vassoura a jato. (Lembra)  Ela vai atear fogo á tua casa!

ZEZINHO - O quê?

ANGÉLICA - Ela e as outras bruxas.

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ZEZINHO - Que horror! Isso é terrível! A minha mãe e o meu pai estão lá... Somos tão pobres, e não temos outra casa para morar... E agora?

ANGÉLICA - Temos que as impedir.

ZEZINHO - Vou a correr...

ANGÉLICA - Como te chamas?

ZEZINHO - Zezinho.

ANGÉLICA - Zezinho!

ZEZINHO - Preciso de ir.

ANGÉLICA - Toma! Leva a minha vassourinha. Montado nela chegas mais rápido.

ZEZINHO – Vais-me emprestar a tua vassourinha?

ANGÉLICA - Claro!

ZEZINHO - Obrigado.

ANGÉLICA - Adeus Zezinho! A vassourinha não corre muito mas serve. (ele sai) Agora preciso fazer uma maldade ou...


CENA VI

DUENDE DUDA - Bela! Bela!

FADA BELA - que foi duende Duda?

DUENDE DUDA - Já sei quem nos poderá ajudar a neutralizar os poderes do Bruxo Capitão Quinto!

FADA BELA - Já sabes?

DUENDE DUDA - Sim, sei.

FADA BELA - Quem?

DUENDE DUDA - Um menino...

FADA BELA - Um menino? Mas como é que um menino nos poderá ajudar?

DUENDE DUDA - Não é um simples menino. É especial...

FADA BELA - Especial?

DUENDE DUDA - Sim. Tem todos os requisitos... Tem um coração puro e bondoso.

FADA BELA - Só isso não basta. Para neutralizar os poderes dos bruxos tem...

DUENDE DUDA - Que saber tocar flauta. E sabe.

FADA BELA - Sabe?

DUENDE DUDA - Sabe.

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FADA BELA - Então se tocar a flauta mágica neutraliza todos os bruxos.

DUENDE DUDA - Sim, é isso!

FADA BELA - E como sabemos se irá conseguir? Se estiver enganado? Não nos podemos expor!

DUENDE DUDA - Se é para salvar a floresta vale a pena arriscar.

FADA BELA - Tens razão! Vamos...

DUENDE DUDA - A família dele corre perigo.

FADA BELA - Está ai uma boa oportunidade.

DUENDE DUDA - Então vamos... (Saem)


CENA VII Entram as outras Bruxinhas

ANGÉLICA - Dá-me uma boleia na tua vassoura, Pirralha. É que emprestei a minha.

PIRRALHA - Bruxinha fofinha, isso não me importa!

ANGÉLICA - Por favor!

MALÉFICA - Quem te mandou emprestar!

ANGÉLICA - Não sejas egoísta!

PIRRALHA - Sai daqui. (Entra a Bruxa Chefe)

BRUXA CHEFE - Silêncio! Forma de ferradura.

CONDE DO MAL - Vossa Ruindade Maior o Bruxo Capitão Quinto, o máximo!

BRUXO - Estou muito zangado! Zangadíssimo! Zangadérrimo! Bruxinha Angélica! Eu vi tudo através do espelho mágico!

ANGÉLICA - Sinto muito!

TODAS - Oh!

BRUXO - Cala - te! Tu não cumpriste as minhas ordens!

CONDE DO MAL - Tu fizeste alguma maldade? Adormeceste algum humano distraído? Ah não respondes! E a tua vassoura, onde está ela? Não dizes nada…? Foi o que eu pensei…

BRUXO – Vá, o que dizes em tua defesa?

VICE-BRUXO - Vi através do espelho mágico tudo que aconteceu, magnânimo mestre. Esta bruxa que aqui está envergonhou-nos. Emprestou a sua vassoura a um humano sem tino!

TODAS - OH!

BRUXO - Sabe o que acontece com as bruxas que desobedecem a Sua Ruindade Suprema?

TODAS - A torre do Castelo Esquecido
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BRUXA - E a quem empresta a sua vassoura a um miúdo?

TODAS - A torre do Castelo Esquecido!

BRUXO – E às bruxas que não conseguem fazer qualquer maldade?

TODAS - A torre do Castelo Esquecido!

VICE-BRUXO - Vossa Ruindade Maior... Esta bruxinha esquisita não é como as outras. Já deu provas que não pode fazer parte do grupo. Atrapalhou as outras bruxas enquanto elas faziam as suas maldades. Por isso peço ao senhor, que é o senhor do mal, que a castigue com um castigo exemplar.

TODAS - Castigue-a!

