novembro 13, 2012

SERRA NEGRA - DIAS INESQUECÍVEIS


Localizada ao norte do Estado de São Paulo, numa região de 927m de altitude com picos de até 1.300m e rodeada por montanhas da Serra da Mantiqueira, Serra Negra possui um ambiente seguro e agradável.


A Estância Hidromineral de Serra Negra apresenta o turismo tradicional, de compras, de eventos e rural. Seu agradável clima de montanha, aliado às fontes de águas minerais com poderes terapêuticos e sua rica beleza natural, tornaram-lhe conhecida como "Cidade da Saúde".


Na Estância o turista poderá realizar passeios turísticos tradicionais, seja pelo teleférico que leva ao Monumento do Cristo Redentor, nos trenzinhos que realizam o city tour pela Estância, em fontes diversas ou por belas praças. O contato direto com a natureza se completa com uma visita ao Balneário Municipal, que oferece banhos de imersão, pérola, turbilhão, saunas seca e úmida, duchas e massagens revigorantes.

O comércio local apresenta grande variedade de produtos em lã, linha, couro, artefatos de madeira e laticínios. O turismo rural oferece a possibilidade de visitação em propriedades que desenvolvem desde o plantio de café e cultivo de produtos orgânicos à fabricação de queijos e vinhos.


A cidade conta com uma ampla estrutura hoteleira e excelente serviço de hospedagem, que pode ser comprovado através de luxuosos hotéis, como também junto ao ambiente familiar e informal dos hotéis fazenda.


MONUMENTO AO CRISTO REDENTOR

Inaugurado em 06.07.1952, no alto do Pico do Fonseca. Localizado a 1.080m de altura, o monumento possui 18m, sendo 6m de pedestal e 12m de estátua. O acesso se dá pelo teleférico por veículo através da rua Antonio Jorge José. No local há um mirante e uma lanchonete.



TELEFÉRICO

A 1.080m de altitude, faz o trajeto da Praça João Pessoa ao Pico do Fonseca. Instituído em março de 1973, com extensão de 1.400m e 68 cadeirinhas, mantém acesso na Praça João Pessoa.





ALTO DA SERRA

Ponto mais alto da região com 1.310m, onde é possível avistar mais de 10 cidades da região, tendo também uma das mais belas vistas.. O acesso é feito pela rua 14 de julho.





DISNEYLÂNDIA DOS ROBÔS

Uma verdadeira cidade de robôs interativos montados com sucatas, brinquedos movidos à água, engenhocas, curiosidades e outros inventos. Fundada em 1988 e localizada à rua Cel. Estevão Franco de Godoy Recinto Municipal de Feiras e Exposições de Serra Negra: local onde se realizam importantes eventos, como a Festa do Peão de Boiadeiro todos os anos no mês de setembro.


Serra Negra foi fundada em 23 de setembro de 1828 por Lourenço Franco de Oliveira. A partir de 1880 começaram a chegar as primeiras famílias de imigrantes italianos para trabalharem nas lavouras de café, mudando totalmente as características portuguesas da colonização e revelando ser a tradição italiana fator predominante na contribuição da cultura local. Em março de 1892 foi inaugurado o ramal férreo da Companhia Mogiana. A locomotiva fazia o trajeto de Serra Negra até Campinas.

FONTE: http://www.serranegra.com.br/turismo.asp


novembro 06, 2012

PARATY - RJ - 2012



Bela cidade colonial,considerada Patrimônio Histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos naturais e arquitetônicos.

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, onde o caminhar é vagaroso devido às pedras "pés-de-moleque" de suas ruas.

As construções de seus casarões e igrejas traduzem um estilo de época e os misteriosos símbolos maçônicos que enfeitam as suas paredes nos levam a imaginar como seria a vida no Brasil de antigamente. A proibição do tráfego de automóveis no Centro contribui para esta viagem pelo "Túnel do tempo".

A cidade foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de boa aguardente.


No século XVIII, destacou-se como importante porto por onde se escoava das Minas Gerais, o ouro e as pedras preciosas que embarcavam para Portugal. Porém, constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse mudada, levando a cidade a um grande isolamento econômico.

Após a abertura da Estrada Paraty-Cunha,e principalmente, após a construção da Rodovia Rio-Santos na década de '70, Paraty torna-se pólo de turismo nacional e internacional, devido ao seu bom estado de conservação e graças às suas belezas naturais.

Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, onde está a Vila da Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, é Mata Atlântica por todo lado.

Vale a pena conhecer as belíssimas praias de Paraty!

A abrigada baía Paraty possui próximo a 50 praias, sendo algumas com acesso por carro e muitas com acesso apenas por barco.

Especialmente estas últimas não só possuem uma natureza em estado quase selvagem,  mas preservam muito da ancentral cultura caiçara com seu artesanato, culinária e meios tradicionais de subsistência. 

Quanto a hospedagem o que não faltam são as inúmeras opções de pousadas espalhadas por toda cidade, oferecendo os mais variados tipos de serviços compatíveis a todos os gostos e bolsos, que incluem desde café da manha e passeio de escuna  com vista panorâmica da cidade e jipi que nos leva as mais belas trilhas e cachoeiras. 



Eu recomendo!
Marcondys França.

O CORPO ( Ato III Cena VIII à XII)


ATO III – CENA VIII
EGÍDIO: - Ednaldo...
EDINALDO: - Senhor.
EGÍDIO: - Temos que abafar o caso...
EDINALDO: - Sei disso senhor...
EGÍDIO: - Não podemos deixar essa história vazar.
EDINALDO: - Seria um grande escândalo.
EGÍDIO: - Aqui reportezinha de quinta! Cada vez chega mais perto da verdade.
EDINALDO: - Isto seria muito ruim para sua campanha.
EGÍDIO: - Temos que convencer esta mulherzinha insolente a desistir de publicar o que sabe sobre o caso.
EDINALDO: - Suborno?
EGÍDIO: - Se for preciso.
MARA: - Por que subornar alguém para não contar a verdade?
EGÍDIO: - Mara?
MARA: - Perdão! Foi inevitável ouvir a conversa.
EDINALDO: - Com licença. (Sai)
MARA: - O que esta escondendo de mim Egidio?
EGÍDIO: - Eu... Escondendo? Nada, nada...
MARA: - Não me traga como idiota. Não subestime minha inteligência...
EGÍDIO: - Não querida...
MARA: - Chega Egídio. Que mesmo que eu descubra a verdade através dos jornais?
EGÍDIO: - De que verdade você esta falando?
MARA: - A verdade que me esconde. O que realmente aconteceu com meu filho?
EGÍDIO: - Mara...
MARA: - Vai continuar mentindo pra mim?
EGÍDIO: - Não. Que mesmo saber?
MARA: - Quero.
EGÍDIO: - Nosso filho foi assassinado.
MARA: - Já imaginava.
EGÍDIO: - Foi isso.
MARA: - Por que?
EGÍDIO: - A polícia continua...
MARA: - Não me venha com essa baboseira de que estão investigando. Você sabe muito mais que isso...
EGÍDIO: - Seu filho eu um pederasta, estava naquele lugar se encontrando com outros homens...
MARA: - Outros homens?
EGÍDIO: - Para praticar sexo...
MARA: - Não pode ser...
EGÍDIO: - Vê por que não queria que soubesse? É vergonhoso para nossa família.
MARA: - Por que o mataro?
EGÍDIO: - Isso ainda não sabemos.
MARA: - Estava noivo.
EGÍDIO: - Sempre foi contra. Este noivado aceitou só de fachada.
MARA: - Não faz sentido.
EGÍDIO: - Sei que é um choque. Mas tem que aceitar os fatos por piores que sejam... Ainda descobriremos muito mais... Coisas que serão difíceis aceitar.
MARA: - Por que nunca nos disse?
EGÍDIO: - Por que é vergonhoso.
MARA: - Era meu filho.
EGÍDIO: - Mas está morto. E nós temos que prosseguir. Almoça comigo?
MARA: - Não me sinto bem. Quero ir pra casa.
EGÍDIO: - Pedirei ao nosso motorista para leva-la.
MARA: - Obrigado! (Saem)
ATO III – CENA XI
(Num bar)
RODRIGUES: - Pensei que não viesse...
MÔNICA: - Espero não me arrepender.
RODRIGUES: - Tenho certeza que não se arrependerá.
