outubro 13, 2013

ESTUDO SOBRE RELIGIÃO: ISLAMISMO

O Islamismo de origem do Oriente Médio, surgiu no século VII D. C. fundada por Muhammad (Maomé) tem crença na visão muçulmana, o Islã que acompanha desde a criação do homem, com visão voltada ao primeiro profeta enviado por Deus, e depois nos demais profetas Abrão Ibrahim), Moisés (Musa), Jesus (Muhammad), que se encarregava de lembrar ao povo a existência ou a unicidade de Deus.

Para os muçulmanos o Islã ensina seis crenças principais:

Allah: o único Deus existente;
Os Anjos: seres criados por Allah;
Os Livros Sagrados: a Torá, os Salmos, o Evangelho e o Alcorão;
Os Profetas onde Mahammed é o último;
O Julgamento Final.

Como rituais, essa religião tem como crença que para atingir a salvação basta acreditar num único e exclusivo Deus, rezar cinco vezes ao dia, fazer jejum anual no mê do Ramadan, fazer doações aos pobres e se possível fazer uma peregrinação a Meca.

Seus códigos morais estão estruturados nos ensinamentos do profeta Maomé e na escritura sagrada, o Alcorão.

O Islã é visto pelos seus praticantes como um modo de vida que inclui instruções que se relaciona com todos os aspectos da atividade humana.

outubro 12, 2013

Ser criança


Ser criança...
Nos olhos reflete a esperança,
No sorriso a convicção de uma vida eterna pela frente,
No canto, ainda que desafinado, o encanto da pureza,
Nos movimentos livres ainda que descoordenados a beleza do simples existir,
No carinho,
No amor,
No afeto,
A sinceridade no sentir.
Da mal criação ao arrendimento...
Ao encanto do encontro.
E fazer mágica a qualquer solução.
É viver a vida tornando bela qualquer canção,
Mesmo que não a compreenda.
É construir sonhos,
Sorrir,
Mesmo que a vida lhe diga não.
Ser criança...
É cultivar a esperança,
É essa felicidade inesplicavel que todo a vida mais leve e nos faz sorrir inesperadamente.
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

outubro 07, 2013

Série A Grande Viagem - Tv Cultura.










EU PELAS CRIANÇAS!

Muito melhor que ganhar um presente é ser reconhecido pelas crianças como alguém tão querido. Não posso deixar de sentir orgulho, pois sempre amei as minhas turmas e dentro possível fiz e faço o que posso para tornar a vida destas crianças melhor, compartilhando momentos de aprendizagem e cumplicidade, sem deixar de lado a criança que existe em mim, só assim posso perceber o que de melhor posso dar, através da identificação entre elas e eu.

PARA SER UM BOM PROFESSOR PRECISO ANTES SR UM BOM AMIGO.
























Autorização

Tereza Gonçalves
Olá. Me chamo Tereza Gonçalves e tenho um grupo de Teatro amador aqui em minha cidade, Telêmaco Borba. Vi um texto seu chamado CAIXA DE BRINQUEDOS, e fiquei encantada. Gostaria de saber como fazer para trabalhar com ele, lembrando, que não visamos lucro nenhum,, nosso objetivo é levá-lo às escolas, asilos, casa lar. Gostaria muito de um ok seu para que possamos começar. Agradeço e aguardo. Tereza Gonçalves.

outubro 04, 2013


Não sou um destes produtos que serve apenas para alimentar a vaidade alheia, que usa, com finalidade de enaltecer o ego e depois de satisfeito, pega a embalagem e joga-se fora.

