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fevereiro 06, 2013

LIÇÃO DE VIDA - TEATRO (CENA XI , XII E XIII)


CENA XI
NERISSA: - Inferno!
VALTER: - Do que tanto reclama?
NERISSA: - Nem longe tenho sossego.
VALTER: - Do que está falando?
NERISSA: - Vocês passam mais tempo naquele lar do que em casa.
VALTER: - E qual o problema?
NERISSA: - Me sinto só.
VALTER: - A escolha foi sua.
NERISSA: - Não é verdade.
VALTER: - Espero que aprenda... Não se pode controlar tudo.
NERISSA: - É... Burra! Burra... Meu Deus! Como sou idiota.
VALTER: - Que está dizendo?
NERISSA: - Nada, nada. (Pega a bolsa)
VALTER: - Onde vai?
NERISSA: - Ao cabelereiro. (Sai)
CENA XII
LISANDRA: - Leandro...
LEANDRO: - Fala.
LISANDRA: - Será que mamãe vai deixar vovô Oberon ir a minha festa de aniversário?
LEANDRO: - Se tratando da nossa mãe tudo é possível.
LISANDRA: - Se vovô Oberon não for, não quero festa.
LEANDRO: - Isso vai dar confusão. Dana Nerissa não vai gostar nada de saber que vovô Oberon será convidado.
LISANDRA: - Até imagino. E quando souber...
LEANDRO: - O que?
LISANDRA: - Que quero que ele dance a valsa comigo.
LEANDRO: - Caraca! Vai pirar.
LISANDRA: - Paciência!
LEANDRO: - Imagino que se ela souber... Até cancela a festa.
LISANDRA: - A festa é minha... Convido pra dançar comigo quem eu achar melhor.
LEANDRO: - Só me avise antes, quando for falar com ela... O chão vai tremer.
LISANDRA: - Se vai.
LEANDRO: - Vamos... (Saem)
CENA XIII
ARIELE: - Senhor Oberon?
OBERON: - Entre...
ARIELE: - Com licença.
OBERON: - Fique a vontade.
ARIELE: - Tem uma visita pra senhor.
OBERON: - Meu filho?
ARIELE: - Não... É dona Nerissa.
OBERON: - Nerissa? Me visitando...
ARIELE: - Posso pedir que entre?
OBERON: - Claro.
ARIELE: - Qualquer coisa... É só chamar.
OBERON: - Creio que não será preciso.
ARIELE: - Mas se for... (Sai)
NERISSA: - Pelo jeito... o senhor está bem instalado.
OBERON: - Sim estou. Nisto você não economizou.
NERISSA: - Pois é... Esta nos saindo muito caro.
OBERON: - Sente-se.
NERISSA: - Estou bem assim.
OBERON: - Você quem sabe.
NERISSA: - Vou ser breve e bem direta para que não haja dúvidas. Também não tenho muito tempo a perder.
OBERON: - Sou todo ouvido.
NERISSA: - Com essa carinha de bom velhinho, todo doce, delicado... Pensa mesmo que me engana? O senhor pode enganar a todos, menos a mim. Sei bem o que esta fazendo... Devia se envergonhar. Jogando meu marido, meus filhos, contra mim.
