Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens

novembro 04, 2022

DYNEY MARQUES MISTER SÃO PAULO 2921 BUSCA SEU LUGAR AO SOL

O belo modelo e fisioterapeuta, Dyney Marques @dyneymarques_inst de 32 anos que foi eleito Mister São Paulo Fama Net 2021crlebra as conquistas e as portas que se abriram desde sua participação no concurso onde o rapaz concorreu a faixa com outros 15 rapazes.  O rapaz garante que sua beleza é natural que o mesmo não passou por nenhum procedimento estético e que matem sua boa forma através de exercícios físicos e uma boa alimentação. 
Muito assediado o rapaz diz se sair bem e que na ocasião do concurso estava comprometido e que a pessoa com quem estava lhe deu força e ficou muito feliz com sua vitória. Também como não ficar? Estava ao lado do mister São Paulo. Quando perguntado se estava confiante: "Expectativa antes da  friozinho na barriga  , nervosismo . 
Não acreditava que chegava na final  mas estava confiante .". Disse Dyney. 

O concurso abriu muitas portas e fez de Dyney uma presença constante na noite Paulista com presenças vip e desfiles. O belo modelo também tem se dedicado aos trabalhos na área do audiovisual e não é incomum vê-lo em filmes publicitários. 
"Na vida artística, tenho metas para alcançar , continuo me preparado ser reconhecido tanto no Brasil como fora do Brasil ( Paris ) ". Terminou 

outubro 29, 2019

ENTREVISTA COM CIÇA GOMES

Ciça Gomes aos 42 anos a pernambucana de Petrolândia desde muito cedo demonstrou seu interesse por atuar e essa paixão se acentuou depois de assistir a novela O Salvador da Pátria, na época aos treze anos, ao ver seu ídolo Lima Duarte interpretando, teve a certeza que queria está ali, naquele lugar, na tv. Naquele momento, em seus sonhos de menina, nascia a atriz. Revela com brilho no olhar sua primeira e inesquecível oportunidade: " ...foi quando interpretei a Blanche na peça Um Bonde Chamado Desejo, em 1996. O que mais me encanta é saber que através do nosso ofício, tocamos os corações, e com isso podemos mudar e melhorar muitas pessoas. Porém me chateia muito e não acho bacana, os artistas que batalham para sobreviverem da sua arte e quando alcançam seus objetivos, tornam-se arrogantes, prepotentes e insuportáveis" (Risos).Sua chegada a TV ATUAR se deu a convite da amiga, também atriz, Vânia Brachini, que há um tempo a convidava a conhecer o trabalho porém estava numa fase que não sabia se ainda era o momento de retornar a atuar. Até que um dia a pedido da amiga enviou uma foto para produção que estava selecionando uma atriz para a web novela Brincando com a Vida, e foi aprovada pelo autor Cauê Bonifácio e acabou sendo escolhida para fazer a personagem Fabiana, e de tabela aí da recebeu o convite para participar da série Beth & Low 4 de Marcondys França e hoje faz parte do elenco da TV ATUAR.Sobre sua personagem Fabiana de Brincando Com a Vida, diz: "É muito desafiador viver a Fabiana. Ela é intensa em tudo. E nessa intensidade, nesse universo ela ama loucamente, vive um amor verdadeiro. Porém, um amor que a faz enxergar a vida e o próximo, com outros olhos. O grande amor da sua vida torna-se usuário de drogas e contrai Aids. Mas nem mesmo isso a impede de continuar amando..."
"A força e a fé, digo que são nossos pontos comuns. Ela é uma mulher forte e luta com garra para salvar a vida do amado. O que já fiz na realidade, mas com meu irmão."
Com relação a web novela guarda grande expectativas, e que tem a certeza de que será um grande sucesso por ser uma historia linda, com personagens intensos e hilários. E todos os envolvidos colherão alguns frutos pela dedicação e entrega ao trabalho.
Quantos aos planos para futuro responde com entusiasmo: "... trabalhar, trabalhar e trabalhar! Fiquei muito tempo afastada, mas agora a energia é total. Participarei de outros projetos bem bacanas na casa, estou aprendendo a trabalhar na produção, então, bora aprender e colaborar.'
Sempre muito simpática e receptível, a bela e talentosa atriz recebeu nossa equipe com todo carinho e atenção.

março 23, 2014

NUNCA CONSEGUI SEPARAR DEUS DA MINHA ARTE, SÃO INSEPARÁVEIS .

