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dezembro 24, 2019

FELIZ NATAL

Natal, aniversário do menino, menino Jesus.
E lembranças daquele menino que fui, e de certo modo ainda sou.
Menino que sonhava, e mesmo não tendo seus sonhos realizado, nunca deixava de acreditar, que se não foi naquele momento, sempre haverá natal. Aquele menino que tão jovem, inocente e esperançoso, que ainda a mesa não fosse farta, aquele pouco unia. Todos com alegria e gratidão. Ali reunido com parentes só tinha a agradecer, descobria nas dificuldades que a felicidade não estava no muito, pois muitos dariam tudo para sentir aquela satisfação e felicidade que sentia.
O menino cresceu, virou  homem, e hoje olha pra trás com carinho, e muita saudades daquele menino que o ensinou o verdadeiro sentido do natal. Que é a paz de espírito, que esteja onde estiver, ainda que seja com um pedaço de pão duro, agradecerá ao outro menino, que também virou homem e deu sua vida por todos, e nada o deixou falta.

Aos amigos, conhecido, meu J e familiares, o desejo de um feliz natal.

janeiro 18, 2012

MENSAGEM DE CARINHO

Sempre fico muito comovido quando um de meus educandos me escreve algo, o simples fato de lembrar, para mim vale muito mais que qualquer furtuna.

Meu caro Ian Dennis, felicidades para todos nós!

dezembro 15, 2011

O NATAL E SUAS SIMBOLOGIAS

O natal começa no quatro domingos antes do dia 25 de dezembro, segundo Pe. Olmes Milani, com o início do ano Litúrgico, período conhecido como Advento, que sigifica tempo de expectativa e esperança. Que nos remete a Jõao Batista, o percusor, que veio preparar a vinda de Cristo, o prometido.

A guirlanda adornada e decorada com quatro velas, cada uma representa um dos domingos que antecedem o natal. A cada domingo uma dessas velas é acesa.

O presépio aos poucos vai sendo montado ficando a figura do Menino Jesus para a noite de natal, e esta montagem termina só no dia seis de janeiro quando se celebra a chegada dos reis Magos vindo do Oriente para adorar a Jesus.

A montagem do presépio foi uma idéia de São Francisco de Assis no século XIII. Como as pessoas não sabiam ler, poderiam conhecer sobre as escrituras atraves das dramatizações, e mais tarde, tranformando estas encenações em presépios.

A árvore de natal representa a vida plena, pois nas regiões nórdicas e do extremo sul do planeta, a maior parte das árvores deixam suas folhas caírem durante os frios severos do inverno. Mas apesar do intenso frio o pinheiro é resistente e mantém seu verde pujente e com vigor.

Os Reis Magos, eram estudiosos que descobriram que em Belém da Judéia, devia nascer um Rei e seguindo uma estrela chegram até o local onde viram Jesus envolto em panos junto com Maria e José.

fevereiro 02, 2011

ELES SEGUIRAM A ESTRELA (Texto de Teatro)

ELES SEGUIRAM A ESTRELA
Adaptação: Marcondys França

PERSONAGENS:
NARRADOR
MARIA
JOSÉ
ANJO
GASPAR
BERCHIOR
BALTAZAR

NARRADOR: - Há dois mil e nove anos aconteceu algo maravilhoso que mudou a rumo da humanidade. Deus, que é pai, enviou seu único filho para que o mundo fosse salvo. E aconteceu assim... (Entra Maria) Maria era uma jovem muito simples que vivia em uma cidade chamada Nazaré. Sempre procurava fazer a vontade Deus. Um dia estava rezando em sua casa e percebeu uma visita inesperada de um anjo.

ANJO: - Maria não temas, porque o senhor é contigo e achaste graças diante de Deus.

NARRADOR: - Maria ficou confusa com as palavras do anjo e pensou: O que será isso? Então o anjo lhe disse...

ANJO: - Eis que em teu ventre conceberás e darás a luz á um filho, e darás o nome de Jesus. Ele virá para trazer paz, amor e vida aos homens de boa vontade e fé.

MARIA: - Como isso é possível. Visto que não vivo com homem algum?

NARRADOR: - E, respondendo o anjo, disse-lhe:

ANJO: - Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do altíssimo irá te cobrir com sua sombra; e a criança que de ti há de nascer, será chamada filho de Deus.

MARIA: - Eis que está aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra .

NARRADOR: - O anjo se afastou e deixou Maria com muita paz. Algum tempo se passou até que Maria contou a josé as boas novas porém ele confuso decidiu abandoná-la. Mas eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e disse-lhe...

ANJO: - José filho Davi, não temas em receber a Maria, tua mulher, porque a criança que nela é gerada é obra do Espírito Santo, darás luz um filho e o chamarás de Jesus; porque ele salvará o mundo dos seus pecados.

NARRADOR: - E José despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, recebeu Maria como esposa. Passando os noves meses quando já estava na hora do menino Jesus nascer, José, esposo de Maria, resolveu procurar um lugar para acolher o menino. E em Belém o único lugar que encontraram foi uma gruta, um lugar onde os animais comiam e dormiam.

MARIA: - José... É chagada a hora do menino nascer.

JOSÉ: - Aqui Maria ele estará seguro e aquecido por nós e os animais.

NARRADOR: - Neste momento apareceu no céu uma estrela muito grande e bem clara que anunciava o nascimento do menino Jesus, Filho de Deus, e indicava aos reis magos onde encontrar Jesus.

GASPAR: - Sou Gaspar. Eu trouxe ouro, a riqueza do mundo.

BERCHIOR: - Sou Berchior. Eu trouxe mirra, para perfumar o mundo.

BALTAZAR: - Sou Baltazar. Eu trouxe insenso para purificação e paz do mundo.

CORAL

NARRADOR: - Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade! É natal. Devemos recebê-lo com amor, carinho e solidariedade... Que a luz, a paz e a sabedoria cheguem a todos os lares.
Desejamos a todos um feliz natal! Que Deus abençoe a todos nós.

F I M

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL (Texto de Teatro)

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL
De: Marcondys França
Personagens: Elenco:
Karina..........................................................CÍCERA MARINS
Augusto..................................................MARCONDYS FRANÇA
Claudia.........................................................IVETHY DIANNE
Carlos...........................................................LUCIANO JOSÉ
Alice...............................................................LEILA NUNES
Ana............................................................ERIKA MADRUGA
Rodolfo.................................................HELENILTON VIGÁRIO
Dr.Júlio....................................................ANTÔNIO PEREIRA