Marcondys França

outubro 03, 2013

PECADO (Texto de Teatro) ATO I

PECADO
De: Marcondys França
JOEL
EZEQUIEL: (PAI DE JOEL)
RUTE: (MÃE DE JOEL)
SUNAMITA: (IRMÃ DE JOEL)
MIDIÃ: (NOIVA DE JOEL)
SAULO: (PAI DE MIDIÃ)
HELENA: (MÃE DE MIDIÃ)
ISAC: (IRMÃO DE MIDIÃ)
DAVI: (AMIGO DE JOEL)
SARA: (MÃE DE DAVI)
PASTOR
PRIMEIRO ATO
CENA I
(APÓS O CULTO AS DUAS FAMÍLIAS SE REUNEM PARA ACERTAR DETALHES DO CASAMENTO DE JOEL E MIDIÃ)
EZEQUIEL: - É uma imensa satisfação vê nossas famílias unidas, não só pela fé, como também pelos laços sagrados do matrimonio.
SAULO: - Muito feliz no Senhor, que tem a cada dia confirmado essa união.
RUTE: - Midiã é uma jóia rara, ungida, educada segundo a palavra de nosso Senhor Jesus Cristo.
HELENA: - Tenho muita sorte... Quão bondoso é o nosso Deus, por me presentear com uma filha tão exemplar.
SAULO: - Mas vosso filho também não fica atrás. É um jovem dedicado, temente a Deus, criado conforme a palavra... Um homem de fé!
TODOS: - Amém!
EZEQUIEL: - Creio que Deus já deu vários sinais de confirmação que enfim, esta união seja concretizada.
SAULO: - Verdade... Irmão Ezequiel... também estou de comum acordo, que nossos filhos, sejam unidos pelos laços do matrimonio.
HELENA: - Creio que nossos filhos também estão de comum acordo.
RUTE: - Quanto a isto não resta nenhuma dúvida. Vê-se nos olhos de nossos filhos o quanto se amam...
EZEQUIEL: - Então só nos resta consultar nosso pastor para averiguar qual sua opinião, com relação a esta união, e não havendo nenhum impe cílio, marcamos a data.
RUTE: - Será uma grande benção para nossas famílias. Estando tosos de acordo, então só nos resta comemorar... Fiz modesta parte um delicioso bolo de laranja.
HELENA: - Isso é muito bom irmã! Estou pra conhecer alguém com uma mão tão abençoada para fazer um bolo tão gostoso quanto a senhora.
RUTE: - Muita gentileza sua. Por favor... Venham, vamos para a cozinha.
CENA II
MIDIÃ: - Falam de nós...
JOEL: - É... decidem nossos destinos
MIDIÃ: - O incomoda?
JOEL: - Não que me incomode... Mas, creio que deveríamos, nós mesmo ser os donos de nossos destinos.
MIDIÃ: - O Senhor é dono de nossos destinos. Nada acontece, que não seja por vontade dele.
JOEL: - Não acha cômodo demais jogar tantas responsabilidades nas mãos do Senhor?
MIDIÃ: - Ele sabe o que é melhor para nós.
JOEL: - Crê mesmo nisso?
MIDIÃ: - Não queres casar?
JOEL: - Não se trata disso. Me incomoda o fato dos outros decidirem por nós...
MIDIÃ: - São nossos pais... Desejam nossa felicidade.
JOEL: - E se estiverem errados?
MIDIÃ: - Tens dúvidas?
JOEL: - Você não?
MIDIÃ: - Não. Sempre te amei. Não me amas?
JOEL: - Não se trata disso. Claro que a amo! Só gostaria que respeitassem nosso tempo.
MIDIÃ: - Não se sentes preparado para tal compromisso?
JOEL: - É uma decisão muito importante...
MIDIÃ: - Sempre esperei no Senhor... e tenho a máxima convicção que ás o homem que desejo para está comigo pelo resto de minha vida.
JOEL: - Não fiques triste, não te aflijas... É só uma insegurança minha. És abençoada, uma jovem incrível, jamais faria qualquer coisa para magoá-la. Tens razão, nossos pais sabem o que é melhor para nós. E se querem nosso enlace...
MIDIÃ: - E você, o que quer?
JOEL: - Se é a vontade de Deus... Que seja assim.
MIDIÃ: - Jura? Não sabes o quanto me deixas feliz!
JOEL: - Abençoado sou eu, que tenho de ti, o teu amor. (Segura sua mão e a beija na face. Saem)
CENA III
(NUMA SALA CHEIA DE CAIXAS)
DAVI: - Estou quebrado!