OBERON: - Não seja injusta.
NERISSA: - Injusta eu? Devia ter lhe jogado na sarjeta. Pois fique sabendo que sou muito generosa... Muitas em meu lugar já teria lhe jogado em um asilo destes de quinta...
OBERON: - Sabe qual seu problema?
NERISSA: - Claro que sei. Você.
OBERON: - Não. Sua baixa estima.
NERISSA: - Mas não será por muito tempo. Vou dar um jeito nisso... Se pensa que vai conseguir afastar minha família, jogando-os contra mim...
OBERON: - Não preciso fazer isto. Você faz por si própria.
NERISSA: - Velho! Maldito, asqueroso...
OBERON: - Não sou seu inimigo e nem a quero mal...
NERISSA: - Que bonzinho! Até me comove.
OBERON: - Que mais desejo é que seja feliz.
NERISSA: - Hipócrita! Escuta aqui seu velho... Quero-o bem distante da minha família e para isso farei o possível.
OBERON: - Escute aqui você... Não pode controlar os meus sentimentos ou sentimentos do meu filho e netos. Nossa relação é sincera que inclui amoe e respeito. E isso você não pode destruir.
NERISSA: - Você é manipulador. Mas a mim não engana.
OBERON: - Só você pode se enganar. Você está doente e precisa se cuidar.
NERISSA: - O senhor que vai precisar se cuidar com essa aposentadoriazinha desgraçada. Mas vou lhe dar um aviso, aproveite bem essa mordomia enquanto pode. Pois isso acabará. Quero lhe vê na sarjeta!
OBERON: - Não importa... Seja onde eu estiver, estarei em paz. E você?
NERISSA: - Só terei paz quando o senhor... Desaparecer de vez.
OBERON: - Longe dos olhos, próximo do coração!
NERISSA: - Por que odeia tanto?
OBERON: - tenho pena de você.
NERISSA: - Pena? Sou jovem, bonita e tenho uma vida toda pela frente. E você? Um velho ridículo.
OBERON: - Já fui jovem, bonito... Mas nunca tão ridículo quanto você. Se pensa que vinha aqui pra me fazer se sentir mal... Perdeu sua viagem. Estou ótimo. E agora tenho certeza que realmente você precisa de ajuda.
NERISSA: - Velho nojento!
ARIELE: - Com licença...
NERISSA: - Toda! (Sai)
OBERON: -
ARIELE: - O senhor está bem?
OBERON: - Estou.
ARIELE: - Perdão... Não pude evitar.
OBERON: - Está descontrolada.
ARIELE: - Precisamos comunicar a seu filho...
OBERON: - Não. Valter já tem problemas demais.
ARIELE: - Quer dar um volta.
OBERON: - Claro. O dia está lindo! Não podemos deixar que uma nuvem tão insignificante estrague este dia. Vamos! (Saem)