Após 30 anos de carreira é possível separar a vida privada da pública?

Sim. Claro, sempre preservei ao máximo a minha intimidade. Nunca quis que minha vida pessoal fosse mais interessante que a profissional, por este motivo não exponho minha família e meus relacionamentos vividos ao longo dos anos...


Não falar sobre relacionamentos amorosos é uma forma de auto-proteção? 

De certa forma sim. Não posso expor a outra pessoa a curiosidade alheia, eu estou acostumado com as especulações, e até mesmo com o julgamento de pessoas que me julgam o tempo todo...



E estes "julgamentos" te incomoda?

Sou categórico. Prefiro o silêncio. Quando você rebate, o que era pequeno, toma-se uma proporção ainda maior. Então, quando é inevitável, uso a minha velha frase: "Existem fatos e boatos, as pessoas acreditam no que lhes convém!". Mesmo por que não posso ter controle sobre as opiniões das pessoas, sou um ser humano de carne e osso, vulnerável a todas e quaisquer situações do dia-a-dia.



Uma vez você disse que a imagem de perfeição lhe incomodava...

Sim, E muito. cresci sobre o olhar de grupos de pessoas, fui tido como uma criança exemplar, e na minha adolescência essa responsabilidade aumentou de formar grandiosa, e o fardo ficou muito pesado...



Foi daí que veio a depressão? 

Estava no auge do sucesso profissional no cultura jovem, e foram momentos maravilhosos, profissionalmente falando, porém, eu passava por uma depressão tão forte, sem que ninguém soubesse, que tive uma convulsão e apaguei...



Como alguém que tem uma trajetória tão bonita, sendo, admirado, respeitado e com um trabalho reconhecido, pode passar por uma forte depressão a ponto de ir parar num hospital?

Queriam muito de mim. Ao contrário de todos da mesma idade, era inaceitável errar, tinha que ser sempre mais, e chegou um momento que eu queria apenas ser tratado como uma pessoa normal...

O que é ser normal?

Errar sem grandes alardes, ser irresponsável de vez em quando, xingar palavrões, falar besteiras, essas coisas comuns a um jovem de 18 anos...

E o que lhe impedia? 

A posição que ocupava na época. O filho , o aluno, o namorado, o religioso, o ator, o professor exemplar. Era um fardo, fardo este, que começou apesar muito mais no fim da adolescência quando eu teria que lidar com o mundo real...

Então viveu uma fantasia?

Quando se é uma criança, criada num mundo artístico, tudo é muito mágico. Você amadurece mais rápido, é como se pulasse uma etapa da sua vida. Há muitas coisas comuns que a gente deixa de viver.

E quando isso mudou?

Começou a mudar após os vinte anos de idade. Foi quando comecei a me permitir, experimentar coisas comuns, como ir a uma danceteria, ficar, viver com plenitude.

Drogas e bebidas? 

Poderia se quisesse, mas não. Nunca tive vontade. Sou muito careta!



Sexo? 

No começo era complicado. Nesse período fiz uma descoberta que até então, era algo que não percebia, eu tinha uma beleza, não dessas de modelos, mas o que podemos chamar de exótica, e isto chamava a atenção. Só que mesmo neste período, para me sentir livre, solto, espontanio, pela primeira vez usei o teatro na vida real. Criei uma personagem que iria mudar a minha vida, era totalmente tudo o que eu desejava, e passava o rodo geral. O único problema é que ainda não acreditava que era possível separar sexo de amor, amor e sexo na minha concepção andavam juntas, e mais uma vez eu entrava numa paranoia,..

Foi daí que veio a terapia? 

Sim. Foram mais de 10 anos de terapias.

E hoje o que mudou com relação a tudo isto?

Tudo mudou. Sou mais maduro. O tempo me concedeu uma maturidade com propriedade, sou uma pessoa mais centrada, e hoje consigo enxergar coisas, que antes eram tão distantes... Quer saber? Hoje me permito mais. Ouso mais, experimento.



No mundo das artes, sexo e traições é tratado como algo banal...