SARA: - Misericórdia! Me dói desde as pontas dos dedos dos pés até o último fio de cabelo.
DAVI: - Breve estará tudo arrumado. Também, não precisa fazer tudo de uma só vez.
SARA: - Mas o quanto adiantarmos, melhor.
DAVI: - Achei está cidade um tanto pacata.
SARA: - Graças a Deus! Tudo que precisava. Nada como recomeçar a vida num lugar bem tranquilo.
DAVI: - Ainda sofre muito, não é?
SARA: - Deus me dará o conforto que necessito para superar esse mau momento. Só em ter conseguido essa transferência já foi uma grande vitória.
DAVI: - Ás vezes, tenho ódio, pelo o que ele te fez...
SARA: - Não dê espaço a este sentimento meu filho. Jesus nos ensinou a amar e perdoar.
DAVI: - Seria capaz de perdoá-lo depois de tudo que lhe fez?
SARA: - Oro todas as noites, peço ao Senhor, que quebrante meu coração, para que a mágoa não me sufoque, me tornando amarga e indiferente a vida. E que enfim, um dia, eu possa perdoá-lo por tudo que me fez sofrer. Não quero que odeie, é seu pai. Apesar, da dor que nos causou, sei que o ama.
DAVI: - se me amasse... não teria me abandonado.
SARA: - São coisas que fazem parte da vida, acontecem... Filho, não estávamos bem, nossa relação já estava abalada. Era questão de tempo. E nós rapaz temos que nos habituar a esta nova situação.
DAVI: - Difícil...
SARA: - Temos saúde e podemos recomeçar.
DAVI: - a senhora é uma mulher extraordinária.
SARA: - E você um filho incrível! Agora temos que agilizar afinal hoje temos que nos apresentar na nossa nova congregação.
DAVI: - Tem razão. (saem abraçados)
CENA IV
ISAC: - Não tirou o olho do novo irmão...
SUNAMITA: - Impressão sua.
ISAC: - Que foi? Gostou?
SUNAMITA: - E se gostei, que tem com isso?
ISAC: - Me preocupa.
SUNAMITA: - Com que?
ISAC: - Com você.
SUNAMITA: - Não deveria. Sei me cuidar.
ISAC: - Fica dando mole pra um forasteiro...
SUNAMITA: - Olha aqui Isac... me respeite!
ISAC: - Te respeito. Só me preocupo.
SUNAMITA: - Já disse que sei me cuidar. Agora preciso ir...
ISAC: - Sunamita?
SUNAMITA: - Que?
ISAC: - Nada.
SUNAMITA: - A paz... Isac!
ISAC: - A paz. (Ele sai)
CENA V
DAVI: - Irmão...
JOEL: - A paz irmão!
DAVI: - A Paz.
JOEL: - Espero que o irmão tenha gostado do culto.
DAVI: - Realmente o culto foi uma benção.
JOEL: - Nossa cidade é pequena, mas as pessoas aqui tem um grande coração.
DAVI: - Creio que sim. Na verdade já me sinto acolhido.
JOEL: - Pretende entrar para o grupo de jovens?
DAVI: - Claro. Será muito produtivo para minha vida espiritual.
JOEL: - Saímos sempre a campo para evangelizar...
DAVI: - Isso é ótimo! Ganhar almas para Jesus.
JOEL: - Há... Sou Joel.
DAVI: - E eu Davi.
JOEL: - Davi... Venceu o gigante! Bem, eu moro naquela casa... aparece lá... todas as terças nos reunimos para fazer estudo bíblico.
DAVI: - Ok! Apareço sim.
JOEL: - Então... te aguardo Davi.
DAVI: - Obrigado pelo convite Joel.
JOEL: - Vai ser uma honra...
DAVI: - Fico feliz.
JOEL: - A paz!
DAVI: - A paz. (Joel sai)
SARA: - Filho...
DAVI: - Oi mãe.
SARA: - Novas amizades?
DAVI: - Acho que sim.
SARA: - É meu filho... Pelo que percebi, as pessoas aqui são bem conservadoras.
CENA VI
HELENA: - Que achou da irmã Sara?
RUTE: - Não quero julgar não, mas, achei a irmã um tanto moderna.
HELENA: - Estava observando isto... Achei suas roupas inadequadas para frequentar a casa de Deus.
RUTE: - Vulgar. Chamativa demais.
HELENA: - Que deus me perdoe... Mas não me parece boa pedra.
PASTOR: - Irmãs?
RUTE: - A paz do Senhor pastor Elias.
HELENA: - A paz pastor!