(No Consultório Médico)
AUGUSTO: - Doutor Júlio, por favor não me esconda nada eu preciso saber...
JÚLIO: - Calma Augusto.
AUGUSTO: - Calma?! Como posso Ter calma? É minha vida!
JÚLIO: - Desespero não adiantará de nada. Só complicará ainda mais as coisas...
AUGUSTO: - O que tenho Doutor Júlio?
JÚLIO: - Seja forte, meu amigo. Você tem um tumor alojado em seu celebro.
AUGUSTO: - É maligno?
JÚLIO: - Infelizmente sim.
AUGUSTO: - Oh, Meu Deus!
JÚLIO: - Faremos tudo que for possível! Vamos começar com quimioterapia.
AUGUSTO: - Quando?
JÚLIO: - Imediatamente.
AUGUSTO: - Não. Depois do natal.
JÚLIO: - Não podemos arriscar.
AUGUSTO: - Não vou estragar o natal da minha família.
JÚLIO: - Augusto...
AUGUSTO: - Boa Noite doutor Júlio.
JÚLIO: - Augusto... (Augusto sai) Teimoso!
(Apaga-se as luzes. Cena em sua casa sentado pensativo)
RODOLFO: - Boa noite?! Tudo bem com o senhor doutor Augusto?
AUGUSTO: - Sim, Rodolfo... está tudo bem.
RODOLFO: - O senhor está meio abatido...
AUGUSTO: - É cansaço. Tenho trabalhado muito! Vá dormir já está tarde.
RODOLFO: - O senhor não precisará de mim?
AUGUSTO: - Não se preocupe.
RODOLFO: - Então conlicença, boa noite!
(Augusto toma um drinque abaixa luz)
KARINA: - Minha nossa como estou atrasada!
RODOLFO: - Vai sai dona Karina?
KARINA: - Sim Rodolfo, vou as compras. Por acaso sabe a que horas Augusto saiu?
RODOLFO: - Logo cedo senhora.
KARINA: - Eu, ein!? Que foi, madrugou é?! Quando as crianças acordarem diga que fui ao shoping. Este ano quero uma festa muito luxuosa. Quero que nossa natal seja o mais comentado desta cidade!
RODOLFO: - Se depender de seu entusiasmo... Quero saber se posso armar e por os enfeites na árvore de natal...
KARINA: - Não, não Rodolfo. Quero fazer isto pessoalmente. Não vou perder a oportunidade, de colocar todos enfeites escolhidos a dedo! Enfeites esses que me custaram os olhos da cara! Do jeito que você é desastrado bem capaz de quebrar meus bebelôs.
RODOLFO: - Senhora!
KARINA: - Está me olhando aí espantado por que? Já ao trabalho, vamos!
RODOLFO: - Sim senhora.
KARINA: - Vou encher a árvore de presentes. Ah, como é bom ter dinheiro. Dinheiro é tudo!
RODOLFO: - Eu gosto muito do natal é uma época linda, é o dia de comemorar o nascimento do menino Jesus!
KARINA: - E... Vamos parando com está estória idiota! Deus, Jesus, saci pererê é uma invenção de quem não tem o que fazer. Isto tudo não passa de um mito dos mais baratos.
RODOLFO: - (perplexo) Dona Karina!...
KARINA: - Chega Rodolfo. Não se fala nisso. Alice ligou?
RODOLFO: - Sim senhora. Ela está lhe esperando no apartamento dela! (Karina sai o telefone toca)
RODOLFO: - Alô! Residência da família Alcantara. Olá, como vai dona Alice?! Não... acabou de sair... sim dei o seu recado. Não há de que! Outro! Até logo.
(entra claudia)
CLAUDIA: - Rodolfo! Quem era?
RODOLFO: - Era sua tia, Alice.
CLAUDIA: - Minha mãe, onde está?
RODOLFO: - Foi ao shoping.
CLAUDIA: - Bem que ela poderia ter me avisado. (entra Claudio)
CARLOS: - Rodolfo, sabe onde está a chave do carro?
RODOLFO: - Sim senhor vou buscar.
CLAUDIA: - Carlos me dá uma carona?!
CARLOS: - Claro! Mas tem que me prometer que vai ficar calada.
CLAUDIA: - Eu prometo! Vou buscar a mochila.
RODOLFO: - Aqui está as chaves. Dirija com cuidado!
CARLOS: - Esquenta não, tá comigo tá com Deus! (sai)
CLAUDIA: - Ué?! Cadê Carlos?
RODOLFO: - Acabou de sair.
CLAUDIO: - Ah! Não isso não é justo! Miserável. Carlos, Carlos... (sai)
RODOLFO: - Haja ouvido
(entra Alice e Karina)
ALICE: - Ah, não eu juro que não acredito...
KARINA: - Pois é querida, já fiz a lista no mínimo mil convidados.
ALICE: - Que exagero! Mil convidados Karina?
KARINA: - Quero uma super festa! Olha aqui, preste bastante atenção... eu tenho fazendas, gados, alguns imóveis e principalmente dinheiro. Então por que não usufruir de tudo isso? Eu posso meu bem! Quem pode faz, bem feito.
ALICE: - Eu sei, mas acho...
KARINA: - Não quer me vê zangada com você, não é querida?
ALICE: - Claro que não! Quem sou eu para mudar a cabeça dessa cunhada tão...
KARINA: - Fina, fina meu bem!
ALICE: - Que livro é aquele no sofá?
KARINA: - Não faço a mínima idéia!
ALICE: - É uma bíblia!
KARINA: -Bíblia?! Só pode ser daquele estrambelhado do Rodolfo. Não se faz mordomo como antigamente! Só tolos acreditam em contos.
ALICE: - Isso não é um conto. É verdade.
KARINA: - Pare. Pare com isso... não acredito que você vai me fazer um sermão.
ALICE: - Seria inútil. Teimosa como você é, seria perda de tempo. Agora me deixe ir. Vou buscar mamãe no aeroporto.
KARINA: - Dê um beijo nela por mim.
ALICE: - Até logo!
KARINA: - Até. (Alice sai entra Claudia)
CLAUDIA: - Até que fim lhe encontrei mamãe.
KARINA: - (com atenção nos presentes) O que foi, é dinheiro?
CLAUDIA: - Não, é sobre a festa.
KARINA: - O que tem a festa minha filha?
CLAUDIA: - Será que a senhora poderia ao menos olhar para mim...
KARINA: - Claro filha o que foi?
CLAUDIA: - Será que eu poderia trazer meu namorado para a ceia...
KARINA: - Claro filha, o Fabrício é um bom rapaz, também sendo filho de quem é... Deputado Fagundes Vieira!
CLAUDIA: - Não é o Fabrício mamãe, a senhora sabe que não suporto aquele esnobado.
KARINA: - Gente de seu nível!
CLAUDIA: - Não é garantia de felicidade.
KARINA: - Não seja tola.
CLAUDIA: - Não é tolice gostar das pessoas como elas são.
KARINA: - Amor não enche barriga!
CLAUDIA: - Mais dá sentido a vida!
KARINA: - Já vi muitas histórias que a fome entra pela porta e o amor foge pela janela.
CLAUDIA: - A senhora já amou algum dia?
KARINA: - Eu amo a vida minha filha, a vida que levo!
CLAUDIA: - Somos diferente, prefiro arriscar.
KARINA: - Com aquele João Ninguém? Não seja ridícula minha filha. Aquele rapaz não tem nada a oferecer.
CLAUDIA: - Tem amor...
KARINA: - Não diga!
CLAUDIA: - Posso trabalhar.
KARINA: - Você, não me faça rir. Não o traga. Isto é um a aviso. Lugar de mendigos é embaixo da ponte e aqui não ponte.
CLAUDIA: - A senhora acha que dinheiro, status, aparência é tudo? Pois não quero ser como a senhora, fria e dura, que só pensa em sí própria. Egoísta, é isso que a senhora é.
KARINA: - Ora sua fedelha, me respeite. (Claudia sai) É nisso que dá querer o bem dos filhos. Não pense que vai estraga minha ceia, por que não vai.
KARINA: - Rodolfo, Rodolfo... onde você estava?
RODOLFO: - Eu dona Karina...
KARINA: - Incompetente! Chispa!
RODOLFO: - Sim senhora...
KARINA: - Fora, fora! Ôh, lerdesa! (entra Claudio)
CLAUDIO: - Boa noite mamãe!?
KARINA: - Boa noite, filha!
CLAUDIO: - Papai?
KARINA: - Não chegou ainda. Espero que não demore, tenho coisas importantíssima para tratar com ele! (toca campânhia) Rodolfo! Rodolfo...
RODOLFO: - Sim senhora?
KARINA: - Você está surdo?
RODOLFO: - Não senhora.
KARINA: - O que está esperando? Atenda à porta!
RODOLFO: - Com licença!
KARINA: - Ah, demência!
CARLOS: - Mãe, você não acha que foi dura de mais com Rodolfo?
KARINA: - Não. Se deixar, os criados tornam-se nossos chefes! Conheço gente dessa laia. E não se meta em minhas ordens. Já pro quarto!
CARLOS: - Odeio quando você me trata assim, como criança.
KARINA: - Tire as fraldas, vire homem, e depois ousa em me repreender! (Carlos sai)
AUGUSTO: - (triste) Boa noite querida?!
KARINA: - Preciso muito falar com você...
AUGUSTO: - Agora não...
KARINA: - Agora não? Essa é boa! Augusto, não agüento mais... sabe que está acontecendo?... Não, você não sabe... não dar a mínima.
AUGUSTO: - Chega Karina! (breve silêncio) Vá direto ao assunto.
KARINA: - Nossa filha está de chamego com um marginalzinho qualquer, um pé raspado, um zé niguém! E você não diz nada, não faz nada!
AUGUSTO: - O rapaz é uma boa pessoa!
KARINA: - Boa pessoa? Não me faça rir! O bom rapaz não tem nem onde cair morto.
AUGUSTO: - Qual é sua preocupação?
KARINA: - O futuro de nossa filha! Futuro esse que nos custou caro.
AUGUSTO: - O rapaz estuda, trabalha. O que mais você quer?
KARINA: - Faz um supletivo noturno numa escolinha pública, trabalha numa loja de sapatos de Quinta! Agora me responda: que futuro poderá dar a nossa filha esse pobre coitado!?
AUGUSTO: - Além de amor, carinho, felicidade, quem sabe a mesma coisa ou até mais que eu tenho lhe dado!
KARINA: - Isso! Sonhe, mais sonhe mesmo. Deixa aquela estranbelhada ouvi isso, ai você vai vê o que dar sonhar. Quero vê quando tempo dura um sonho de barriga vazia.
AUGUSTO: - Olha Karina... deixa par lá. Você não entende!
KARINA: - Seu ingrato. Assim que me trata? Estou pensando na felicidade de nossa filha!
AUGUSTO: - Boa noite!
KARINA: - Augusto. Augusto. Ingrato! Se pensa que vou deixar minha filha, jogar nossa nome na lama está enganado. (sai. Apagam-se as luzes)
(Augusto triste)
AUGUSTO: - Quem está aí?
RODOLFO: - Sou eu senhor
AUGUSTO: - Acordado a esta hora?
RODOLFO: - Sim senhor, gosto de ler ante de dormir.
AUGUSTO: - Que livro é este?
RODOLFO: - É uma bíblia.
AUGUSTO: - Você acredita?
RODOLFO: - Sim senhor. E o senhor, acredita?
AUGUSTO: - Muitas vezes quero acreditar.
RODOLFO: - Não sei nem como falar sobre esse tema com o senhor doutor Augusto.
AUGUSTO: - Rodolfo, o que você faria se soubesse que, iria morrer?
RODOLFO: - Eu faria como Marta.
AUGUSTO: - Marta? O que fez?
RODOLFO: - Foi aos pés de nosso senhor Jesus Cristo e disse-lhe: “Senhor se tu estivesse aqui isto não teria acontecido.”
AUGUSTO: - E o que aconteceu?
RODOLFO: - Lázaro, irmão de Marta, a três dias morto. Mas Jesus o fez ressuscitar. Em muitas passagens a bíblia cita cura através da fé.