fevereiro 05, 2013

LIÇÃO DE VIDA - TEATRO (CENA III E IV)


CENA III
LISANDRA: - O clima aqui tá pesado.
LEANDRO: - Olha, depois da discursão de ontem, sei não...
LISANDRA: - Mamãe tá pegado pesado.
LEANDRO: - Novidade!
LISANDRA: - Enquanto não despejar vovô Oberon, não sossega.
LEANDRO: - Só resta saber se nosso pai vai aceitar esse capricho.
LISANDRA: - Não duvido nada. Sempre consegue o quer. Nosso pai sempre cede.
LEANDRO: - temos que fazer alguma coisa...
LISANDRA: - Que podemos fazer?
LEANDRO: - Não podemos deixar que jogue o vovô num asilo.
LISANDRA: - Não sei que fazer...
LEANDRO: - Bater de frente. Fazemos parte desta família e temos e não fomos consultados. E nossa opinião tem que ter algum peso.
LISANDRA: - Quer saber? Não.
NERISSA: - Ainda estão aqui? Andem... Vão se atrasar para a escola. (Filhos saindo) Hei? É assim?
LISANDRA: - Benção.
LEANDRO: - Benção...
NERISSA: - Deus os abençoem. (Saem)         
ARIELE: - Bom dia...
NERISSA: - Bom dia.
ARIELE: - Sou Ariele...
NERISSA: - Ah, sei. Assistente social... Por favor, entre... Sente-se.
ARIELE: - Obrigado. (Senta)
NERISSA: - Uma água, um suco?
ARIELE: - Aceito uma água.
NERISSA: - Só um momento... (Pega) Aqui.
ARIELE: - Obrigada.
NERISSA: - Estava a sua espera.
ARIELE: - Bom, Como já lhe adiantei por telefones, vim exclusivamente para apresentar a senhora a nossa instituição... Nesse prospecto posso reforçar as informações prestadas, apresentando todos os benefícios que diferencia nossa instituição das outras.
NERISSA: - Sei... Me interessou muito.
ARIELE: - Nosso espaço é pensado para o bem estar das pessoas que hospedamos, com espaço amplo com várias áreas de lazer e com profissionais qualificados para lidar tanto com questões emocionais quanto físicas.
NERISSA: - Isso é bom... fica mais fácil para convencer meu marido...
ARIELE: - Sem contar que também damos importância a higiene física e mental através de estímulos apropriado a cada necessidade. Se perceber nesta parte lateral, temos duas opções de leito, que é o individual ou o coletivo, isso vai conforme o perfil do cliente,
NERISSA: - Nossa! Parece até um hotel cinco estrelas.
ARIELE: - Nosso desejo é proporcionar o maior conforto a nossos hospedes assim como trazer tranquilidade a seus familiares.
NERISSA: - E o custo?
ARIELE: - Neste outro prospecto temos os preços conforme cada perfil.
NERISSA: - Nossa! Bem salgadinho.
ARIELE: - Conosco seu...
NERISSA: - Sogro.
ARIELE: - Seu sogro estará em boas mãos.
NERISSA: - Por esse preço, tem que ser tratado como rei. Embora ache um exagero. Bem... Vou conversar com meu marido, e logo que possível entro em contato.
ARIELE: - Claro. Então, aguardo sua ligação e espero que nossa instituição possa prestar serviço para sua família.
NERISSA: - Pode deixar...
ARIELE: - Também aguardamos a visita em nossa intuição para que possam confirmar as informações que estão neste prospecto.
NERISSA: - Pode deixar. Assim que conversar com meu marido, ligo para marcar uma visita.
ARIELE: - Então... Prazer... E até breve.
NERISSA: - Até. (Ariele sai) Por mim jogava esse velho rabugento em qualquer muquifo. Atraso de vida! (Sai)
CENA IV
(Entra Oberon)
LISANDRA: - Vovô...
OBERON: - Oi minha querida.
LISANDRA: - Que faz aqui tão solitário?
OBERON: - Nem sempre está cercado de pessoas nos faz sentir acompanhados. Já ouviu falar em solidão a dois?
LISANDRA: - Já.
OBERON: - É um tipo de solidão e muitas vezes mais doloridas que existe. Solidão é como felicidade, um estado de espírito, esta muito ligado a sua satisfação
LISANDRA: - Não está se sentindo assim, esta?
OBERON: - Não minha querida, claro que não. As vezes precisamos nos isolar um pouco para ouvir a voz que vem de dentro do nosso coração.
LISANDRA: - Que está tentando dizer?
OBERON: - Que na vida somos pego por cada surpresa.
LISANDRA: - As vezes a vida é tão cruel...
OBERON: - Não minha queria. A vida, nunca é cruel, é perfeita, as pessoas com sua ignorância, é que são cruéis.
LISANDRA: - Refere-se a mamãe?
OBERON: - Não. Meu bem, sua mãe é uma vítima do próprio egoísmo... Mas essa mesma vida ainda dá outras chances de se modificar, de aprender com os erros.
LISANDRA: - Não concordo com que deseja fazer.
OBERON: - Não se preocupe minha menina... Não cai uma só folha se não for da vontade de Deus. Como dizia o poeta desconhecido: Tudo fica bem quando se termina bem... E se não terminar bem? É por que não terminou.
LISANDRA: - Não pode fazer isso. O senhor é meu avô, faz parte dessa família.
OBERON: - Não importa onde eu esteja. Nunca deixarei de ser teu avô, ou de fazer parte dessa família. (Mão no peito) Por que perto está quem aqui está. (Se abraçam)
LISANDRA: - Papai não deixará.
OBERON: - Que tem que ser, será. Me acompanha a um passeio?
LISANDRA: - Claro. É sempre uma honra.
OBERON: - Senhorita... (Saem)

janeiro 31, 2013

LIÇÃO DE VIDA - TEATRO (ATO I CENA I E II)