PASTOR: - Que a paz do nosso Senhor Jesus cristo esteja conosco.
AS DUAS: - Amém!
PASTOR: - Vim aqui pessoalmente pedir um grande favor...
RUTE: - Claro! Se estiver ao nosso alcance.
PASTOR: - Como a senhoras sabem, temos uma nova irmã em nossa congregação...
HELENA: - Claro! Uma simpatia de mulher.
RUTE: - Irmão... e seu esposo? Quando virá?
PASTOR: - Pois é... Nossa irmã... está passando por um momento complicado...
HELENA: - Não diga!
RUTE: - Coitadinha! Mas o que há irmão?
PASTOR: - É um assunto bem delicado...
HELENA: - Como assim delicado?
RUTE: - Explique melhor irmão.
HELENA: - É quem sabe, podemos ajudar.
PASTOR: - Nossa irmã esta passando por uma separação. Caso bem delicado.
HELENA: - Divorcio?
PASTOR: - Não, não...
RUTE: - Mas o senhor disse que está...
PASTOR: - Foi abandonada pelo marido.
HELENA: - Meu Deus!
RUTE: - Misericórdia! Coitada!
PASTOR: - Como a irmã é dirigente do grupo de senhoras... pensei que pudesse oferecer uma pequena recepção junto as outras irmãs, como uma forma de bem vinda, um acolhimento.
HELENA: - Entendo. Claro!
RUTE: - Acho válido.
PASTOR: - E também integrá-la no grupo de senhoras.
HELENA: - Cantar conosco no grupo de louvores?
PASTOR: - Sim...
RUTE: - Mas isso não causará um certo desconforto? Afinal, esta separada.
PASTOR: - Creio que não. Pois a irmã Sara não se divorciou, foi abandonada pelo marido. Quem sabe que com as orações, o seu marido retorne para assumir a família.
HELENA: - Sim, claro. Podemos fazer um circulo de orações. E uma pequena e aconchegante recepção...
PASTOR: - Ótimo! Então vou deixar em suas mãos...
HELENA: - Fique tranquilo pastor... Faremos o máximo para que a irmã Sara se sinta bem acolhida.
PASTOR: - Amém! Sabia que poderia contar com as irmãs.
HELENA: - Amém!
PASTOR: - Fiquem na paz! (Sai)
AS DUAS: - Amém.
RUTE: - Onde já se viu? Uma separada no grupo de louvores...
HELENA: - Me admira o pastor!
RUTE: - É o fim dos tempos!
HELENA: - Mas não podemos negar um pedido do nosso pastor.
RUTE: - Verdade...
HELENA: - Também, será bom para conhecer melhor essa... senhora.
RUTE: - Concordo. Bem irmã, agora preciso ir, já é tarde. A paz do Senhor minha irmã!
HELENA: - A paz!. (Sai) Só que faltava!
: - É... percebi.
SARA: - Vamos meu filho... Precisamos descansar.
DAVI: - Verdade. Amanhã temos muita coisa a fazer.
CENA VI
PASTOR: - Irmão Ezequiel, irmão Saulo...
EZEQUIEL: - A paz do Senhor pastor!
SAULO: - A Paz!
PASTOR: - Amém! Em que posso ajuda-los?
EZEQUIEL: - Irmão viemos aqui para ter uma conversa com o senhor.
PASTOR: - Por favor entrem.
EZEQUIEL: - Pastor... como já é do conhecimento do irmão... nossos filhos estão enamorados já algum tempo...
SAULO: - Então pensamos que já o momento de realizar a união de nossos filhos.
PASTOR: - E os jovens estão de acordo com essa decisão?
EZEQUIEL: - Sim, claro.
SAULO: - Minha filha ama demais o jovem Joel e eu sou favorável a essa união.
PASTOR: - Acho isso maravilhoso! É uma benção. Se ambas famílias são a favor... fico feliz em realizar esse matrimonio. Porém, antes de marcar a data, prefiro conversar com o jovem casal.
EZEQUIEL: - O irmão tem alguma dúvida.
PASTOR: - Não. É só um procedimento.
SAULO: - Ficamos muito felizes que o irmão celebre a cerimonia de casamento de nossos filhos.
PASTOR: - Quão bom é nosso Deus! Que me dará a alegria de unir esses dois jovens a quem tenho tanta estima. Irmãos, peça que os jovens passem na igreja amanhã para falar comigo.
EZEQUIEL: - Louvado seja nosso Senhor!
SAULO: - Amem!