AUGUSTO: - Fé! Esse Deus parece muito poderoso.
RODOLFO: - Parece não. Ele é poderoso. Desculpe-me a minha petulância mas, o senhor está com algum problema?
AUGUSTO: - Como se faz contato com esse Deus?
RODOLFO: - Humildemente, ajoelhe, feche os olhos, e conte-lhe toda sua dor... se abra com ele, que não lhe desamparará.
AUGUSTO: - Boa noite.
RODOLFO: - Boa noite doutor Augusto! Que Deus lhe abençoe. (sai)
AUGUSTO: - Boa... Será que dar certo. Deus... muitos falam de você, Falam várias coisas como: cura, milagres,... eu nunca dei ouvidos... mas pelo que vejo, eu sei, não tenho outra alternativa a não ser está recorrer a ti, minha fé é pequena, mas,... minhas esperanças são grandes. Não quero morrer! Meu dinheiro, minha posição, ou mesmo meu amor a minha família não pode me salvar... mas ouvi dizer que você pode. Falta pouco para o natal, e é isto que lhe peço. (entra Karina)
KARINA: - Que loucura é essa, deu par falar sozinho é? Velhice eu sei que não é, então só pode ser loucura mesmo. (rir)
(Augusto passa mal)
AUGUSTO: - Augusto você está louco?! Augusto para com isso, que brincadeira é está? Augusto... Augusto.... Rodolfo?! Rodolfo socorro. (entra Claudia)
CLAUDIA: - O que foi?!
KARINA: - Seu pai...
CLAUDIA: - Pai?!
RODOLFO: - Meu Deus o que é isso?
CARLOS: - Pai?
RODOLFO: - Vou ligar para doutor Júlio.
CLAUDIA: - Isso mesmo...
KARINA: - Meu marido... Os negócios! Aí eu nem quero pensar?!
CARLOS: - Ora mãe, isso é hora de pensar em negócios!?
KARINA: - Já lhe falei para não se meter quando eu estiver falando. Alguém tem que pensar nos negócios de seu pai, imagina se...
CLAUDIA: - Mãe!
KARINA: - Temos que ser fortes...
CARLOS: - Chega!
RODOLFO: - O doutor já está a caminho.
(Augusto melhora)
KARINA: - Augusto!
CARLOS: - Pai!
CLAUDIA: - Ôh pai! Que susto.
KARINA: - Saiam todos.
CLAUDIA: - Mãe!
KARINA: - Saiam... (saem) Que é, que me matar do coração é? Você que se atreva a morrer... sem antes deixar um testamento.
RODOLFO: - Dona Karina...
KARINA: - Já lhe disse que não quero ser interrompida!
RODOLFO: - Mas senhora...
KARINA: - Então chispa!
RODOLFO: - É que doutor Júlio...
KARINA: - Doutor Júlio?
RODOLFO: - Sim senhora.
KARINA: - Mande-o entrar! É muita lerdeza!
JÚLIO: - Boa noite!?
KARINA: - Boa noite, doutor!
JÚLIO: - Então o que houve?
KARINA: - Não sei bem, mas pareceu-me um desmaio.
JÚLIO: - Deixe-me ver.
KARINA: - Fique a vontade se precisar de qualquer coisa é só avisar. (com ternura) Querido tudo vai dar certo!
JÚLIO: - Augusto você não está facilitando meu trabalho. Lhe pedi para não se expor...
AUGUSTO: - Estou bem!
JÚLIO: - Não, não está! Tinha que começar a quimioterapia.
AUGUSTO: - Eu não vou morrer. Não vou!
JÚLIO: - Ninguém disse isso.
AUGUSTO: - Como vou contar isso a minha mulher, meus filhos, minha mãe? Como? Como!?
JÚLIO: - Eu posso contar-lhes!
AUGUSTO: - Não. Eu contarei!
JÚLIO: - Pelo que vejo, já está melhor. Augusto se quer mesmo viver precisa seguir as prescrições. Ajude- nos nessa batalha.
AUGUSTO: - Farei o que for preciso.
JÚLIO: - Ótimo!
KARINA: - Então doutor?
JÚLIO: - Tudo sobre controle.
KARINA: - E o que meu marido tem?
JÚLIO: - Não se preocupe, está tudo sobre controle. Boa noite!
KARINA: - Se eu fosse você trocaria de médico, esse daí não é nada profissional, não vou bem com ele, nossos santos não se batem!
AUGUSTO: - No dia que você for bem com alguém, é o fim do mundo!
KARINA: - Isola! Fim do mundo, morte, nem pensar! Falando nisso, é bom você preparar o testamento...
AUGUSTO: - Você quer que eu morra?
KARINA: - Claro que não! Se digo isto é para o bem da nossa família. A morte não manda aviso!
AUGUSTO: - E se você morrer primeiro!
KARINA: - Tenho saúde de ferro!
AUGUSTO: - Vamos deixar de conversa fiada... me ajude.
KARINA: - Não estou dizendo! (saem)
CLAUDIA: - Está difícil de aturar minha mãe.
CARLOS: - Cada dia mais insuportável!
RODOLFO: - É o jeito dela. As vezes acredito que dona Karina já sofreu muito antes de casar-se com seu pai. (campanhia)
Claudia: - E daí o que temos haver com isso?
CARLOS: - Não deveria ser o contrário? Se sofreu na infância ou na adolescência, deveria até ser mais dócil!
CLAUDIA: - Vovó!
CARLOS: - E aí vó?!
ANA: - Olá, meus queridos!
CLAUDIA: - Oi tia Alice?!
ALICE: - Oi crianças!
RODOLFO: - Crianças onde?
ANA: - Rodolfo! (abraça)
RODOLFO: - Dona Ana, Quanta saudades!
ANA: - Obrigado querido!
ALICE: - Tudo bem Rodolfo?
RODOLFO: - Melhor agora!
ALICE: - E Karina?
ANA: - Augusto?
RODOLFO: - Vou avisá-los que as senhoras já chegaram.
ANA: - Que carinhas tristes são estas!? Não quero vê tristezas, esse mês é um mês muito especial, é natal! Alegria meus anjos!
CLAUDIA: - Como posse ter alegria se não posso namorar quem amo?
ANA: - Se está havendo proibição é porque existe alguma coisa de errado.
ALICE: - Acho que já sei qual a razão! De quem partiu a proibição?
CLAUDIA: - Minha mãe. Quem mais poderia ser!
ALICE: - Eu sabia!
ANA: - e seu pai?
CARLOS: - Meu pai? (rir)
ANA: - Eu trouxe uns prestinhos para vocês...
CARLOS: - Oba!
ALICE: - Nem pense nisso baby!
ANA: - Abrir só na noite de natal!
CARLOS: - Tá bom, vou tentar segurar a onda! Vou nessa!
CLAUDIA: - Me dá uma carona?
CARLOS: - Anda logo!
CLAUDIA: - Tchau!
ANA: - Vão com Deus!
(entra Karina)
KARINA: - Querida Ana!
ANA: - Oi Karina!
KARINA: - Alicinha...
ALICE: - Tudo bem?
KARINA: - Ótimo! E agora melhor ainda. Pensei que a senhora só vinhesse na vespera de natal!
ALICE: - Mamãe resolveu vir antes!
KARINA: - Que bom, fico feliz!
ALICE: - Bem, eu tenho que ir.
KARINA: - Mas já! Mau chegou. Pensei que fosse ficar mais... É que preciso dar uma saídinha, e pensei que pudesse fazer compânia a sua mãe.
ANA: - Não se preocupem comigo. Karina antes que saia será que posso dar uma palavra com você?
KARINA: - Claro querida!
ANA: - Claudia esteve...
KARINA: - Minha querida sogra, não se deixe levar... a única coisa que quero é a felicidade da minha filha...
ANA: - Mas Karina...
KARINA: - Faço o melhor que posso pela educação de meus filhos e como a senhora sabe não é nada fácil! (sai, Ana senta-se)
ALICE: - Mãe! Rodolfo...
RODOLFO: - Sim senhora?! O que houve?
ALICE: - Traga um copo com água. Que foi?
ANA: - Não sei... - Um mal pressentimento!
ALICE: - Não fale assim mãe! Não lhe faz bem.
ANA: - É como se alguma coisa estivesse para acontecer...
ALICE: - Ô mãe!
ANA: - Natal me deixa assim, nostálgica. Seu pai morreu numa véspera de natal!
ALICE: - Não mais vamos falar nisso! Agora descanse.
RODOLFO: - Aqui a água.
ALICE: - Obrigada! Beba mãe... isso... me ajude Rodolfo, vamos levá-la ao quarto.
ANA: - Augusto?
ALICE: - Ele irá ao quarto mãe.
(entra Carlos e Claudia)
ALICE: - Pelo que vejo estão lendo.
CARLOS: - Acertou! Suspense.
CLAUDIA: - Como estou carente, leio romance.
ALICE: - Meus queridos... esqueçam os livros um pouco, que agora vou lhes contar uma bela história...
CLAUDIA: - E sobre o que seria esta história?
CARLOS: - Lobisomem?!
ALICE: - Não. A verdadeira história do natal!
CARLOS: - Ah, não! Tô fora!
CLAUDIA: - Trenó encantado, papai Noel que desce pela chaminé, tudo isso já sei!
ALICE: - Calma gente! Eu quero contar a verdadeira história do natal. Não essa de papai Noel, trenó encantado, ou coisa assim! É muito mais triste e bonita que vocês já ouviram. Vamos aproveitar enquanto a mãe de vocês não chega.
CARLOS: - ô tia!
CLAUDIA: - Escute, depois julgue!
ALICE: - É. É isso, sua irmã tem razão.
CARLOS: - Tá bom, vai!
ALICE: - A quase dois mil anos atrás, alias muito antes, profetas anunciavam um salvador, salvador este que salvaria seu povo de tanta angústia e aflições. Numa cidade da Galiléia chamada Nazaré, havia uma moça simples chamada Maria, ela era virgem, porém casada.
CARLOS: - Como assim?
CLAUDIA: - Não entendi.
ALICE: - É que naquela época se casavam e depois de um tempo é que iam morar juntos...
CARLOS: - Coisa mais sem graça!
ALICE: - Costumes... Então Deus enviou um anjo, Gabriel, anunciar a Maria que ela seria mãe...
CLAUDIA: - Virgem? Grávida?
CARLOS: - Conversa!
ALICE: - É difícil de acreditar, mas Deus escreve certo por linhas tortas. E assim como vocês muitos duvidariam da integridade da moça. Mas o anjo veio para anunciar que ela carregaria o salvador em seu ventre...
CLAUDIA: - E ela?
ALICE: - Ficou assustada! Mas isto era um privilégio.
CARLOS: - Mau afamada? É privilégio?
CLAUDIA: - E o marido?
ALICE: - José, ficou desconfiado...
CARLOS: - Até eu.
ALICE: - Chegou a pensar que sua amada esposa tinha, como dizem vocês, pulado a cerca. Mas foi ai que o mais incrível aconteceu, Deus enviou um anjo para explicar a José o que acontecia. Entendendo partiu com sua mulher para Belém, lá pediram pousada e ninguém os dava.
CLAUDIA: - Mas se eles traziam o salvador, por que não os davam?
ALICE: - Só os cristãos acreditavam no salvador. Maria já sentindo dor encontraram pousada numa estribaria e lá nasceu o pobre menino. Então brilhou uma estrela no céu, e três reis magos sabendo da notícia seguiram o brilho da estrela até o menino. Chegando lá o presentearam com ouro, incenso e mirra.
CARLOS: - E está é a verdadeira história do natal?
ALICE: - Natal significa amor, paz, perdão, esperança e principalmente adoração ao menino Jesus! Vocês acreditam em Deus?
CLAUDIA: - Eu acredito, mas minha mãe nem pode sonhar!
CARLOS: - E vovó não acredita?
ALICE: - Acreditar ela acredita. Só está um pouco magoada com a vida. Não superou a morte de papai.
RODOLFO: - O almoço está pronto.
ALICE: - Vamos crian... ou melhor adolescentes!