BRUXO – Bruxa Chefe traga a chave do cadeado. Bruxinha Angélica, estás condenada por toda a eternidade a viver na Torre do Castelo Esquecido. Maléfica ficarás encarregada de vigiar a Torre do castelo. Já quanto à vassoura a jato, Maligna, pelas tuas ruindades prestadas à classe de bruxos, ganharás a varinha de condão que foi roubada da fada madrinha e a vassoura a jato!

TODAS - uuuhhh! (vaiam)

BRUXO - Quanto a vocês... Continue Vice-Bruxo.

VICE-BRUXO - Se continuarem assim... Com exceção da bruxinha Angélica, ganharão também a sua vassoura a jato.

BRUXA CHEFE - Aqui está a chave, Maligna. Não deixes que ninguém se aproxime da Torre. Angélica, entrega o teu chapéu de bruxa. Bruxinha Pirralha e Bruxinha Horrenda, levem-na para a torre.

HORRENDA - Concerteza!

MALIGNA - Garanto que ela será bem guardada. Ah! Ah! Ah! (guarda-a na cintura)

VICE-BRUXO - As outras bruxinhas ficarão a vigiar a floresta. Muito cuidado com a música. Lembrem-se que há uma música que pode eliminar o feitiço e transformar feiticeiras em pó. E agora Bruxinhas... Quem é o maior Bruxo do mundo?

TODAS - Vossa Ruindade Suprema o Bruxo Capitão Quinto!

VICE-BRUXO - Ótimo!

BRUXO - Agora preciso visitar o Ogre, meu aliado. Preciso unir todas as forças do mal para conseguir dominar o mundo (sai)

MALIGNA – Bruxa Chefe?

BRUXA CHEFE - O que é Maligna?

MALÍGNA - Quando é que vou ganhar a varinha de condão e minha vassoura a jato?

BRUXA CHEFE - Só o Bruxo sabe. Vai até à casa do Ogre e pergunta-lhe.

MALÍGNA - Mas quem vai ficar a tomar conta da bruxinha Angélica?

BRUXA CHEFE - Quem é que ainda não tem trabalho para esta noite?

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HORRENDA - Eu não tenho.

BRUXA CHEFE - Então tu vais ficar a tomar conta da bruxinha Angélica na torre do Castelo Esquecido. (dá uma apitadela e sai com as outras) Mas aviso: É uma tarefa de muita responsabilidade.

HORRENDA - Prometo não falhar.

BRUXA CHEFE - Sendo assim. Confio-te esta tarefa, Bruxinha Horrenda. (saem todas. Ficam só Horrenda e Angélica)


CENA VIII Angélica está na torre e só é vista através da pequena janela. Zezinho com uma fisga atira algumas pedrinhas para chamar a atenção

ANGÉLICA - Bruxinha Horrenda!

HORRENDA - O que é?

ANGÉLICA - Estou com sede.

HORRENDA - E eu que tenho a ver com isso!

ANGÉLICA – Queres que eu morra de sede?

HORRENDA - Tanto faz! Problema teu.

ANGÉLICA - Se eu morrer de sede o Bruxo prende-te nesta torre para sempre.

HORRENDA - Quem te disse?

ANGÉLICA - Ele disse que eu tinha que ficar aqui para sempre. Mas se tu não me deres água morro antes e o Bruxo vai ficar muito, muito zangado.

HORRENDA - Talvez tenhas razão. Vou buscar água ao rio.

ANGÉLICA - Ao rio não! Foi envenenado pela Maléfica. É melhor ires buscar à fonte.

HORRENDA - Está bem, já volto. Não tentes nenhuma gracinha. Não te esqueças que a chave está com a Bruxinha Maligna. (monta a vassoura e sai)


CENA IX

ZEZINHO - Preciso devolver esta vassoura a Angélica!

DUENDE DUDA - Hei! Psiu!

ZEZINHO - Alto lá...

DUENDE DUDA - Hei, calma!

ZEZINHO - Quem és tu?

FADA BELA - Ele é o Duende Duda...

ZEZINHO - Duende?
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FADA BELA - Não precisas ter medo. Eu sou a Fada bela.

ZEZINHO - Afastem-se!

FADA BELA - Calma!

DUENDE DUDA - Não te vamos fazer nenhum mal.

FADA BELA - Somos bons

DUENDE DUDA - Fomos nós que te ajudámos a apagar o fogo.

ZEZINHO – Ah, realmente senti que tinha acontecido um milagre!

FADA BELA - Tu tens um coração bondoso e foste merecedor da nossa ajuda.

ZEZINHO - Não posso acreditar! Primeiro as bruxas! Agora a fada e o duende!