Em todos os campos agora, sexo, drogas e traições são banais. O amor, é considerado ultrapassado, respeito é substituído por satisfação, e "dinheiro" é o cartão de visita. Na era das redes sociais, a falsa ilusão de que somos amados, por causa de um clique é uma evidência da solidão e da insatisfação que a liberdade sem responsabilidade nos dá. Ainda acredito no caráter, que tem, tem. Quem não tem, procura pretexto.

Sua passagem pela religião foi meio conturbada. Ainda há fé? 

Sim, claro, sempre! Sem fé, não há como viver. Temos que crer em alguma coisa, ou a vida não faz sentido. Não consigo separar Deus da minha arte, da minha vida, são inseparáveis. Se me pedirem pra escolher, entre Deus e minha arte, vou escolher a arte, por que na minha arte está Deus, sem Ele não sou nada, sem ela sou um ser vazio... Não tem como separar.



Ano passado você fez bastante trabalhos na teve, isto lhe deu uma nova direção na carreira?

Sim claro. Participar de uma obra numa das maiores emissora do Brasil, a globo, me abriu muitas portas, e eu amei tudo isso. É incrível você está ali, cercado dos melhores profissionais da televisão e sendo visto em mais de quarenta países, é uma satisfação sem explicação.


Você foi convidado para ser preparador de elenco do longa Calango do Agreste, além de atuar, isto não é uma responsabilidade muito grande?

Sim. E dar um certo friozinho na barriga. Pois terei meu nome vinculado ao desempenho de um elenco na maioria estreantes e sem experiências anteriores, mas, sou o tipo de profissional que não me sinto melhor que ninguém, apenas compartilho com os atores o meu conhecimento técnico, o resto é com cada um, cada ator será responsável pela construção de suas personagens seguindo as dicas do processo de preparação. 

E você o que fará no longa? 

Farei o Edigar, um policial corrupto ligado ao crime organizado. Um cara completamente dissimulado, mal caráter e frio. Um criminoso disfarçado em pele de cordeiro. Será uma delícia fazê - lo.

Além deste projeto, o que mais vem por ai?

Também estou produzindo com o diretor e produtor Cauê Bonifácio um curta, que creio que até junho estará pronto. Neste curta vivo um homossexual que vive um relacionamento estável é surpreendido com o vírus do HIV, uma história bonita e emocionante, no qual estou muito empolgado, não vejo a hora de começar a rodar.



Como é conciliar dar aulas no ensino fundamental com tudo isso? 

Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo, e até este momento estou conseguindo conciliar, enquanto isto for possível desejo continuar. Gosto de crianças, sempre gostei, isto me renova.




setembro 23, 2013

ENTREVISTA

Preste a completar quarenta e um anos de idade o ator Marcondys França celebra seus trinta anos de carreira exercendo seu ofício com amor, dedicação e muito trabalho.

Nem sempre sua trajetória foi repleta de flores, como todo bom libriano, determinação sempre foi seu lema, entre elogios e críticas, construiu uma carreira sólida que não se abala as dificuldades do dia-adia.

Neste entrevista encontramos um homem maduro, bem humorada, que mostra com firmeza porque suas convicções o tornaram uma pessoa melhor sem deixar de lado suas convicções transformando valores e reescrevendo uma nova história.


Você sempre dedicou sua carreira ao teatro... o que te levou a se enveredar pelo cinema e televisão?

Tudo questão de oportunidade, creio que estava escrito, sempre tive vontade de conhecer essas duas outras linguagens, mas não tive naquela ocasião essa oportunidade, e do ano passado para cá, assim, por acaso, aconteceu. E confesso estou amando.

Sentiu muita diferença entre o teatro, cinema e televisão?
Já sabia que havia diferença, tudo isso teoricamente, mas agora exercendo, estou conhecendo na prática. E é muito complicado, porque o teatro te d´um certo tempo para você trabalhar as emoções, enquanto a tv e o cinema, é muito mecânico, imediato, onde o ator tem que está preparado. é tudo muito visual.



É verdade que quando se transita por todos os veículos há sempre uma preferencia, como muitos que declararem seu amor pelo teatro?

O teatro é sem sombra de dúvida a grande escola do ator, mas é muito bom ter esse contato com o cinema e com a televisão. Quando você faz todos esses veículos, tem a chance de se testar de várias formas, é um exercício constante, pois cada um exige de você técnicas diferentes, e no fim deste exercício todo, o ator é quem sai ganhando. Quanto maior experiência, maior domínio das técnicas.