SEGUNDO ATO
(Todos na sala menos Augusto)
CARLOS: - Vó veja que lindo!
ANA: - É... é mesmo lindo.
KARINA: - Alice querida me passe essa bola...
CLAUDIA: - Vou lá fora!
KARINA: - Filha quero que todos participem, o mais emocionante além dos presentes é claro! É toda família reunida. E a montagem da árvore é um momento muito importante!
CLAUDIA: - Grande emoção!
ANA: - Claudia querida, por favor...
RODOLFO: - Dona Karina...
CARLOS: - Viu meu skait?
RODOLFO: - Está em baixo de sua cama senhor.
CARLOS: - Valeu! (sai)
KARINA: - Carlos...
RODOLFO: - Doutor Augusto ligou avisando que não chegará a tempo do jantar.
ANA: - Por que Rodolfo?
RODOLFO: - Desculpe-me, mas ele não disse. Só pediu para a senhora dona Karina espera por ele aqui na sala.
KARINA: - Recado dado, volte ao seu serviços quero tudo brilhando!
ALICE: - Como está os preparativos?
KARINA: - Tudo sobre contole!
ANA: - Claudia minha querida me faz um favor pega meu óculos, está em minha bolsa.
ALICE: - Bem, vou nessa! Até!
KARINA: - Até logo!
ANA: - Karina?!
KARINA: - Se for...
ANA: - Dê uma chance, ela está tão triste...
KARINA: - Antes sofrer agora do que depois...
ANA: - Isso é ...
KARINA: - Não vou entregar minha filha a um qualquer.
ANA: - Karina...
KARINA: - Basta. Chega de lero-lero, sou mãe...
ANA: - Também sou mãe...
KARINA: - Desculpe-me sem querer lhe ofender, mas da educação da minha filha cuido eu.
ANA: - É... Já vi que cometi um erro ao tentar...
KARINA: - Não tente, não vou mudar de idéia!
ANA: - Com lisença! (música, entra Augusto)
KARINA: - Augusto.
AUGUSTO: - Que bom você está aqui. (abraça Karina)
KARINA: - Que foi Augusto?
AUGUSTO: - Oh, minha querida você não sabe o quanto é difícil...
KARINA: - De que você está falando? Sua mãe hoje...
AUGUSTO: - Esquece mamãe... Quero falar de mim. Karina meu amor, quero que seja forte...
KARINA: - Augusto você está me assustando.
AUGUSTO: - Você me ama?
KARINA: - Ora essa, mas que pergunta mas sem lógica!
AUGUSTO: - Me responde.
KARINA: - Claro que sim.
AUGUSTO: - Eu... estou muito triste.
KARINA: - Que conversa é essa? Que brincadeira mais sem graça! Boa noite!
AUGUSTO: - Espera. (segura com firmeza)
KARINA: - Me solta, você está me machucando!
AUGUSTO: - Vou morrer.
KARINAS: - Todos vamos morrer um dia!
AUGUSTO: - Não tenho muito tempo!
KARINA: - O que?! (música) Que brincadeira é esta?
AUGUSTO: - Não é brincadeira.
KARINA: - Não acredito.
AUGUSTO: - Leia.
KARINA: - O que é isso? Não, não Augusto, não...
AUGUSTO: - Calma querida...
KARINA: - Temos dinheiro!
AUGUSTO: - Todo mecanismo disponível pela medicina está sendo usado!
KARINA: - Vamos para exterior...
AUGUSTO: - Não tem cura.
KARINA: - Pra tudo há um jeito.
AUGUSTO: - Só Deus...
KARINA: - Você não?! Vai se apegar a um fanatismo, a um mito?
AUGUSTO: - Não é um mito. Hoje no consultório um homem com o mesmo problema que eu refez os exames e estava curado.
KARINA: - Acredita mesmo nisso?
AUGUSTO: - Não sei.
KARINA: - Não, isto não está acontecendo. Não é uma realidade, é um pesadelo. E agora o que vou fazer, e a festa?
AUGUSTO: - Desmarque.
KARINA: - Não posso.
AUGUSTO: - Por favor!
KARINA: - Está certo! E as crianças?
AUGUSTO: - Contarei amanhã.
KARINA: - Na véspera do natal.
AUGUSTO: - Sinto muito!
KARINA: - Augusto. Eu estou com você, vamos lutar juntos.
AUGUSTO: - Obrigado! (abraça)
KARINA: - Vamos subir, é melhor descansar.
AUGUSTO: - Vou ficar mais um pouco. (ela sai) Senhor, não sei o que dizer, mas eu imploro tua ajuda. Só tu podes me ajudar. E quero confiar nesse teu poder. Me ajuda, me ajuda por favor!
(noite de natal)
CLAUDIA: - Rodolfo me ajude a colocar esta estrela aqui. Faz de conta que é a estrela guia que iluminou os reis magos até o menino Jesus.
RODOLFO: - Quem lhe ensinou isto?
CLAUDIA: - Tia Alice.
RODOLFO: - Dona Alice?! Graças a Deus, estavam precisando.
CARLOS: - Tô indo! Avisa a minha mãe que só volto na hora do jantar.
RODOLFO: - Acho bom não atrasar.
CARLOS: - Fui! (sai)
ANA: - Rodolfo, o que há com a Karina?
RODOLFO: - Não sei.
ANA: - Está no quarto chorando.
CLAUDIA: - Minha mãe, chorando?
ANA: - É. Estranho, não é típico de sua mãe...
RODOLFO: - Preciso providenciar algumas coisas.
CLAUDIA: - Vó o que será?
ANA: - Não faço a mínima idéia! (entra Alice)
ALICE: - Bom dia?!
ANA: - Bom dia filha!
CLAUDUIA: - Oi tia!
ALICE: - Estou aqui com meus dedinhos que não agüento!
CLAUDIA: - Onde andou enfiando o dedo tia?
ANA: - Menina respeito!
ALICE: - Vocês não sabem?
CLAUDIA: - De que?
ALICE: - Sua mãe adiou a festa...
ANA: - Como é?
ALICE: - Desde ontem que estou ligando par todos avisando sobre o adiamento da festa.
CLAUDIA: - Adiamento? Mas ela não falava em outra coisa...
ANA: - Isso explica.
ALICE: - Não entendi.
CLAUDIA: - Minha avó ouviu minha mãe chorando.
ALICE: - Chorando?
ANA: - E não é de mentira.
ALICE: - Existe algo estranho, adiou a festa mais não me disse por que.
CLAUDIA: - muito estranho!
KARINA: - Bom dia?!
ANA: - Bom dia!
ALICE: - Bom dia.
CLAUDIA: - Mãe, por que a senhora adiou a festa?
KARINA: - Sem comentários.
ANA: - Desde que cheguei ainda não vi meu filho. Esperei por ele em meu quarto e não apareceu. O que está acontecendo?
KARINA: - Por favor, agora não.
ANA: - Licença!
ALICE: - Karina...
KARINA: - Preciso dar uma saída. Hoje Alice haverá um jantar pra toda família, peço que não falte.
ALICE: - Claro!
RODOLFO: - Dona Karina está muito estranha.
ALICE: - É verdade.
RODOLFO: - Doutor Augusto pretende manter todos em casa hoje.
ALICE: - Você está sabendo de algo Rodolfo?
RODOLFO: - Não senhora.
(toca o telefone)
RODOLFO: - Alô?! Residência da família alcantara. Sim. Um momento... Dona Alice, é para dona Claudia.
ALICE: - Pra Claudia? Quem é?
RODOLFO: - É o rapaz... o moço com quem dona Claudia está namorando.
ALICE: - Chame-a.
RODOLFO: - É que dona Karina...
ALICE: - Ela não precisa saber.
RODOLFO: - Sim senhora. Por gentileza aguarde só um pouco vou chamá-la.
CLAUDIA; - (eufórica) Até que em fim! Oi amor, que bom, fico feliz! Sei... Ótimo. Também te amo. Beijos! Tcháu!
ALICE: - E aí?
CLAUDIA: - Sou a pessoa mais feliz do mundo!
ALICE: - Que bom.
KARINA: - Cheguei...
CLAUDIA: - Disfarça...
KARINA: - Teu irmão?
CLAUDIA: - Não faço idéia!
KARINA: - Rodolfo?
RODOLFO: - Senhora?!
KARINA: - Por acaso sabe por onde anda Carlos?
RODOLFO: - Saiu senhora.
KARINA: - Mas será possível! Chame dona Ana.
ROLFO: - Sim senhora!
CLAUDIA: - O que papai quer falar conosco?
KARINA: - O assunto é sério.
ALICE: - Sobre o que seria?
KARINA: - Augusto quer falar pessoalmente!
CLAUDIA: - Pela sua cara, é problema financeiro.
KARINA: - Guarde suas brincadeiras para um momento mais propício!
(entra Augusto)
ALICE: - Augusto!
KARINA: - Rodolfo?
RODOLFO: - Sim senhora?
KARINA: - Dona Ana?
RODOLFO: - Dona Ana...
ANA: - Estou aqui! Filho... (abraça)
AUGUSTO: - Mamãe!
ANA: - O que está acontecendo meu filho?
AUGUSTO: - Logo a senhora ficará sabendo.
KARINA: - E o Carlos, Rodolfo?
RODOLFO: - Bipei...
CARLOS: - Nossa! Reunião de família?
KARINA: - Sente filho, seu pai quer Ter uma conversa.
RODOLFO: - Com licença.
AUGUSTO: - Fique Rodolfo.
AUGUTO: - Sei que não será fácil mas, peço que todos primeiro me escutem, e, que não me interrompam, porque não será fácil continuar o que tenho para dizer...
ANA: - Assim você deixa aflita meu filho.
ALICE: - Continue meu irmão...
AUGUSTO: - Desde muito jovem eu sempre sonhei por uma vida confortável, poder proporcionar a minha família um padrão de vida sem privações, lutei muito por esse sonho... conquistei, tudo isto que temos. Mas vejo que nossos bens, sejam eles, nossas casas, a fazenda, os carros, as jóias da Karina, tudo isso de nada vale, perto do que está acontecendo.
KARINA: - Augusto...
AUGUSTO: - Eu preciso falar... Dividir com todos vocês, que tanto amo...
ANA: - Augusto o que está acontecendo?
ALICE: - Mãe calma, ele vai falar. Meu irmão seja o que for, nós somos uma família, e estamos todos juntos nessa.
AUGUSTO: - A única ajuda que vocês podem me dar é o carinho, o afeto, a compreensão de vocês.
ANA: - E os terá; sempre...
AUGUSTO: - É natal, e, eu só espero por um milagre. Se eu merecer vou recebê-lo.
CLAUDIA: - De que presente o senhor está falando pai?
AUGUSTO: - A vida!
ANA: - Oh, meu Deus!
ALICE: - Augusto? Diz que é mentira? Do que você está falando?
CLAUDIA: - O senhor está falando de morte?
CLAUDIO: - Peraí, o que está acontecendo aqui?
AUGUSTO: - Câncer...
ANA: - Não! De novo não...
ALICE: - Calma mãe. (se abraçam)
KARINA: - Augusto meu querido, sou capaz de dar minha vida por você, meu amor. Estamos todos juntos nessa! Embora não pareça, preferia perde tudo, tudo! Só pra lhe ter ao meu lado.
AUGUSTO: - Não tenho dúvidas.
KARINA: - Rodolfo... Prepare um banho bem gostoso para meu marido.
RODOLFO: - Sim senhora. (fecha à cortina)
(Todos estão na mesa)
AUGUSTO: - Que tal abrimos os presentes?
ANA: - Mais ainda não são meia noite!
AUGUSTO: - Cada minuto é muito importante para mim!
ALICE: - Oh, meu irmão não fale assim.
KARINA: - Claro que podemos abrir os presentes agora. (todos vão para sala)
AUGUSTO: - Que tal esse?
KARINA: - O nome está ao lado. Carlos!
AUGUSTO: - Carlos... Aceite este presente, junto com ele os meus votos de felicidade. (abraça)
KARINA: - Esse é de dona Ana.
AUGUSTO: - Minha mãe, desculpe-me por estragar o seu natal.
ANA: - Filho, não fale assim, mas uma vez o destino está sendo injusto comigo. Primeiro me tirou seu pai, mas você não vou suportar! (abraça)
KARINA: - Esse é da Claudia...
AUGUSTO: - Filha, saiba que te amo...
CLAUDIA: - Também te amo pai, feliz natal?!
AUGUSTO: - Feliz!
KARINA: - A pedido de seu pai, decidi dá uma chance ao rapaz.
CLAUDIA: - Jura?! Obrigada!
KARINA: - Esse é da Alice...
AUGUSTO: - Minha irmãzinha, feliz natal!
ALICE: - Feliz natal, meu irmão!
KARINA: - Esse é seu meu querido, é simples...
AUGUSTO: - Você me deu o maior presente. A sua companhia durante todos esses anos. Esse é seu.
KARINA: - É lindo! Adorei, meu querido. Te amo!
AUGUSTO: - Faltou um presente. Esse é seu Rodolfo.
RODOLFO: - Obrigado senhor. Mas...
AUGUSTO: - É uma pequena lembrança que eu e toda minha família lhe dar como prova de carinho.
RODOLFO: - Muito grato senhor!
AUGUSTO: - Feliz natal!
RODOLFO: - Feliz natal!
(Augusto passa mal)
CLAUDIA: - Pai?!
CARLOS: - Pai...
ANA: - Meu filho fale comigo!
ALICE: - Augusto...
KARINA: - Rodolfo telefone para doutor Júlio. Augusto por favor, não me deixe agora.
RODOLFO: - Ele não está.
ALICE: - Chame outro então!
ANA: - E agora meu Deus?
KARINA: - Não! Isto não pode está acontecendo.
RODOLFO: - Senhora...
KARINA: - E agora Rodolfo o que devo fazer?
RODILFO: - Só nos resta orar.
ALICE: - Não custa nada!
RODOLFO: - Vamos fazer uma corrente de fé.
ALICE: - Deus tu és poderoso, ajude meu irmão.
CLAUDIA: - Por favor Deus, não nos abandone...
CARLOS: - É, é isso, nos ajude...
ANA: - Perdoe minha amargura, não deixe que meu filho pague pela minha falta de fé.
KARINA: - Talvez eu nem saiba o significado disto, mas eu te peço, ajude meu marido.
RODOLFO: - Senhor aqui está uma família desesperada, a espera de um milagre, sei que tu podes, és justo e grandiosa, Deus de misericórdia. Em tuas mãos entrego esta família, confiando na obra que farás na vida de cada membro que aqui está. (Augusto volta a si)
ANA: - Obrigada meu Deus!
RODOLFO: - Eu sabia! Oh Glória!
CLAUDIA: - Pai?!
ALICE: - Meu irmão...
KARINA: - Milagre! Milagre.
RODOLFO: - Sente-se, doutor Júlio está a caminho. Vamos agradecer, todos de mãos dadas. Senhor, nesta noite estamos todos unidos para agradece-lo por este milagre, e a oportunidade de mostrar a todos que Jesus é o verdadeiro sentido do natal.