FADA BELA - Sei que é difícil de acreditar! Mas existimos. Precisamos da tua ajuda.

ZEZINHO – A minha ajuda? Mas como?

FADA BELA - Derrotando o Bruxo Capitão Quinto.

ZEZINHO – Sim, mas como?

DUENDE DUDA - Sabemos que tu tocas flauta...

ZEZINHO – Não estou a perceber...

FADA BELA – Já explico. Só há uma maneira de anular os poderes do Bruxo Capitão Quinto e sua legião. Um humano com o coração puro e bondoso terá que tocar uma música na sua flauta mágica e com isso neutralizar os seus poderes maléficos.

DUENDE DUDA - E tu tens todos os requisitos.

ZEZINHO - Flauta mágica!

DUENDE DUDA - Sim.

FADA BELA - Aqui está. (pega num pergaminho) E esta é a música que deve ser tocada.

DUENDE DUDA - Podes ajudar-nos?

ZEZINHO - Acho que sim.

FADA BELA – A Angélica não é uma bruxa. Foi raptada quando era bebé pelo Capitão Quinto e desde então vive na escuridão.

ZEZINHO - Bem que eu desconfiava! Podem contar comigo.

FADA BELA - Zezinho agora vai. Mesmo à distância nós estaremos atentos a vigiar-te. E não te esqueças: Toca bem a música!

DUENDE DUDA: - Ouve o teu coração! Boa sorte! (Saem os dois fica Zezinho)



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CENA X

ANGÉLICA - Zezinho! Estou presa.

ZEZINHO - Quem te prendeu?

ANGÉLICA - O Bruxo.

ZEZINHO - Trouxe a tua vassourinha...

ANGÉLICA – E conseguiste chegar a tempo?

ZEZINHO – Sim, a malvada só conseguiu atear fogo ao galinheiro. Atirei-lhe tantas pedras que ela teve que fugir. 

ANGÉLICA  - Foi ela que ganhou a varinha de condão e a vassoura a jato, não foi?. Já eu, tenho que passar o resto da vida aqui presa.

ZEZINHO - É terrível!

ANGÉLICA - Tudo porque não consigo ser má?

ZEZINHO - Não é justo!

ANGÉLICA - Já fui julgada e condenada. Este é o meu fim.

ZEZINHO – Mas eu posso tirar-te daí.

ANGÉLICA - Mas como?

ZEZINHO - Se encontrar a chave…

ANGÉLICA – Não, não! A Bruxinha Horrenda é muito má. Ainda te transforma num sapo.

ZEZINHO - Isso é o que veremos.

ANGÉLICA - Admiro a tua coragem!

ZEZINHO - És tão boazinha. (pega numa flor) Toma para ti.

ANGÉLICA - É linda Zezinho!

ZEZINHO - É para tu não te sentires sozinha. Olha, posso tocar uma música…(pega na flauta)

ANGÉLICA - Espera.

ZEZINHO - Que foi?

ANGÉLICA – É isso, a música.

ZEZINHO - Que tem a música?

ANGÉLICA - A única forma que existe contra a bruxaria... Só que quase ninguém sabe tocar essa música.

ZEZINHO - Eu sei.

ANGÉLICA - Sabes?
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ZEZINHO - Sim... Angélica preciso dizer-te uma coisa.

ANGÉLICA - Essa música destruirá toda a legião de bruxos da floresta.

ZEZINHO - Não consigo mexer-me... As minhas pernas estão pesadas... (entra Horrenda na sua vassoura)

HORRENDA - Ah! Ah! Ah!

ANGÉLICA - Cuidado Zezinho!

HORRENDA - Então és tu? O menininho que nos atirou pedras ?! Agora foge... Anda... quero ver-te agora... Vais virar papa, menino! Ah! Ah! Ah!

MALÉFICA – O que está a acontecer aqui?

MALÍGNA – Aviso-te já que serás castigada. Abandonaste o teu posto.

HORRENDA – Que é isto?! Não é porque ganhaste uma vassoura a jato que tens o direito de gritar comigo.

MALÍGNA - Sou a número um do grupo. E sendo assim, posso tudo.

HORRENDA - Ah é?

MALÍGNA – É, é...

HORERENDA - Isso é o que vamos ver. (agarram-se. Zezinho aproveita e rouba a vassoura a jato)

MALÉFICA - Luta! Luta!

ANGÉLICA - Foge Zezinho!

ZEZINHO – Já volto para te ajudar!

MALÍGNA - Estás a ver? A culpa é tua.

HORRENDA - É tua. Idiota!