PASTOR: - Amem! Vão em paz. (Saem)
CENA VIII
ISAC: - Vi como olhava pro irmão Davi...
SUNAMITA: - Como olho pra todos!
ISAC: - Está caidinha por ele.
SUNAMITA: - Misericórdia... E se tiver, qual o problema?
ISAC: - O problema é que você não o conhece...
SUNAMITA: - Não seja por isso! Posso passar a conhece-lo. No mais irmão, devia se concentrar em suas orações, nos estudo da palavra, ao invés de ficar me vigiando.
ISAC: - A irmã sabe o quanto a estimo.
SUNAMITA: - Também o estimo... mas como irmão em cristo. E não vai passar disso...
ISAC: - Vou orar ao Senhor...
SUNAMITA: - Orar é sempre bom. Fortalece a alma e ocupa a mente vazia!
ISAC: - Ele irá quebrantar esse seu coração.
SUNAMITA: - Economize seus joelhos! Agora acho melhor o irmão ir...
ISAC: - Sunamita...
SUNAMITA: - Se não vai... vou eu. A paz! (Sai)
ISAC: - Veremos se ficará com esse talzinho... (Sai)
CENA IX
DAVI: - Obrigado por ter vindo ao nosso estudo bíblico.
JOEL: - Eu que agradeço o convite. O estudo foi uma benção, aprendi muito.
DAVI: - Que bom! Fico feliz que nosso encontro tenha contribuído para seu crescimento espiritual.
JOEL: - Foi mesmo uma benção. O irmão é conhecedor da palavra. Aprendi muito sobre a intensidade do amor de Deus...
DAVI: - Não é fácil para nós, simples mortais, amar e perdoar, conforme nos ensina a palavra.
JOEL: - Mesmo porque amar sempre está associado ao castigo.
DAVI: - Fomos condicionados ao julgo. O tempo todo julgamos é quase inconsciente.
JOEL: - Será que por isso somos infelizes a maior parte do tempo?
DAVI: - Somos felizes em Cristo!
JOEL: - E na vida? Como fica?
DAVI: - Vivemos para o Senhor.
JOEL: - Tem razão... Vivemos para o Senhor!
DAVI: - Temos muito que aprender com a palavra...
JOEL: - Bom, mais uma vez, obrigado.
DAVI: - Penso em fazer uma vigília...
JOEL: - Vigília?
DAVI: - Sim. Sinto que preciso buscar mais o poder... então pensei em uma noite de cânticos,  jejum e orações.
JOEL: - Sim...
DAVI: - Nesses dias de atribulações, com tantos perigos nos sondano... Sabe como é... sem puder o crente cai. E é de madrugada o melhor horário para nós, crentes, buscar puder.
JOEL: - O irmão está me convidando?
DAVI: - Claro! Se o irmão estiver interesse...
JOEL: - Sim. Tenho...
DAVI: - Então vá em paz irmão.
JOEL: - Amém!
DAVI: - Amém! (Apertam as mãos, há um desconforto. Saem)
CENA IX
HELENA: - Que bom que chegaram... Já estava preocupada.
MIDIÃ: - A paz mãe.
HELENA: - A paz!
ISAC: - A Paz.
HELENA: - Que cara é essa?
MIDIÃ: - Isac implicou com o irmão Joel...
HELENA: - Mas por que?
MIDIÃ: - Ora mãe! Que ingenuidade... Por que seria? Por causa de Sunamita.
HELENA: - Não! Misericórdia! Sempre achei Sunamita atirada. Irmã Sara que não cuide pra vê.
ISAC: - Tem algo de muito estranho no comportamento desse irmão Joel.
HELENA: - O que?
MIDIÃ: - Ciúmes mãe! Está caidinho pela jovem Sunamita.
HELENA: - Se esta interessado em Sunamita... Ore meu filho.
ISAC: - Vê se não enche! (Sai)
HELENA: - Misericórdia! Isso é jeito de falar com sua irmã?
MIDIÃ: - Deixa mãe! O problema é que Sunamita está interessada no irmão Joel! Por isso ele está assim... todo nervosinho.
HELENA: - E você minha filha, não provoque seu irmão.