F i m

O RAPTO DO PAPAI NOEL (Texto de Teatro)

O RAPTO DO PAPAI NOEL
adaptação: Marcondys França

PERSONAGENS:

PAPAI NOEL:
MAMÃE NOELY: (Mamãe Noel)
CHARLOTTE: (Assistente atrapalhada da Mamãe Noel)
DAIMON: (Duende)
SAPÃO: Um sapo
DUDU: (Assistente do Papai Noel)
ECA: (Bruxa)

(Ascende-se as luzes. Ouve-se barulhos de pessoas conversando como se estivessem em grande correria e de maquinarias em trabalho constante. Daimon sai de dentro de uma gigantesca caixa de presente)

CENA I
DAIMON: -Oi!!! Sou o duende Daimon. Eu sou assistente do papai Noel . Sabe com é... Isso aqui é uma loucura. Trabalhamos o ano inteirinho, na maior correria aqui na fábrica de brinquedos do papai Noel, para que no natal, não falte o presente de ninguém. IH! Olha, que são milhares de pedidos todos os dias. E isso tudo resulta em milhões de cartas todos os meses até o natal. São cartas que chegam de todas as partes do mundo. Agora mesmo acabaram de chegar mais um montão. Então vendo? E olha que o papai Noel lê todas as cartas, uma a uma, com todo carinho e atenção pra não errar nos pedidos. Pois é... É muito trabalho. E olha que os pedidos este ano triplicaram. Que saber? A nossa satisfação é vê o sorriso de todos na noite de natal. (Pega o malote de cartas) É hora de organizar as correspondências... (Separando) Olha! Essa veio dos Estados Unidos... Essa da Alemanha... Essa da Inglaterra... Essa do Chile... Essa da China... Essa da Índia... Essa do Brasil... São cartas de todas as partes do mundo. Por acaso... Vocês conhecem a história do papai Noel? Não? Não acredito. Pois bem, então contarei a vocês. (Entra Mamãe Noel)
MAMÃE NOELY: - Duende Daimon!
DAIMON: - Mamãe Noel!
MAMÃE NOELY: - Que faz aqui? Não vai me dizer que estava fugindo do trabalho...
DAIMON: - Não. Jamais! Isso nunca, mamãe Noel.
MAMÃE NOELY: - Então o que faz aqui. Não deveria está na maravilhosa fábrica de brinquedos do papai Noel?
DAIMON: - Sabe o que é…
MAMÃE NOELY: - O que?
DAIMON: - É que eu estava aqui separando as correspondências para o papai Noel.
MAMÃE NOELY: - Menos mal!
DAIMON: - E também estava aqui conversando com meus novos amiguinhos...
MAMÃE NOELY: - Não é hora de conversa duende Daimon...
DAIMON: - É que ara uma conversa muito importante.
MAMÃE NOELY: - Dudu e os outros duendes precisam de sua ajuda. A produção na fábrica de brinquedos não pode parar.
DAIMON: - Eu sei mamãe Noel.
MAMÃE NOELY: - Temos que trabalhar dia e noite, ou o natal das crianças este ano será menos alegre. E você não que quer isso aconteça, quer?
DAIMON: - Claro que não. Seria muito triste. Nestas cartas estão depositados muitos sonhos.
MAMÃE NOELY: - E por falar em cartas, pode deixar que eu separo. Quanto a você duende Daimon, pode voltar a seu trabalho.
DAIMON: - Há mamãe Noel...
MAMÃE NOELY: - Que foi dessa vez duende Daimon?
DAIMON: - É que eu descobrir…
MAMÃE NOELY: - O que você descobriu Daimon?
DAIMON: - Que por incrível que pareça todos conhecem o papai Noel.
MAMÃE NOELY: - Mas isso já sabido.
DAIMON: - Pois é… Conhecem o papai Noel, mas desconhecem a sua história.
MAMÃE NOELY: - Isso é verdade? Mas como isso é possível? Não pode ser...
DAIMON: - Pois é… Então eu estava aqui começando a contra a estes novos amiguinhos a história do papai Noel.
MAMÃE NOELY: - Temos que dar um jeito nisso!
DAIMON: - Obá! (Mamãe Noely pega um livro dourado) Mamãe Noel é a melhor contadora de história do mundo.
MAMÃE NOELY: - Pode deixar que eu resolvo esse probleminha... (Mamãe Noel senta-se em uma cadeira, Daimon senta-se ao chão ao seu lado direito) Daimon. (O repreende)
DAIMON: - Ah, que peninha! É tão bom ouvi-la contra histórias. Mas o trabalho me espera. Tchau! (Sai)
MAMÃE NOELY: - Esse duende! (Daimon Retorna)
DAIMON: - Ah! Antes que eu me esqueça... Nunca diga Adeus. Diga: Até logo! Fui. (Sai)
MAMÃE NOELY: - Não estou dizendo! Tem cada uma. (Rir. Tira o óculos do bolso. Abre o livro)
MAMÃE NOELY: - Então... Vamos a história. A verdadeira história do papai Noel.
- Nicolau... Este é o verdadeiro nome do papai Noel, nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, ele era muito rico, filho de nobres e com coração generoso.
Um certo dia um pai que tinha três filhas, não tendo dinheiro para fazer seus casamentos resolveu mandá-las para uma casa de meninas órfãs, e Nicolau sabendo disso, ficou muito compadecido, então para salvá-las do abandono, secretamente colocou em três diferentes sacolinhas algumas moedas de ouro, e durante três noites seguidas, foi a porta da casa daquele pobre pai e lá deixou os saquinhos com as moedas de ouros, um para cada uma. E depois desse dia, este ato se tornou um gesto de bondade e sempre que alguém precisassem ele sempre estava disposto a ajudar. E assim foi por muitos anos, até os dias de hoje. E se você acreditar os seus sonhos vão se realizar. É só crer pra ver!
CENA II
(Aparece na janela Sapão)
SAPÃO: - Mamãe Noel!
MAMÃE NOELY: - Calma... Sapão... Respira.
SAPÃO: - Ufa!
MAMÃE NOELY: - Agora fale.
SAPÃO: - Saltitei tanto! Que mal consigo falar.
MAMÃE NOELY: - Que ouve Sapão.
SAPÃO: - Mamãe Noel acabaram de chegar muitas cartas, são cartas e mais cartas... Um mundo inteiro de cartas.
MAMÃE NOELY: - Que maravilha! Isso é ótimo. É um bom sinal Sapão. Isto ´pe a confirmação que muitos ainda acreditam no papai Noel.
SAPÃO: - Pois é... São muitas crianças escrevendo para o papai Noel... Veja essa carta... Diz assim no envelope... Olha! Veio de Santa Claus!
MAMÃE NOELY: - Hei, calma... Deixa eu ver. Não Sapão. Santa Claus é o endereço do papai Noel, aqui no Pólo Norte. O endereço de quem mandou esta carta está aqui atrás. Essa veio do Japão. Vocês desculpem... É que o meu amigo sapão é muito atrapalhado.
SAPÃO: - É que me confundi mamãe Noel.
MAMÃE NOELY: - Sei. Confusão é contigo mesmo. Há Sapão você não está sendo mal educado?
SAPÃO: - Eu?
MAMÃE NOELY: - É.
SAPÃO: - Por que?
MAMÃE NOELY: - Você chegou... E não disse olá a nossos pequenos amigos.
SAPÃO: - Olá! (Rápido)
MAMÃE NOELY: - Não, assim não. Sapão seja mais delicado.
SAPÃO: - É que eu to com vergonha!
MAMÃE NOELY: - Você com vergonha?
SAPÃO: - Pois é, Pois é... Sou tão tímido!
MAMÃE NOELY: - Deixa disso. Somos todos amigos. Vamos Sapão... Cumprimente.
SAPÃO: - Então está bem.
MAMÃE NOELY: - Estamos esperando.
SAPÃO: - OOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLÁAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!
MAMÃE NOELY: - Muito bem Sapão!
SAPÃO: - Ô, Ô!!!
MAMÃE NOELY: - Que foi?
SAPÃO: - Olha quem vem lá... Vou me mandar!