MALÉFICA - Xiiii!

HORRENDA - Não foi a minha vassoura a jato que ele roubou.

MALIGNA – Foi por tua culpa.

MALÉFICA - Vou contar tudo ao Bruxo!

MALIGNA - Ah não, não vais...

HORRENDA - Podes deixar que eu conto!


CENA XI Entra a Bruxa Chefe

BRUXA CHEFE - O que está a acontecer aqui? Parem já com isso. (Apita) Agora chega.

MALIGNA – (compõe-se) Estávamos a treinar algumas maldades...
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HORRENDA – (compondo-se também) Sabe como é... Se não praticarmos enferrujamos.

BRUXA CHEFE - Que bom, estão cada dia mais malvadas! Agora peguem nas vossas vassouras. Maligna tu vais à frente com tua vassoura a jato.

MALIGNA - Vou na da bruxinha Angélica.

BRUXA CHEFE - Por que não vais na tua?

HORRENDA - Vamos Maligna explica-te. Estamos à espera.

BRUXA CHEFE - Maligna?

MALIGNA - É que a minha vassoura a jato (a gaguejar) parece que está avariada, estava a falhar.

MALÉFICA - Ah, que pena! Queríamos tanto vê-la a voar.

HORRENDA - Só quero ver por quanto tempo vais conseguir enganar toda a gente. (montam todas nas suas vassouras quando se ouve uma música. Passam todas a movimentarem-se em câmara lenta, até ficarem estátuas)

ZEZINHO – Ena pá!! Estão todas durinhas feitas pedras!

ANGÉLICA - Que bom Zezinho! Tu conseguiste. Mas como?

ZEZINHO - Que bom, consegui tocar a música, mesmo a tempo!

ANGÉLICA - Depressa Zezinho! Tira a chave do bolso da Maligna.

ZEZIINHO - Pronto! Vamos sair daqui...

ANGÉLICA - Vamos fugir na vassoura a jato! Tu és muito fixe Zezinho! Mas como conseguiste?

ZEZINHO – Tive a tua ajuda. Tu és boa, tens um bom coração. Por isso tinha a certeza que tu não eras uma bruxa. Aliás tu és uma fada.

ANGÉLICA - Não estou a perceber. Que queres dizer?

ZEZIINHO - É uma longa história... (ouve-se uma gargalhada do Bruxo)

ANGÉLICA - É o Bruxo. Vamo-nos esconder. Vem...

BRUXA - Mas o que é que se passou aqui? (olha pra Torre) Então aquela bruxinha pequenota fugiu? Mas como? Vice-Bruxo? Vamos iniciar o ritual para desfazer o feitiço que petrificou as bruxas.

ANGÉLICA - Toca Zezinho! Toca!

BRUXO - Maldição! Que música é esta? É uma flauta! Vice-Bruxo o apito... (o Vice-Bruxo apita) Vamos bruxas, peguem nas vossas vassouras e fujam antes que seja tarde demais. (em câmara lenta todos são sugados para a torre) Nós vol..ta..re…mos! Isto.. não.. vai.. ficar… assim... A flo..res…ta é mi…nha! Mi…nha!

ZEZINHO - Pronto! Fecha a porta Angélica. Agora suas malvadas e malvados, passarão toda eternidade aí trancados nessa torre. Quanto à floresta? Será de novo dos pássaros e de todos os animais a quem ela realmente pertence. Agora ficará protegida pelas fadas. (ouve-se o canto dos pássaros)

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ANGÉLICA - A floresta agora está livre de toda a maldade. Todos poderão apreciar a beleza da natureza. È verdade e com esta vassoura a jato… podemos voar…

ZEZINHO – E do alto podemos apreciar toda a floresta. Há o que eu te queria dizer...


CENA XII

DUENDE DUDA - Podes deixar Zezinho...

ANGÉLICA - Vocês são...

FADA BELA: - Sim, ele é um duende e eu uma fada. Agora chegou o momento de saberes toda verdade. Não é por acaso que tu és diferente de todas as outras Bruxinhas. Tu não és, de facto, uma bruxa.

ANGÉLICA - Não sou?

DUENDE DUDA - Não, não és.

FADA BELA: - Quando ainda eras bebé foste-nos tirada por aquele cruel e malvado Bruxo. Angélica, tu és uma fada.

ANGÉLICA: - Ahh! Agora eu entendo tudo! (abraça a Fada) Obrigada Zezinho!

ZEZIINHO: - Não precisas de agradecer. Apenas prevaleceu o bem!

ANGÉLICA: - Prometo que a partir de hoje serei a protetora desta floresta. Mas… e quanto à varinha de condão que foi roubada da Fada Madrinha?