LIÇÃO DE VIDA
De: Marcondys França
Personagens:
VALTER
NERISSA (Mulher de Valter)
LISANDRA (Filha)
LEANDRO (Filho)
OBERON (Pai de Valter)
ARIELE (Assistente Social)
PRIMEIRO ATO
CENA I
(Oberon esta sentado em uma poltrona, parece nostálgico)
VALTER: - Ainda acordado papai?
OBERON: - Sim... A insônia insiste em não me abandonar...
VALTER: - Precisamos averiguar isto. Suas insônias estão mais constantes.
OBERON: - Com o passar do tempo, o pesar da idade... As lembranças, a saudade, o pesar das horas nos atormentam.
VALTER: - Nostalgia...
OBERON: - Não. Apenas lembranças, de um tempo que não volta mais. O que nos restam, se não memorias, ou flashs de memorias, de tudo que foi vivido e ou que deixamos de viver acreditando que tínhamos todo tempo do mundo.
VALTER: - Ainda não acabou. Tem muito ainda que viver... Então pra que desperdiçar... O passado é importante, mais não deve deixar que seja muito mais importante que o presente.
OBERON: - Tem razão. Aproveitar o presente! Hoje entendo o futuro não existe, por que hoje passara a ser passado e amanha? Presente. Irônico não?
VALTER: - Então viva  papai... Viva intensamente cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia...
OBERON: - Não desperdiço, nem deixo de viver... No mais sou cercado de amor... Só que não dá pra deixar de recordar os momentos vividos...
VALTER: - Mamãe lhe faz muita falta, não é mesmo?
OBERON: - Sim, faz. Mas prefiro pensar que ela está bem, feliz... Que neste momento, ela está num lugar muito especial, tão especial quanto ela, sentada na relva verde, sentindo o vento acariciado sua face, contemplando a beleza de um lindo lago azul de águas transparentes... Sendo protegida pela sombra de uma árvore.
VALTER: - Oh, pai! Sempre achei que devias ser um poeta.
OBERON: - Não é poesia... É como imagino que seja o outro plano...
VALTER: - Não vamos mais falar disso... Eu estou aqui. Nós estamos aqui com o senhor.
OBERON: - O ruim de se viver muito... E presenciar a partida de todos que conhecemos e amamos...
VALTER: - Não diga isto. Queremos que viva bastante. Desejo que presencie meus filhos casarem, que segure em seu braços o seu bisneto...
OBERON: - Bisneto... Ah! Espero ter forças, não ser tão velho que não possa segurar...
VALTER: - O senhor é forte feito um touro! (Riem) Eu ajudo.
OBERON: - Sendo assim... Me sinto animado. Só espero que não demore muito.
VALTER: - Também não precisa ser pra tão logo, né?
OBERON: - Eu espero.
VALTER: - Mas falando sério... Me preocupa vê-lo assim, calado. Quietinho, num cantinho...
OBERON: - Diz o poeta: “E preciso que se aprenda a conviver com o silêncio, ele nos dirá em poucas palavras, tudo aquilo que precisamos ouvir”.
VALTER: - Pai... Quero que saiba, sempre estarei aqui.
OBERON: - Tem sua família. Não deve se importar com um velho...
VALTER: - Hei! Psiiii! Não diga isto. O senhor faz parte desta família.
OBERON: - Não quero ser um estorvo...
VALTER: - Não é. É meu pai, meu amigo de sempre, meu herói que sempre admirei.
OBERON: - Oh, filho! Sou o pai mais orgulhoso do mundo.
VALTER: - Se sou este homem, com estes valores, é por que segui seu exemplo, de honestidade e humanidade. (Se abraçam)