CENA III
(Sonoplastia. Entra Charlote toda atrapalhada carregando um monte de caixas de presentes de todo o tamanho).
MAMÃE NOELY: - Ai, ai! Charlote é muito atrapalhada. Olha só... Deixou cair todos os presentes.
CHARLOTE: - Deixa que eu arrumo. (Bagunça mais ainda)
MAMÃE NOELY: - Desse jeito não vai sobrar um só presente. Deixa que eu arrumo.
(Charlote coloca um walkman no ouvido e ouve uma música estridente, dança sozinha. O telefone toca. Mamãe Noel tira o fone do ouvido dela)
MAMÃE NOELY: - Atende o telefone (Fala alto)
CHARLOTE: - Hein?!
MAMÃE NOELY: - O telefone...
CHARLOTE: - Ah! Charlote... O telefone! (Vai até o telefone) Arô... O que? Comigo ô... (Passa o telefone no rosto) Viu? Sou euzinha, nem tão linda, nem tão loira... Mas completamente absoluta! Há... Não é comigo que quer falar? Magôo! Ai... Perai... Deixa eu tirar os óculos escuros que se não, não consigo te ouvir direito. Prontinho! Fala de novo. Sou toda ouvidos. Adorável como nunca! Ah, sou tão maravilhosa... Mamãe sempre dizia. Ah, desculpe... Me empolguei. Também não precisa ficar brava. Que falar com quem mesmo? Com quem? Ah entendi... Você que falar com ela... Sei... Mas não serve eu? Não. Ah... Olha, não tem ninguém aqui com este nome não. Tenta de novo...
MAMÃE NOELY: - Quem era?
CHARLOTE: - Foi engano.
(Coloca o walkman no ouvido e começa a dançar)
MAMÃE NOELY: - Charlote, Charlote, charlote! (Tira o walkman no ouvido de Charlote) Quem era Charlote?
CHARLOTE: - Era uma bruxa.
MAMÃE NOELY: - Bruxa?
CHARLOTE: - Uma dessas bruxas do mundo desencantado querendo falar com uma tal de mamãe Noel, mas eu como sou muito sabida fui logo dizendo: que era engano. Aqui não tem ninguém com esse nome... Onde já se viu... Só pode ser uma dessas bruxas desmiolada com mais de trezentos anos. Ela que tente outra vez, ou pegue sua vassoura e sai voando a procura...
MAMÃE NOELY: - Charlote...
CHARLOTE: - Aqui!
MAMÃE NOELY: - O que você está vendo a sua frente?
CHARLOTE: - Peraí... Deixa eu pensar! Cadê meu óculos de grau 10, fundo de garrafa. (Pego um óculos) Deixa eu vê... (Com dificuldades) Crianças... Não soprem... Há! Já sei. Crianças. Viu como sou muito inteligente e observadora! Um monte de criancinhas
MAMÃE NOELY: - Não.
CHARLOTE: - Não?
MAMÃE NOELY: - Aqui. Na sua frente.
CHARLOTE: - Há... Bom, já sei... Está de vermelho... Branca de neve!
MAMÃE NOELY: - Charlote...
CHARLOTE: - Chapeuzinho vermelho!
MAMÃE NOELY: - Charlote.
CHARLOTE: - Hei, calma, mais não se irrite. Já sei... Já sei... Você é você. Estou vendo você. (Risos) Crianças aplausos para mim! Eu mereço.
MAMÃE NOELY: - Todo mundo sabe quem sou eu.
CHARLOTE: - Já disse que você é você.
MAMÃE NOELY: - Crianças digam pra ela quem sou eu. (T) Viu.
CHARLOTE: - Não. Ouvi!
MAMÃE NOELY: - Sou a mamãe Noel.
CHARLOTE: - Eu sei que você é a mamãe Noel. Qualquer um sabe disso. Está vestida como mamãe Noel, fala como mamãe Noel, é boazinha, e está arrumando os presentes no trenó que está lá fora pro papai Noel entregar. Então não há dúvida que você seja a mamãe Noel.
MAMÃE NOELY: - Então por que disse que era engano se o telefonema era para mim?
CHARLOTE: - Calma ai... Deixa eu pensar... É que... que... Eu não lhe conheço por mamãe Noel, te conheço por Noely... Ai... Eu... Ishi, fiz uma tremenda confusão.
MAMÃE NOELY: - Você é a confusão em pessoa.
CHARLOTE: - Ai!
MAMÃE NOELY: - Que foi?
CHARLOTE: - Essa doeu! Doeu ai, doeu ai, doeu ai, ai, ai, doeu! Afinadíssima! Pronta para o coral de natal.
(O telefone toca novamente Charlote corre para atender)
- Alô! Fabrica dos sonhos, residência oficial do Papai Noel! Aqui? É a ajudante inteligentíssima, mega, ultra esperta do papai Noel! Exatamente! Charlote... Ontem, hoje e sempre, eternamente eficiente e bonita, é claro! Diga... O que manda! Oh! Ah, sim... A bruxa... Qual sua graça? Não é graça... Sei... Desgraça. Ai credo! Manda... Sei... Foi você que ligou a pouco. Hellô! Queridinha eu sou atrapalhada, não demente. É lógico que sei. Queria falar com a mamãe Noel. O que? Quer parar de gritar que está babando no meu ouvido. Há, que nojo! (Pega um lencinho) Continue... Não! Que disse? Não... Meu Deus!! Meu Deus! Não pode ser. E as criancinhas? Não, não... Hei, moça, menina, mulher... Bruxa! Desligou.
MAMÃE NOELY: - Que foi Charlote? Está pálida feito uma cera.
CHARLOTE: - Meu Deus! Por todas as fadas do reino encantado! E agora, que vamos fazer?
MAMÃE NOELY: - Se não me disser quem estava no telefone...
CHARLOTE: - Eu, mamãe Noel.
MAMÃE NOELY: - Do outro lado.
CHARLOTE: - Você.
MAMÃE NOELY: - Da linha falando com você.
CHARLOTE: - Ah! A bruxa Eca.
MAMÃE NOELY: - Bruxa Eca?
CHARLOTE: - Pois é... Ela disse que é a mais malvada de todas. Ela seqüestrou o papai Noel.
MAMÃE NOELY: - Pelo espírito do natal! E agora o que faremos?
CHARLOTE: - Não sei! Eu estou sentindo uma falta de ar! Ai meu Deus!
MAMÃE NOELY: - É sua asma! Cadê sua bombinha? (Pega a bombinha) Está melhor?
CHARLOTE: - Agora tô! E agora mamãe Noel?
MAMÃE NOELY: - Já sei... Vou pedir ajuda para o assistente do papai Noel.
CHARLOTE: - Qual?
MAMÃE NOELY: - O duende Dudu.
CHARLOTE: - Ah!
MAMÃE NOELY: - Preciso que me ajudem com a frase mágica! Duende Dudu!... Sim eu acredito em duende. Por que sou criança, tenho esperança e sonhar me deixa contente!