Depois de trinta anos de carreira da pra se dizer que você é uma pessoa bem sucesso?

Cada pessoa tem uma visão sobre o sucesso e isso é extremamente pessoal. Existe pessoas bem sucedidas independente da profissão que exerça, não sou uma celebridade, mas me considero um cara bem sucedido, sempre me mantive exercendo o meu ofício, e se sucesso for reconhecimento por fazer bem... então creio que sou um cara de sucesso, ao contrário de muitos profissionais, sou cumprimentado com sinceridade, os que me admiram, admiram pelo resultado do meu trabalho.


Como conciliar vida pessoal com todo esse montante de trabalho?

Sempre trabalhei bastante, assim como sempre fiz questão de preservar minha vida pessoal, nunca quis que a minha vida pessoal fosse mais interessante que minha vida pessoal. Minha família sempre foi meu porto seguro, e nesta profissão de altos e baixos, precisamos contar com o amor, o carinho e o acolhimento da família.



Quando resolveu fazer faculdade pensou em largar a profissão de ator?

Nunca se passou por minha cabeça parar, desde que me conheço por gente faço isso, é o que faço de melhor, mas sempre tive a convicção que o estudo é muito importante para nossa formação. Então surgiu a oportunidade de fazer pedagogia e encarei o desafio, e claro que isto me afastou um pouco, mas nesse período tive a chance de liderar como coordenador artístico do Gambiarra Cultural, onde assumi a direção artística e fizemos juntos trabalhos memoráveis. Só de perceber que de um projeto social revelamos talentos incríveis, isto foi para mim a maior recompensa.


E isso não parou por ai... ? Além da faculdade agora você está concluindo a pós graduação... há um objetivo maior? 

Tudo tem acontecido meio que por acaso, assim que terminei a faculdade decidi que não faria mais nada por enquanto, pois desejava retornar ao teatro, e já estava retornando, foi quando surgiu a televisão e em seguida uma amiga me convidou para fazer um curso de Arte Educação com duração de um ano, achei interessante, e conciliei com o trabalho na televisão e no cinema.

Participar da novela Amor á Vida na Tv Globo mudou sua rotina?

De certa forma sim, apesar de ser uma pequena participação tinha que me desdobrar, pois não estava acostumado ao ritmo de gravações, muito mal dava tempo de descansar, mas por outro lado foi super bacana, aprendi muito com tudo esse processo, estava ali, ao lado dos maiores artistas da televisão brasileira e de um time de profissionais de primeira. Então, aproveitei cada segundo, absorvendo tudo que pude, foram vinte dias intensos de gravações, mas para mim, foi uma grade escola. Depois, dessa participação muitas outras portas se abriram e eu, que não sou nada bobo aproveitei cada oportunidades.

Recentemente você fez um trabalho para tv onde você vivia um travesti. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência muito louca, porém, muito gratificante. É muito bom para um ator fazer uma personagem completamente diferente do que sou. E foi um grade desafio, pois só tive três dias para compor a personagem.

E não teve medo das críticas? A essa altura do campeonato não dá pra por o medo em primeiro plano, se falam mal ou bem, o importante é que falem bastante.

Já se incomodou com críticas? Claro! Principalmente se essas críticas são negativas ou agressivas...

E isso já aconteceu? Sim. Já ouvi de um certo diretor, que foi meu mestre, não sei se por pura maldade, ou por acreditar que agente só aprende na porrada, chegou a gritar diante de todo elenco, que eu não ara nada, que jamais seria um ator. Naquela época isso me magoou muito, mas aconteceu algo dentro de mim, uma convicção, que me impulsionava a seguir adiante, e a entender, que ele, o diretor, não era o dono da verdade e da razão. Percebi, que ninguém poderia dizer, que eu não capaz.

Esse mundo ao mesmo tempo que é mágico deve ser muito cruel... como você lida com a vaidade?

Venho do teatro, o teatro é minha segunda casa, conheço as dificuldades, sei também que por mais que você se torne uma celebridade hoje, ganhe muito dinheiro, mas tenha os pés no chão, que vaidade atrapalha, ofusca, nos cega, e que, se você não souber fazer um bom investimento, não digo só financeiro, mas também afetivo, quando tudo isso passar, o risco de cair no esquecimento é imenso.


Aparência é tudo para sobreviver nesta área?

Aparência ajuda sim, ainda mais nos dias atuais, onde o chamado perfil tem sido muito mais importante que o próprio talento.