MIDIÃ: - E a senhora? Me parece triste.
HELENA: - Nada não filha... Preocupações! Seu casamento se aproximando...
MIDIÃ: - Já falaram com o Pastor?
ISAC: -
HELENA: - Sim. Seu pai conversou com ele. O Pastor que conversar com você e seu noivo.
MIDIÃ: - Que benção! Louvado seja! Quão maravilhoso é meu Deus! Há mãe, não vejo a hora de me tornar esposa de Davi.
HELENA: - Vai com calma mocinha! Casamento é um passo muito importante!
MIDIÃ: - Sempre amei Davi. Desde de menina, sempre!
HELENA: - Vou vê seu irmão. E a senhorita juízo. Ore!
MIDIÃ: - Ah Davi! Enfim... Marido e mulher! (Sai)
CENA X
SARA: - Obrigado irmão pastor! Muito gentil de sua parte...
PASTOR: - Fico feliz em poder ajuda-la.
SARA: - Vou levar um século para organizar toda essa bagunça.
PASTOR: - Aos poucos conseguirá por tudo em ordem. Bem preciso ir...
SARA: - Nem pensar! O irmão não sairá antes de experimentar meu cafezinho.
PASTOR: - Irmã, não precisa se incomodar.
SARA: - Quer isso?! Incomodo algum. Me sentirei ofendida o irmão não aceitar.
PASTOR: - Já que a irmã insiste...
SARA: - Espero que goste.
PASTOR: - Hum! Perfeito. Delicioso.
SARA: - Que bom que está ao gosto do irmão.
PASTOR: - Irmã... e vosso marido? Deu alguma notícia?
SARA: - Aquele traste? Não. Também não me interessa.
PASTOR: - Há muitas mágoas em seu coração. A irmã já pensou em perdoá-lo?
SARA: - Perdoá-lo?
PASTOR: - Jesus disse em seus ensinamentos... que devemos perdoar...
SARA: - Já sei. Setenta vezes sete. Não estou ainda nesse patamar. Quero que aquele traste queime nas profundezas do inferno.
PASTOR: - Deus a perdoe. Diz isso no calor do momento. E é compreensivo essa sua reação. Afinal é tudo muito recente. Mas peço que ore irmã, peça a Deus sabedoria para lidar com essa situação, mesmo porque a irmã vai precisar resolver assuntos burocráticos.
SARA: - Infelizmente. O pastor conhece algum advogado que possa me indicar?
PASTOR: - Conheço. Pensa em divorcio?
SARA: - Não só penso. Pedirei. Quero me separar legalmente.
PASTOR: - Irmã é uma decisão muito importante.
SARA: - Sei disso.
PASTOR: - Não o ama mais?
SARA: - Amor... Não.
PASTOR: - Está certa disso?
SARA: - Tão certa quanto minha fé..
PASTOR: - Sendo assim... falarei com meu amigo, o advogado.
SARA: - Só não me disponho de grandes recursos.
PASTOR: - Não se preocupe com isso.
SARA: - Pastor... E sua esposa? Não há conheci.
PASTOR: - O Senhor a chamou há alguns anos...
SARA: - Sinto muito.
PASTOR: - Sofri. Mas me conforta saber que partiu servindo ao Senhor.
SARA: - Entendo.
PASTOR: - A prosa está boa, mas... realmente preciso ir... o dever me espera. Tenho um sermão para preparar.
SARA: - Vou acompanha-lo até a porta. Pra que volte mais vezes!
PASTOR: - Obrigado. A irmã irá ao culto hoje?
SARA: - Sim... Vou.
PASTOR: - Então lhe aguardo na congregação. A paz!
SARA: - A paz! E obrigado pela força. (Ele sai. Ela fica pensativa) A paz!
CENA XI
(Em vigília no monte)
JOEL: - A paz!
DAVI: - A Paz!
JOEL: - Fico feliz que tenha vindo.
DAVI: - E o pessoal?
JOEL: - Pois é irmão... Acho que não veem.
DAVI: - Que pena!
JOEL: - Amas a palavra diz: “onde estiver dois ou mais reunidos em meu nome, lá estarei”. Aqui estamos nós.