CENA IV
(Dudu aparece debaixo de uma chuva de pó mágico)



DUDU: - Alguém me chamou? Aqui estou.
MAMÃE NOELY: - Que bom Dudu...
DUDU: - Só que não posso demorar. Tenho que meu trabalho terminar.
CHARLOTE: - Que duende mais apressado!
DUDU: - Sabe o que é?
CHARLOTE: - Como fossemos adivinhas!
DUDU: - É que o papai Noel me pediu pra fazer um brinquedo novo, e está dando um trabalho.
MAMÃE NOELY: - Temos um grande problema para resolver, e precisamos da sua ajuda.
DUDU: - O que foi mamãe Noel? A senhora parece tão triste.
MAMÃE NOELY: - E estou.
DUDU: - Que aconteceu?
CHARLOTE: - Algo terrível!
DUDU: - Então é grave...
MAMÃE NOELY: -
CHARLOTE: - Gravíssimo! Tipo assim...
MAMÃE NOELY: - Deixa que eu explico.
CHARLOTE: - Tudo bem.
DUDU: - Estou curioso!
MAMÃE NOELY: - A bruxa Eca raptou o papai Noel.
DUDU: - Eca?
CHARLOTE: - É ECA!
DUDU: - E agora mamãe Noel o que faremos?
MAMÃE NOELY: - Precisamos de um plano.
CHARLOTE: - Plano é comigo mesmo! Com sua força e minha inteligência, resgataremos o papai Noel.
DUDU: - Agora seja!
MAMÃE NOELY: -
CHARLOTE: - Eu sou muito esperta.
DUDU: -
MAMÃE NOELY: - Chega Charlote. O caso é sério, Seríssimo!
DUDU: - Temos que pensar em algo...
(Todos andam de um lado pro outro pensativos)

DUDU: - Ah! (Grita)
MAMÃE NOELY: - Que foi Dudu? Alguma idéia?
DUDU: - Não... É minha unha encravada que está doendo!
CHARLOTE: - Ih! (Exageradamente)
MAMÃE NOELY: - Tem um plano?
CHARLOTE: - Calma... Vou lembrar. É que penso tão rápido! Xiiiiiiiiiii... Esqueci.
MAMÃE NOELY: - Temos que pensar em algo... Disso depende o natal de todas as crianças do mundo. Temos que salvar o papai Noel das garras da temível Bruxa ECA!
DUDU: - Ah! (Grita) (Balança a cabeça) Acho que não dará certo! (Andam de um lado pro outro) Ah! Já sei... Agora sim. Isso que é plano.
MAMÃE NOELY: - Então diga Dudu.
DUDU: - Cheguem mais perto.
CHARLOTE: - Por que todo esse mistério por causa de um planinho...
DUDU: - Do jeito que a bruxa é maquiavélica, pode ter instalado escuta pela casa.
MAMÃE NOELY: - Tem razão Dudu. É bom não facilitar.
(Se juntam e cochicham)
MAMÃE NOELY: - E você acha que consegue fazer isso sozinho Dudu?
DUDU: - Sozinho não, temos que convencer ao Sapão a nos ajudar.
MAMÃE NOELY: - Eu adoraria ajudar... Mas tenho que ir a incrível fábrica de brinquedos ajudar ao duende Daimon e os outros duentes a terminarem os brinquedos. Eles não podem desconfiarem de nada. Já pensou se todos sabem do que está acontecendo? Vão ficar apavorados.
CHARLOTE: - Também com uma bruxa rondando o pólo Norte! A terra do natal jamais seria a mesma.
DUDU: - Por isso temos que expulsar essa bruxa pra bem longe daqui.
CHARLOTE: - Eu posso ajudar...
MAMÃE NOELY: - Você vai me ajudar na fabricar.
CHARLOTE: - Mais eu queria tanto participar desse plano.
MAMÃE NOELY: - Deixa que o duende Dudu sabe muito bem que está fazendo. Agora vamos.
CHARLOTE: - Peraí... Já que não posso ajudar... E se as crianças ajudarem?
MAMÃE NOELY: - Muito bem... É uma boa idéia. Mas isso agora é com o duende Dudu. Vamos. Ah! Vocês me prometem que vão ajudar o Dudu? Então fico mais tranqüila. Agora vamos Charlote.
CHARLOTE: - Vamos. (Saem. Fica Dudu)
DUDU: - Então está bem... Confio em vocês. Mas primeiro vamos chamar o nosso amigo Sapão! E pra chamá-lo basta apenas repetir: SAPÃO SEI QUE VOCÊ TEM UM BOCÃO, MAS MESMO ASSIM GOSTO DE VOCÊ, POIS É MEU AMIGÃO! Agora repitam comigo... (Repete a frase. Aparece Sapão)

CENA V
(SONOPLÁSTIA)
SAPÃO: - EIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIÉ!
DUDU: - EIIIIIIIIIIIIIIÉ! Que bom vê-lo meu amigo Sapão. Precisamos da sua ajuda.
SAPÃO: - Em que posso ser útil?
DUDU: - Amiguinhos contem a ele o que aconteceu... (T) Ouviu?
SAPÃO: - Ouvi e entendi. Mas como posso ser útil?
DUDU: - Você melhor que ninguém conhece a bruxa ECA sabe como atraí-la até aqui.
SAPÃO: - E como conheço. Afinal foi ela que me transformou num sapo. Com um feitiço. Mas um dia vou ganhar um beijo bem carinhoso e voltarei a ser um belo príncipe.
DUDU: - Mas isso é uma outra história. Nossa prioridade agora é salvar o papai Noel das garras da bruxa ECA e garantir o natal de todas as crianças do mundo.
SAPÃO: - Bem pessoal... Vou explicar o plano. Aqui todo mundo sabe que a bruxa ECA detesta crianças... Então, vocês vão nos ajudar a atrair a bruxa ECA, até aqui, certo? (T) Quando ela chegar. Vocês gritam. Está bem? (T) Então vou ensinar a música para atrair a bruxa... Mas quando ela aparecer vocês gritam... Olha vou confiar em lá hein vou confiar em vocês.
DUDU: - Está bom Sapão. Eles já entenderam. Vão gritar. Ensina a música.
SAPÃO: - É assim: Bonita, não é não... Tem cara de sabão! Bruxa feia, aparece que dou um besliscão! Ai, ela aparece. E vocês...
DUDU: - Gritam!
SAPÃO: - Espera ai... Vou me esconder.
DUDU: - Agora todos juntos: Bonita, não é não... Tem cara de sabão! Bruxa feia, aparece que dou um besliscão!
CENA VI
(SONOSPLASTIA. A BRUXA RODOPIA E APARECE VOANDO NA VASSOURA)
BRUXA: - O que é isso? Por que me chamaram? Quem é você?
DUDU: - Sou o duende Dudu.
BRUXA: - Nunca o vi nem mais gordo ou magro! In-si-gni-fi-can-te ser!
DUDU: - Sou assistente do papai Noel.
BRUXA: - Assistente? (Risos de Bruxa)
DUDU: - Quero saber onde prendeu o papai Noel.
BRUXA: - Vai ficar querendo... Nunca vou dizer! Nunca... (Risos) Só saberá no dia de São Nunca! (Risos)
DUDU: - Sua bruxa horrorosa!
BRUXA: - Obrigada pela parte que me toca.
DUDU: - Você vai vê.
BRUXA: - Claro! Não sou cega! (Riso) Mas você pode ficar. (Dudu corre e sai de cena) Covarde! Ninguém pode comigo! (Risos)
SAPÃO: - Ele não é covarde. Isso posso garantir.
BRUXA: - Olha se não o engolidor de moscas! Cuidado rapazinho posso lhe transformar numa largatixa!
SAPÃO: - Por que não tenta?
BRUXA: - Não me desafie seu sapo asqueroso...
SAPÃO: - Duvido muito que consiga.
BRUXA: - Nunca desafie uma bruxa! (Pega a varinha e aponta para o sapo) Scrim, escrablim, blim,blim, blum! Transforme-se em... (Nesse momento Dudu entra com Daimon e joga uma rede em cima da bruxa)
DAIMON: - Tome isso!
DUDU: - Peguei a varinha.
SAPÃO: - Conheceu papuda!
BRUXA: - Me solte... Seus paspalhões, atrapalhados e bobões!
DAIMON: - Não soltaremos enquanto não disser onde se encontra o papai Noel.
BRUXA: - Nunca vou dizer. Nunca!
DUDU: - Então ficará presa.
BRUXA: - Tudo bem. Também não terá natal. (Risos)
DUDU: - Mas por que você esta fazendo isto?
SAPÃO: - Só por maldade.
DAIMON: - Não pode ser. Tem que haver uma explicação.
BRUXA: - Eu odeio o natal. Odeio crianças! Odeio festas! Tenho horror por músicas natalinas. Detesto duentes... Não suporto mamãe Noel, e sinto repulsa por papai Noel. Me dá enjôo vê tanta bondade.
DAIMON: - Mas por que? Nós nunca fizemos nada contra você.
BRUXA: - Não? Pois vou contar uma história... Quando eu era pequena, bem pequenina... O papai Noel esqueceu de levar o meu presente...
DUDU: - E o que você pediu?
BRUXA: - Isso não vem ao caso. Só sei que ele me esqueceu. Então prometi me vingar.
SAPÃO: - São tantos pedidos! Pode ter ocorrido um acidente de percurso.
DUDU: - É verdade. Papai Noel nunca esquece ninguém.
BRUXA: - De mim esqueceu. Fiquei tão irritada que não quis mais saber de natal.
DAIMON: - Não entendo por que você não gosta da mamãe Noel, dos duendes e de crianças...
BRUXA: - Por que são todos insuportáveis. E as crianças são chatas, feias, barulhentas, remelentas e vivem fazendo travessuras. Elas gritam e correm por todo o lado. Por isso adoro quando caem e se machucam, abre o maior berreiro... Sabiam que lágrimas de crianças,é um dos melhores ingredientes para meu caldeirão de maldades? Então eu decidi... De hoje em diante não mais haverá natal.
SAPÃO: - Isso não pode acontecer.
DAIMON: - Você não pode fazer isso.
DUDU: - Não vamos permitir.
BRUXA: - Tolinhos! Acha mesmo que essa rede pode me segurar? (Risos)
SAPÃO: - Quebra a varinha mágica dela.
BRUXA: - Nãaaaaaaaaooooooooo! (Desespero) Isso não. Não faça isso!
DAIMON: - Então diga onde prendeu o papai Noel.
BRUXA: - Faço qualquer coisa. Mas não quebre minha varinha mágica. Recebi quando me formei na escola de bruxas.
DUDU: - Se não disser vai ficar sem ela.
BRUXA: - Tudo. Menos isso.
DUDU: - Dou-lhe uma... Dou-lhe duas...
BRUXA: - Eu levo vocês até ele.
DAIMON: - Como saberemos que está dizendo a verdade?
BRUXA: - Lhe dou minha palavra de bruxa.
SAPÃO: - Sabemos que não se pode confiar em uma bruxa.
DUDU: - Então prove. Faça o Sapão voltar ao normal. Quebre o feitiço.
BRUXA: - Pra isso vou precisar da minha varinha.
DAIMON: - Acha mesmo que somos idiotas?
SAPÃO: - Mesmo por que não tem como quebrar o feitiço. Só um beijo bem carinhoso de uma criança poderá quebrar o feitiço.
DUDU: - Então faremos assim... Você nos leva até o papai Noel e nós lhe devolvemos a varinha.
BRUXA: - Combinado. Mas vou assim?
DAIMON: - Claro! Agora vamos. (Saem)