Aos quarenta você demonstra uma boa aparência... Você recorre a algum procedimento estético?

Não o quanto eu gostaria. Ando meio paradão, tive que parar com os exercícios físicos por conta de uma hérnia de disco na região lombar. Mas também fiz há dois anos atrás um procedimento de correção entre as sobrancelhas com preenchimento com metacrill e ano passado tentei botox mas odiei o resultado... (Risos)

Se preocupa com a idade? Com a idade não. Mas me preocupo com as marcas que o tempo vão deixando na gente. Claro que desejava chegar aos 50 anos com o rosto de trinta. E acho que o que puder fazer para retardar farei, pois trabalho com imagem, e o quanto estiver inteiro, creio que me possibilitará oportunidades.

Claro que quando mais jovem acreditava que envelhecer seria um processo tranquilo, mas hoje quando vejo algumas transformações no meu corpo, principalmente na face, entro em desespero.




Você apesar de conviver a tanto tempo no mundo artístico, e uma pessoa que nunca foi vista em escândalos...

Detesto escândalos. Sempre quis manter minha vida íntima e particular no anonimato... também nunca foi uma pessoa baladeira, levo uma vida simples, tranquila... não curto bebidas ou cigarros...

Nunca lhe ofereceram drogas?

Claro. Já me ofereceram maconha, mas sempre demonstrei ser careta. Deixo bem claro que, não curto, e que meus amigos podem até usar, mas bem longe de mim.

Seus relacionamentos... alguns não deram certo. Acredita que sua carreira atrapalhou? 

Tive relações bem duradoras e não considero que não tenha dado certo, foram boas, enquanto duraram. E meu trabalho nunca interferiu até esse momento em minha relação afetiva. Preservo meu relacionamento, e não o exponho.


Sujeito Oculto é um projeto que vem anunciando há um tempo... Quando saíra do papel?

Devido ao montante de trabalho que venho tendo, que além de fazer tv e cinema, ainda dou aulas para o ensino fundamental, e isto, tem me tomado bastante tempo. Mas até o fim do ano pretendo concretizar as filmagens deste filme que é um projeto pessoal, além de retornar ao teatro.

Você tem algum problema com relação a nudez? Pelo que consta você foi convidado a fazer uma participação numa série simulando sexo...

Não tenho nenhum problema com a nudez em si, só me incomoda a nudez gratuita. Não faço um trabalho no qual não me sinta á vontade. Esse foi o quarto convite relacionado a aparecer em cena nu e todos eu rejeitei por não achar que acrescentasse nada de especial a minha vida pessoal ou profissional.


Se pudesse voltar o tempo o que você mudaria em sua história de vida?

Creio que eu não deixaria o medo de sentir medo me abalar tanto, arriscaria muito mais, me desapegaria as coisas pequenas que me limitavam tanto, seria mais honesto comigo mesmo, não tentaria provar o tempo todo o meu valor, deixaria a vida fluir e me levar de modo mais leve e com maior tranquilidade.

Mas também manteria essa minha essência, que só os que me conhecem, enxergam sem julgamentos precipitados. Esperando que percebam que atrás do artista, há um homem com sentimentos parecidos a tantos outros.



abril 27, 2013

MARCONDYS FRANÇA quarENTÃO...

 Aos 40 anos de idade e 32 de carreira o ator Marcondys França fala pela primeira vez sobre sua nova fase e de assuntos polêmicos como drogas, sexo e pré-conceito.
 Você começou sua carreira em 1985 aos 12 anos de idade, não acha precoce iniciar tão cedo?

Na época que iniciei podemos considerar que sim, mesmo porque não venho de uma família de artistas, e ser o único com esse desejo gerava sim um certo desconforto, pois estamos falando de uma época em a profissão de artista ainda era vista com certo receio, havia muito pré-conceito tanto dentro de casa como fora, para a sociedade a profissão de artista era vista como uma subjestiva, uma profissão que era sinônimo de vagabundagem, uso indiscriminado de drogas e sexo sem restrições.
 Vendo esse cenário que o circulava, como sua família permitiu que um garoto de 12 anos embarcasse nessa?