DAVI: - Verdade! E onde vamos?
JOEL: - Lá no alto. Tem uma gruta. Sempre nos reunimos lá para orar... É um lugar muito tranquilo.
DAVI: - É bem alto.
JOEL: - Nas tem uma visão privilegiada de todo vale. A sensação é que teremos é de estar bem próximos de Deus. Vamos?
DAVI: - Claro. Vamos!
JOEL: - Por aqui... (Saem)
CENA XII
HELENA: - Boa noite irmão Pastor?!
PASTOR: - Boa. A Paz, irmã Helena.
HELENA: - Me perdoe o incomodo...
PASTOR: - Incomodo algum. Entre, sente-se. A irmã me parece tensa.
HELENA: - Obrigada!
PASTOR: - Em que lhe posso ajuda-la?
HELENA: - (levanta-se) Perdão! É que... não é nada... estava de passagem e...
PASTOR: - Irmã... Não precisa sentisse envergonhada. Sou seu pastor. Se veio até aqui, é por que Deus tocou em seu coração. Não sei o motivo que lhe motivou a vir. Mas aqui estou como seu pastor e amigo. Sinto que a irmã está angustiada.
HELENA: - Ah, pastor!
PASTOR: - Eis-me aqui!
HELENA: - Me sinto tão envergonhada.
PASTOR: - Que lhe aflige?
HELENA: - Não deveria estar aqui... Mas minha angustia é tão grande... Não sabia com quem falar... então pensei...
PASTOR: - Deus lhe guiou até aqui. Se Deus lhe trouxe a mim, quem sabe não possa lhe ajudar, nem que seja com uma palavra amiga.
HELENA: - Sabe irmão Pastor, não é confortável falar sobre isso.
PASTOR: - Imagino que não. Mas fique tranquila minha irmã, o que for dito aqui, daqui não sairá.
HELENA: - Que bom! Meu marido... (Silêncio)... Já não me procura mais. Sabe Pastor, temo só de pensar... Mas acho que está envolvido com outra pessoa.
PASTOR: - Não creio. O irmão é um homem temeroso ao Senhor e sabe que adultério é pecado, pois conhece a palavra.
HELENA: - A carne é fraca!
PASTOR: - Irmão Saulo é um homem de fé. Tem cargo na igreja, é um diácono, não manteria dentro da casa do Senhor em tamanho pecado.
HELENA: - Então que justifica sua ausência como esposo?
PASTOR: - Pode está passando por algum problema emocionais ou financeiros que irmã desconheça.
HELENA: - Não... Eu saberia.
PASTOR: - Sabe irmã... Vou lhe confessar um segredo nosso... Nós homens, quando passamos por alguma situação conflituosa, temos dificuldades de... se relacionar... intimamente. Entende?
HELENA: - Faz muito tempo Pastor. Bastante tempo que já não me procura. E no meu intimo, algo me diz, que alguma coisa está muito errada.
PASTOR: - Bem irmã... Posso conversar com Saulo.
HELENA: - Não sei. Se souber que vim aqui e falei de nossa intimidade... Vai pensar que estou me queixando.
PASTOR: - Não se preocupe irmã. Não saberá que veio conversar comigo. Saberei abordar o assunto sem levantar suspeitas.
HELENA: - Ah irmão! Não sabe o quanto lhe serei grata. Amo meu marido, e desejo que tudo volte a ser como antes.
PASTOR: - Será irmã. Confie em Deus. Ore. Nada melhor que a oração. Deus é nosso socorro nas horas mais dificieis.
HELENA: - Verdade. Farei jejum e orações. A paz irmão!
PASTOR: - A paz. (Ela sai, ele fica pensativo)
CENA XII
SUNAMITA: - Gostaria muito de ter ido a vigília.
MIDIÃ: - Não fica bem para nós, moças, sozinhas na companhia de rapazes, ainda mais sem nossos pais.
SUNAMITA: - Que bobagem! Daqui há uns meses você se casa com meu irmão.