OBERON: - Meu querido filho.
VALTER: - Agora vamos... É tarde.
OBERON: - Claro. Vamos, filho.
VALTER: - E o senhor tente dormir. (Saem)
CENA II
NERISSA: - Precisamos conversar...
VALTER: - Bom dia Nerissa.
NERISSA: - Pra você o dia sempre está bom...
VALTER: - Não estou entendendo.
NERISSA: - Será? Ou finge que não entende?
VALTER: - Seja mais clara.
NERISSA: - Temos que dar uma solução...
VALTER: - Não estou entendendo...
NERISSA: - Não percebe que Lisandra já é uma moça, não dar mais para continuar no mesmo quarto que o irmão.
VALTER: - Que quer que eu faça?
NERISSA: - O que tem que ser feito.
VALTER: - Já conversamos sobre isto.
NERISSA: - Querido...
VALTER: - Não. Negativo...
NERISSA: - Valter...
VALTER: - Já disse que não. Não vou colocar meu pai num asilo.
NERISSA: - sabe que isso será inevitável.
VALTER: - Que esta dizendo?
NERISSA: - Seu pai vai precisar de cuidados...
VALTER: - Meu pai não é um objeto descartável.
NERISSA: - Não disse que era.
VALTER: - Mas age como se fosse. Como um objeto que depois de velho se descarta...
NERISSA: - Só acredito que seria viável...
VALTER: - o que?
NERISSA: - Calma. É que eu estive pesquisando... E encontrei um lugar...
VALTER: - Não. Nem começa.
NERISSA: - Por favor... Apenas me ouça. Olha, veja... (Dar um panfleto)
VALTER: - Um asilo.
NERISSA: - Não. Um lar... Olha bem... É diferente de tudo que já vimos.
VALTER: - nenhum lugar é melhor que o seio da família.
NERISSA: - Se quiser, podemos fazer uma visita. Conhecer...
VALTER: - Você esta louca.
NERISSA: - Solicitei a visita de um representante...
VALTER: - Não fez isso.
NERISSA: - Fiz.
VALTER: - É imperdoável.
NERISSA: - Acho bom você dar atenção. A situação aqui em casa esta ficando insustentável.
VALTER: - Realmente esta.
NERISSA: - Se continuar... Você terá que escolher.
VALTER: - Escolher?
NERISSA: - Sim. Escolher. Ou eu, ou ele. Os dois não dá.
OBERON: - Não será preciso.
VALTER: - Pai?
OBERON: - Sua mulher tem razão. Estou incomodando.
VALTER: - Nada disso.
OBERON: - Estou sendo demais.
VALTER: - Não está. É meu pai.
OBERON: - Não posso atrapalhar sua vida.
NERISSA: - Deu para escutar atrás da porta seu Oberon?
OBERON: - Sou velho, mais não sou surdo.
NERISSA: - Devia agradecer por todos esses anos...
VALTER: - Chega Nerissa!
NERISSA: - Chega mesmo. Estou no meu limite.  (Sai)
OBERON: - Ela tem razão.
VALTER: - Está louca.
OBERON: - Filho  já vivi o bastante... Não destrua sua família por causa de um velho.
VALTER: - Para. O senhor não é um velho... É meu pai.
OBERON: - E por ser seu pai, filho, te peço, ouça sua mulher.
VALTER: - Isso é loucura.
OBERON: - Acha que ficarei feliz aqui sabendo da insatisfação da sua mulher por causa da minha presença?
VALTER: - Oh, pai...
OBERON: - Por mim... Ouça o que ela tem a lhe dizer.
VALTER: - Mas pai...
OBERON: - Ficarei bem. Vá com ela conhecer este lugar. Pode ser bom.
VALTER: - Não posso fazer isso. Vai contra meus princípios.
OBERON: - Tem hora que temos que tomar certas decisões mesmo contra nossa vontade. Mas são decisões para o bem de todos. (Sai)
VALTER: - Droga! Que situação?! (Sai)

MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...