DUENDE DUDA: - Aqui está ela. Agora pertence-te. Cuida bem dela.

ANGÉLICA: - Claro! (para Zezinho) A propósito, ceitas uma boleia?

ZEZINHO: - Claro que sim, vamos! (saem a voar de vassoura)


F I M

ENTREVISTA COM CIDA REIS

​
​ Cida Reis ocupa um lugar importante na cultura brasileira, recentemente no ar na série Beth & Low, atriz que ano passado interpretou  a vilã Santinha Brasão em Homem do Campo, personagem que lhe rendeu o PRÊMIO ATUAR  de melhor atriz de 2017. Atuante nos principais programas de televisão e alguns trabalhos no cinema, começou sua carreira no teatro e hoje é reverenciada com seu grande sucesso nos palcos na peça Drama de Outono de Pola Resende, com direção de Albino ventura.

Apesar da vasta experiência com o mundo das artes a atriz revela não ter nenhuma influência familiar para se aproximar do ofício de atriz, e que muita garra e insistência lutou por um espaço, e hoje consegue este espaço com todo mérito.

Admiradora da grande dama da tevê, cinema e teatro, Fernanda Montenegro, Cida Reis busca se espelhar sempre para  conquistar seus objetivos e crescer cada dia mais, demostrando gratidão por todas oportunidades adquirida até hoje. E através de seu trabalho vem colhendo os bons resultados e declara: " ... nada como os aplausos recebidos espontaneamente ao fim de cada apresentação.


Subir ao palco a cada dia é um grande desafio e para isto busco me preparar e me especializar com intuito de cada ser melhor no que faço para agradar ao meu público. Sem o público o artista não é nada, são merecedores de todo respeito do artista, são eles que nos permitem entrar em suas casas, ou saem de suas casas para nos prestigiar".

Com relação a seu trabalho na Tv Atuar e na Primordial Produções a atriz nos revela sua boa fase e sua tranquila relação com seus colegas de trabalho. Declara também seu desejo de viver no vídeo uma policial e que não faria de forma alguma um trabalho na qual considere de baixo nível onde tenha que se expor de forma desnecessária.

Devido a sua vida corrida de horários complicados por causa de seus compromissos, não abre mão de está com sua família nos momentos de folgas. 


 Quanto a sua personagem Santinha Brasão de Homem do Campo, declara a triz que a megera em nada se compara a ela, e por isso foi um grandioso desafio. 

E que atualmente diverte-se bastante vivendo a sassaricada Dulce na peça Drama de Outono em temporada em São Paulo.
​​
Com relação as comparações, apesar de existirem, leva bem, pois faz o que ama, é humana, aprende com cada erro e celebra cada acerto sem se acomodar. E termina: "MEU FOCO, É MELHORAR E SE SUPERAR SEMPRE... POIS QUANDO HÁ COMPROMETIMENTO COM O QUE FAZ,A QUALIDADE DE UM BOM TRABALHO É PERCEPTÍVEL".

julho 25, 2018

PAI

Pai
Eu não sei se posso suportar
Já não tenho forças
Tenho medo de fracassar

Pai
O medo está a me dominar
Minha fé é tão fraca
Já não sei mais nem orar

Pai
Essa dor que me sufoca
Me impede de lutar
Procuro respostas
Mas sozinho sei que não vou encontrar

Me abrace forte
Me proteja contra todo mal
Me restaure, renove, toda minha fé
Pois o Deus verdadeiro, pai, só Tu és

Pai
Sei que sou tão pequeno
Que tantas vezes me iludi
De tua casa me desviei
Tantos caminhos percorri
Mas agora eu voltei
Me abraça Pai
Teu chamado ouvi
Joga tua graça sobre mim.

julho 19, 2018

E CONTINUAM A TODO VAPOR...

E seguem as gravações do episódio 4 intitulado Vício fatal de Beth & Low 4, que retrata a história de Yasmim (Tamires souza) uma modelo bem sucedida que para o desespero de Bernardo (Tubaína dance) se depara com o envolvimento com as drogas.

                          

Ao travar uma grande luta contra o vício Rosa (Bruna Gauger) sua prima pede ajuda de Beth (Patrícia Gauger) para ajudá-la a se livrar do vício.




O ATOR E DIRETOR CAUE BONIFÁCIO RETORNA AOS PALCOS EM SÃO PAULO

Retornando aos palcos, o ator e diretor Cauê Bonifácio estreia 11/12 a peça  Hotel Lancaster Baseado na obra de Mário Bortoloto,...