Tudo começou na minha escola, estavam montando uma peça de teatro e fizeram testes com várias crianças,  me inscrevi e fui selecionado, pra minha sorte ganhei o papel principal, nisto tinha mais falas, e o que já era paixão, se tornou amor, não posso negar que foi muito difícil, pois sempre fui muito tímido, e vencer a timidez era meu maior desafio.

 Como foi sua estréia?

Foi tensa, me lembro que estava em pânico, até mesmo o que mais tinha segurança, que era o texto, tinha medo de dar um branco e não consegui dizer uma só palavra. Recordo que o teatro estava lotado, a escola inteira estava lá, era uma grande responsabilidade, e não podia falhar.  A apresentação foi um sucesso, depois daquele dia passei a ser popular na escola, mas isso não mudava minha personalidade, mas não posso negar, que ser querido era super bom.

 Sua infância não marcada apenas por projetos artísticos, então como era o seu dia-a-dia com as outras crianças?

O mais engraçado era isto, a arte fazia parte da minha vida, meus amigos, que brincavam comigo, sempre aceitavam brincar de circo, teatro, fazer novela de mentirinha... Claro que brincava de outras coisas, todas brincadeiras de rua, mas ao contrários dos meus amigos, sempre tinha além dos deveres de casa referente a escola, havia textos para ser decorados.

 Ter tantas responsabilidades não deixava a infância em segundo plano?

Nunca deixei de viver a infância, não posso dizer que pulei essa fase, tive uma infância plena, e sinto saudades daquela época, porém o teatro me trouxe conhecimentos que muitas outras crianças na minha idade não tinha. Quanto a escola, o teatro foi um complemento, um suporte que me ajudava a ter um conhecimento de mundo muito mais amplo.
 Você viveu toda sua infância no Rio de Janeiro e você é Paraibano, encontrou pré-conceito?

De forma alguma, todos pensavam que eu era carioca, fui para a cidade do Rio de Janeiro aos seis meses de idade, aprendi a andar, a falar, a ser carioca... E isto é engraçado, que em 1988 quando fui morar na Paraíba enfrentei pré-conceito por acharem que eu era carioca.

 Foi nesse período que você se tornou evangélico?

Podemos de dizer que este encontro com a religião veio muito antes, ainda no Rio tinha uma professora que se tornou uma grande amiga minha, e que a considero uma parenta, pois me ensinou a ler e escrever e por ironia do destino a mesma foi morar na mesma rua que eu morava e nossa amizade só aumentou, de tal forma que todos achavam que ela era realmente minha tia, sua mãe, a vovô Maria e seu pai o vovô João eram da igreja Batista, nisto eu frequentava o culto duas vezes por semana. E mais tarde minha mãe passou por uma enfermidade e foi levada para uma igreja chamada Casa da Benção e de certa forma foi curada, pois teve fé, e daí quando fui para Paraíba acabei sendo batizado na Assembléia de Deus, e nisto passei uns 3 anos como membro, mas a doutrina era pesada e não condizia com meu modo de pensar, e quando percebi que não podia ser o que sou, fazer minha arte, decide que era hora de largar a igreja, e ficar apenas com Jesus.
 Mas hoje a condição de artista é vista pela igreja como uma profissão comum e aceitável...

Hoje sim. É muito mais fácil ser evangélico nos dias atuais, tudo é permitido, a doutrina já não é mais tão severa. É tudo muito comercial, há vinte anos atrás sofri perseguição da igreja por ser artista, fui pressionado a fazer uma escolha, se eu ficaria como membro ou seria artista, Mas o dom de interpretar me foi dado por Deus, esse é meu talento e  eu não poderia ignorar.

 Foi neste período que surgiu o Cultura Jovem de Mataraca?

Exatamente. No começo eu escrevia os textos para o grupo e não assinava. Mas escrever não me bastava, queria atuar. A minha arte estava latente e eu tinha que por pra fora, compartilhar com todos, sendo assim, formei o grupo com alguns amigos, e de cara, enfrentei mais pré-conceitos, pois os pais não queriam deixar seus filhos fazerem teatro, tive que convencer um a um para montar a primeira peça de teatro.
 E como foi a recebida pelo público?

Foi um grande sucesso. Conquistamos o nosso espaço, consegui fazer parcerias e fixamos uma sede como teatro e permanecemos por três anos como grupo, até que cada um seguiu seu caminho em busca de novos horizontes, e o que restou disso tudo foi um grande movimento cultural que hoje faz parte da história daquela cidade.
 Neste período você era um adolescente?