MIDIÃ: - O povo fala!
SUNAMITA: - O povo vê maldade onde não existe.
MIDIÃ: - É impressão minha ou está gostando de Davi?
SUNAMITA: - Não. Não é impressão. Davi é um jovem interessante! Bonito, educado e está no caminho do senhor.
MIDIÃ: - E é principalmente livre.
SUNAMITA: - Exato! Que varão!
MIDIÃ: - Acha que tem chance?
SUNAMITA: - Só depende dele. Por que eu estou a fim.
MIDIÃ: - Que jeito de falar.
SUNAMITA: - Maninha... não quero ficar pra titia! Se eu dé mole, vem outra e cata. Misericórdia. Esse não me escapa
MIDIÃ: - Falando assim, parece que esta desesperada.
SUNAMITA: - Temos poucas opções aqui.
MIDIÃ: - Isac é completamente apaixonado por você.
SUNAMITA: - Isac não conta. O tenho como alguém da família. Bem que você podia me dar uma forcinha com o irmão Davi.
MIDIÃ: - Não sei como.
SUNAMITA: - Falando com Joel. Pelo que percebi, Joel está bem próximo do irmão Davi.
MIDIÃ: - Por que você mesmo não fala?
SUNAMITA: - Você acha? Joel jamais iria me ajudar. Mas você falando com jeitinho... Quem sabe?!
MIDIÃ: - Não acha que vais parecer bem oferecida.
SUNAMITA: - Desde que aceite, ótimo! Bem melhor que ficar solteirona.
MIDIÃ: - Já disse... só fica solteirona se quiser. Meu irmão...
SUNAMITA: - Vamos mudar de prosa? Esse assunto me aborrece. E você, como se sente as véspera do casório?
MIDIÃ: - Essa semana vamos conversar com o Pastor. Estou ansiosa. Não vejo a hora de marcarmos logo esta data.
SUNAMITA: - Nossa que pressa!
MIDIÃ: - Esperei a vida toda por esse momento. Sempre amei teu irmão, sabe disso.
SUNAMITA: - Como sei.
MIDIÃ: - Nosso amor é abençoado por Deus!
SUNAMITA: - E eu fico feliz por você ser a minha cunhadinha!
MIDIÃ: - Agora vamos... é tarde! (Saem)
CENA XIII
(Na gruta ajoelhados um de frete para o outro)
JOEL: - E disse o Senhor: Eu sou o caminho, a verdade e a vida... (Fixam os olhos um no outro. Calam. Estendem a mão) Oremos... Senhor meu Deus, peço-te... (Não resistem: beijam-se)
JOEL: - (Assustado) Por que fez isso?
DAVI: - Não sei...
JOEL: - É repugnante! (Se levanta)
DAVI: - Me perdoe! Aconteceu...
JOEL: - Meu Deus! Pecamos.
DAVI: - Quiseste tanto quanto eu...
JOEL: - Estas sendo usado pelo inimigo pra me tentar.
DAVI: - Não... nada disso... Não sejas tolo.
JOEL: - Tem consciência do que ocorreu aqui? Tem?
DAVI: - Claro! Apenas duas pessoas que se desejam...
JOEL: - Cala-te. Pecamos na presença de Deus.
DAVI: - Não fizemos nada demais... Foi só um beijo.
JOEL: - Não entende? A bíblia diz: “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. (Lv 18.22)
DAVI: - Não exagere! Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas.
JOEL: - Não blasfeme!
DAVI: - A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes lingüísticas: Homo (do Grego, significando "igual") e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado. E se for da vontade de Deus que a gente se ame?
JOEL: - Você... está sendo usado pelo inimigo pra provar minha fé...
DAVI: - Não. Estou apaixonado por você. (Abraça-o e beija-o outra vez. Joel deixa a bíblia cair no chão. Após o beijo, corre desesperado. Apagam-se as luzes)

FIM DO PRIMEIRO ATO

MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...