CENA VII
SAPÃO: - Mamãe Noel, mamãe Noel...
MAMÃE NOELY: - Que foi Sapão?
SAPÃO: - Tenho duas notícias... Uma boa e outra ruim.
MAMÃE NOELY: - Há! Então diga. Mas espera ai. Vamos chamar a charlote? (T) Charlote...
CHARLOTE: - Que foi?
MAMÃE NOELY: - O Sapão tem novidades.
CHARLOTE: - É?
MAMÃE NOELY: - Diga Sapão.
SAPÃO: - Qual prefere primeiro? A boa ou a ruim?
CHARLOTE: - A boa é claro!
SAPÃO: - Prendemos a bruxa ECA!
CHARLOTE: - Que bom!
MAMÃE NOELY: - Que maravilha Sapão!
CHARLOTE: - Mas qual é a ruim?
SAPÃO: - É que ela não quer dizer onde se encontra o papai Noel.
CHARLOTE: - Já sei... Ela esqueceu. Está vendo, não só sou eu que sou esquecida, não.
SAPÃO: - Ela disse que o papai Noel esqueceu o presente dela. E por isso ela quer se vingar.
MAMÃE NOELY: - Acho que sei como resolver isso.
SAPÃO: - Como?
MAMÃE NOELY: - Se papai Noel esqueceu. Que acho impossível... É por que a carta se extraviou antes de chegar aqui no Pólo Norte.
SAPÃO: -
CHARLOTE: - Se... Se extraviou, como saberemos o que ela pediu?
MAMÃE NOELY: - É simples. Basta apenas viajarmos pelo portal encantado e voltar ao tempo quando a bruxa ECA era pequena.
SAPÃO: - Assim saberemos qual era seu pedido.
CHARLOTE: - E isso é possível.
MAMÃE NOELY: - Só em casos extremos.
SAPÃO: - Uma vez recebendo seu presente a bruxa desiste da vingança.
CHARLOTE: - Ah! Bravo! Como você é inteligente mamãe Noel. Puxou a mim!
MAMÃE NOELY: - Vamos Charlote.
CENA VIII

DAIMON: - Bruxa mentirosa! Nos enganou.
DUDU: - Não devíamos ter facilitado.
DAIMON: - Que poderíamos fazer. Ela usou a magia negra.
DUDU: - E agora o que faremos? Desse jeito não haverá natal.
MAMÃE NOELY: - Engano seu meu caro Dudu.
DAIMON: - Mamãe Noel!


MAMÃE NOELY: - Sei como libertar o papai Noel. Só que pra isso preciso da ajuda de vocês para atraí-la até aqui. Vocês me ajudam? (T) Ótimo!
CHARLOTE: - Vocês lembram da música para atrair a bruxa ECA? (T) Ih, eu esqueci...
DUDU: - Vamos pedir ajuda ao nosso grande amigo Sapão. Vamos Chamar por ele? (T) Sapão...
SAPÃO: - Chamou, chamou... Aqui estou.
DAIMON: - Temos que atrair a bruxa Eca...
SAPÃO: - É pra já...Então vamos lá. A música é assim: É assim: Bonita, não é não... Tem cara de sabão! Bruxa feia, aparece que dou um besliscão! (T) Entenderam. Então: é um, dois, três... (Cantam e a bruxa aparece)
BRUXA: - Quem ousa pertubar meu sono de beleza?
MAMÃE NOELY: - Eca... Papai Noel nunca esqueceu de você.
BRUXA: - Como não? Eu nunca vi a cor...
MAMÃE NOELY: - Da boneca que pediu?
BRUXA: - Como sabe?
MAMÃE NOELY: - A culpa do correio.
BRUXA: - Do correio?
MAMÃE NOELY: - Por isso você não recebeu seu presente.
BRUXA: - Não acredito em você.
MAMÃE NOELY: - Se estivesse mentindo como saberia? Aqui está seu presente.
BRUXA: - É tarde.
MAMÃE NOELY: - Sabe que não. Tome... É seu. Ou melhor, é sua.
BRUXA: - Ah, minha bonequinha de pano!
MAMÃE NOELY: - Agora solte o papai Noel.
BRUXA: - Por que demorou tanto?
MAMÃE NOELY: - Por que um dia você deixou de sonhar. Perdeu a esperança...
CHARLOTE: - Agora tem uma chance de fazer diferente.
DUDU: - Mudar essa história.
SAPÃO: - Ser feliz.
DAIMON: - Só depende de você.
BRUXA: - Não sei...
MAMÃE NOELY: - Poderá trabalhar na maravilhosa fábrica de brinquedos do papai Noel.
BRUXA: - Mas eu não sei fazer brinquedos...
DUDU: - Eu posso lhe ensinar.
BRUXA: - Faria isso? Mas sou má.
DAIMON: - Você não é má. Apenas nunca teve uma chance pra demonstrar o seu lado bom.
CHARLOTE: - Agora está tendo uma grande oportunidade.
MAMÃE NOELY: - Só depende você.
SAPÃO: - Solte o papai Noel e comemore o natal conosco.
BRUXA: - Eu... eu... (Com dúvida)
MAMÃE NOELY: - Faça a coisa certa. Tente!
(Eca puxa a varinha aponta para o fundo do palco)
BRUXA: - Scrim, escrablim, blim,blim, blum! Que o papai Noel apareça aqui.
CHARLOTE: - È o papai Noel!
SAPÃO: - Viva!
DAIMON: - O natal esta salvo!
DUDU: - A festa vai começar...
MAMÃE NOELY: - Você fez a escolha certa. É seu primeiro ato de bondade. Por isso lhe nomeio minha assistente. A partir de hoje você deixará de se chamar Eca e passará a se chamar Safira.
PAPAI NOEL: - Seja bem vinda a família Noel, Safira... Duendes preparem as renas, carreguem o trenó, que temos muito trabalho pela frente. Não podemos nos atrasar, milhares de crianças no mundo inteiro estão a minha espera. Que a magia do natal renasça nos corações de todos e que a paz, a esperança e a solidariedade sejam o presente mais valioso que todos possam receber. Vamos pessoal.. Que estão esperando? A todos um feliz natal. (Saem fica o Sapão)
CENA IX
SAPÃO: - Buaaaaaaaaaaaá!
(Dudu volta)
DUDU: - Que foi Sapão? Por que está chorando?
SAPÃO: - Ninguém gosta de mim. Só por que sou feio.
DUDU: - Mas você é um príncipe.
SAPÃO: - Príncipe sapo. Que chegou o fim da história e ninguém me beijou.
DUDU: - Já sei! Quem quer dá um beijo no sapo e quebrar o feitiço? (T) Vem você. (Espera o beijo). Ué? Por que você não se transformou num belo príncipe?
SAPÃO: - Ah! Eu só que ria ganhar um beijo!
DUDU: - Espertinho! (Saem. Sonoplastia)

F I M

dezembro 29, 2010

ENTREGA DE PRESENTES DE NATAL



Um dos momentos mais esperados pelas crianças e adolescentes neste período do ano é o recebimento do tradicional presente de natal.



O CPCA SÃO BENEDITO com a sempre e bem vinda parceria dos padrinhos (voluntários) que a todo o ano contribuiem com as já tradicional sacolinhas que contém itens desde briquedos como vestiários.



E para nós, o momento masis marcante desta bela festa, é presenciar no rosto de cada um a alegria de mais uma vez serem lembrados e desta forma tornar essa corrente de solidariedade um ato contagiante de amor ao próximo.




dezembro 28, 2010

CONFRATERNIZAÇÃO DE NATAL

(Lúcia,Luciana,Creudes,Rosa,Zezé,Guiomar,Consilha,Marcondys e Elma)

Funcionários do C.P.C.A São Benedito se reuniram neste dia 24/12/10 para confraternização de natal e a realização do amigo secreto onde puderam compartilhar momentos inesquecíveis, que além da troca de presentes, firmarem os votos de que 2011 possa proporcionar a toda equipe um ano de muitas conquistas e união.

Assim se encerra oficialmente o calendário de atividades planejadas para este ano de 2010, com um balanço positivo, onde todos nos sentimos, na parte operacional, com a sensação do dever cumprido.

Que em 2011 possamos dar continuidades a este trabalho com todo empenho e dedicação que nossos educandos merecem.



Parabéns equipe! Vocês merecem todo o mérito pelo os consecutivo sucesso.

dezembro 20, 2010

O RAPTO DO PAPAI NOEL 2 - VIDEO


Charlote (Ágata Almeida) e Mamãe Noel (Chaiévelyn Gaspar)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 1 - VIDEO


Mamãe Noel (Chaiévelym Gaspar) e Duende Daimon (Guilherme Meneses)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 3 - VIDEO


Bruxo Maledeto (Jeferson Oliveira) e Mamãe Noel (Chaiévelyn Gaspar)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 4 - VIDEO


Mamãe Noel (Chaiévelyn Gaspar) conta a história do Papai Noel.

O RAPTO DO PAPAI NOEL 6 - VIDEO


Charlote (Ágata Almeida), Mamãe Noel (Chaiévelym Gaspar) e Duende Dudu (Pedro Lopes)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 7 - VIDEO


Duende Daimon (Guilherme)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 8 - VIDEO


Duende Dudu (Pedro Lopes)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 9 - VIDEO


Duende Daimon (Guilherme Meneses)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 10 - VIDEO


Mamãe Noel (Chaiévelym Gaspar) e Charlote (Ágata Almeida)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 11 - VIDEO


Mamãe Noel (Chaiévelym Gaspar), Sapão (Pedro Henrique) e Charlote (Ágata Almeida)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 12 - VIDEO


Mamãe Noel (Chaiévelym Gaspar) e Charlote (Ágata Almeida)

O RAPTO DO PAPAI NOEL 13 - VIDEO


Duende Dudu (Pedro Lopes), Duende Daimon (Guilherme Meneses) e Sapão (Pedro Henrique)

MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...