Acho que nunca soube ao certo o que era ser adolescente, pois sempre tive atribuídas a mim responsabilidades de adultos, além do teatro, dava aulas em duas escolas, estudava a noite e ainda ajudava meu pai no comercio.
 E encontrava tempo para namorar?

Sim. Mas nesse período nunca tive namoros sérios. Apesar de ser uma pessoa muito resolvida e bem vista pelas pessoas, por dentro existia um vulcão pronto para explodir, passei na adolescência por uma crise muito grave de depressão, sem que ninguém soubesse. Sempre fui muito forte e nesse período da minha vida não me permitia a fraqueza. 

 Você sempre evitou de falar de seus relacionamentos, por que?

Por que não creio que minha vida privada deva ser mais importante que minha arte. O que desejo que as pessoas saibam e sobre meus trabalhos. Não acho que as pessoas com quem me relaciono tenham que ser expostas publicamente, quero que falem sobre mim como artista, não como pessoa.

 Te incomoda falar sobre sexo?

Nunca me incomodou. Me incomoda falar sobre minha intimidade, não gosto de ter minha privacidade invadida. Como, onde e com quem foi a minha primeira vez, é uma particularidade minha e não acho que devo expor.

 Você tem uma opinião formada sobre o casamento gay e a adoção de crianças por casais gays?

Veja bem, no meu entendimento quando você vive uma relação estável, já está casado, pois casamento pra mim, é o querer está junto de quem se ama, compartilhando os momentos mais importantes de nossas vidas com essa pessoa, então, se você luta junto com essa pessoa para conquistar coisas, por que não oficializar isto. Ter esse reconhecimento legal é uma grande conquista. Quanto a adoção, sou favorável sim, vemos tantos casais héteros jogando crianças numa lata de lixo...

 É muito comum a associação entre o mundo artístico e o uso de drogas. Como você vê essa questão?

Sou completamente careta. Nunca fiz uso de nenhum tipo de drogas, e acho muito triste saber que alguém que gosto está se destruindo. Já vi muita gente acabarem com suas vidas por causas de drogas e acho lamentável. Acho que podemos fazer escolhas, eu optei por não experimentar, nem usar, se você o faz, respeite minha posição, não use perto de mim, respeite meu espaço.

 Você completou quarenta anos, mudou muita coisa na tua vida?

Sim, claro que mudou. Principalmente ao que diz respeito a parte física. Percebo que já não sou tão moleque. O que melhorou foi na parte psicológica. me sinto mais seguro, a maturidade tem me dado maior segurança emocional, já não sou tão passional quanto antes. Percebo que ajo muito mais com a razão do que a emoção.
 Tem medo da velhice?

Tenho medo da dependência que a velhice pode trazer. A melhor coisa de envelhecer é quando você se vê realizado, com uma história para ser admirada por outras gerações. Tento fazer isto nos meus textos que espero que fiquem para posteridade. 

 Você demostrar se uma pessoa muito vaidosa, quase difícil não acreditar que não se importe com a velhice.

Creio que o que podemos fazer para melhorar, temos que fazer. Muito mais que a velhice me preocupo com o passar do tempo, e se vai passar, é inevitável, que seja da melhor maneira possível. Hoje a tecnologia nos dá uma ajudinha, então vamos aproveitar.

 Suas peças tem sido encenadas em alguns Estados isso deve te dar uma grande visibilidade.

Pois é, diferente de vinte anos atrás a internet nos deu uma visibilidade extraordinária, através do meu blog os meus textos tem alcançado um público muito maior e em várias partes do mundo, e isto me deixa feliz, saber que estou compartilhando com milhares de pessoas a minha arte, este sempre foi meu maior intuito.

  Que o levou a ser formar em pedagogia?

Sempre gostei de estudar, então quando tive a oportunidade de trabalhar com crianças e adolescentes de uma ONG como professor de teatro, pintou a oportunidade de fazer a faculdade, então não pensei duas vezes, enfrentei o desafio e me formei ano passado. Agora estou fazendo pós graduação em Arte Educação e não pretendo parar por ai.

E quantos aos projetos para este ano?

Além de está fazendo elenco de apoio para a nova novela (Amor a Vida) das 21 da globo, tenho um projeto pra o teatro que ainda está sendo analisado e dois filmes, um será uma produção independente.

MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...