MÔNICA: - O que tem pra mim?
RODRIGUES: - Hei, calma! Relaxa.
MÔNICA: - Não acha que só por que vim até aqui vai conseguir levar pra cama...
RODRIGUES: - Que pensamento fértil!
MÔNICA: - Não é atoa que sou jornalista.
RODRIGUES: - Sabe que não é uma má ideia.
MÔNICA: - Péssima!
RODRIGUES: - Ao menos um drink você bebe comigo...
MÔNICA: - Não bebo em serviço.
RODRIGUES: - Não estamos em serviço.
MÔNICA: - Eu estou. Preciso finalizar esta matéria o quanto antes.
RODRIGUES: - Não tem medo?
MÔNICA: - Na minha profissão não há espaço para medos...
RODRIGUES: - Está mexendo com gente graúda.
MÔNICA: - Me interesso pela verdade. E é isso que pretendo publicar.
RODRIGUES: - E por isso seria capaz de qualquer coisa...
MÔNICA: - Menos ir pra cama com você.
RODRIGUES: - Sou tão repugnante assim?
MÔNICA: - Sinceramente? Não. Mas não confundo trabalho com diversão.
RODRIGUES: - Então tenho uma chance?
MÔNICA: - Quem sabe!
RODRIGUES: - O rapaz tinha um relacionamento.
MÔNICA: - Disso eu já sei. Aliás, dois.
RODRIGUES: - Já tenho o endereço do cara com quem o defunto se relacionava.
MÔNICA: - Isso é bom. É quente?
RODRIGUES: - Quentíssimo!
MÔNICA: - Então me passa...
RODRIGUES: - Que recebo em troca?
MÔNICA: - Quanto vale?
RODRIGUES: - Apenas um beijo teu.
MÔNICA: - Isso é golpe baixo.
RODRIGUES: - Pegar ou largar.
MÔNICA: - No rosto.
RODRIGUES: - Sendo assim... Rasgo no meio...
MÔNICA: - Não! Tá bom... Eu beijo...
RODRIGUES: - Ótimo. (Ela o beija) Nossa! Que frio. Por um instante pensei que estivesse beijando um cadáver.
MÔNICA: - Queria o que meu bem, um beijo apaixonado?
RODRIGUES: - Não... No mínimo caloroso.
MÔNICA: - O endereço...
RODRIGUES: - Acho bom caprichar! (Ela o beija)
MÔNICA: - Satisfeito?
RODRIGUES: - É... Não foi o que eu imaginava, mas já é um começo... (Entrega o papel) Aqui...
MÔNICA: - Valeu!
RODRIGUES: - Hei... Boa noite pra você também...
MÔNICA: - Boa! (De longe)
RODRIGUES: - Ainda te pego de jeito! (Bebe e sai)
ATO III – CENA X
(Na mansão)
SELMA: - Bom dia...
LUDIMILA: - Preciso falar com Mara.
SELMA: - Perdão senhora. Mas Dona Mara não está.
LUDIMILA: - Não tem problema eu espero.
SELMA: - Mas senhora...
LUDIMILA: - Que faz ai parada? Sirva-nos alguma coisa...
NANCÍ: - O que está acontecendo aqui Selma?
ISABEL: - Desculpe-nos Nanci, já estamos de saída. Vamos mamãe?
LUDIMILA: - Engano seu filhinha. Viemos conversar com Mara...
NANCÍ: - Dona Mara não está.
LUDIMILA: - Sendo assim... Não vejo outra opção, a não ser esperar.
NANCÍ: - Creio que não seja uma boa idéia.
LUDIMILA: - Você não é paga pra crer e sim pra obedecer. Por tanto se ponha na sua condição de...
ISABEL: - Mamãe!
LUDIMILA: - Empregada. E como boa empregada que deva ser. Peça a sua subordinada para nos servir um drink.
NANCÍ: - Como boa empregada... Só sigo ordens dos meus patrões. E só não peço para os seguranças lhe arrastarem daqui pra fora em respeito a sua filha que é um doce.
LUDIMILA: - escute aqui sua insolente...
ISABEL: - Mamãe, chega!
NANCÍ: - Se deseja espera... Que espere. Vamos Selma. (Saem)
ISABEL: - Que desagradável mamãe.
LUDIMILA: - Essa empregadinha má educada não perde por esperar... Deixa você entrar de vez pra essa família.
ISABEL: - Não viaja mãe. Acabou! Será que não percebeu? Marcos está morto.
LUDIMILA: - Escuta aqui sua imbecil... Eu falo, você fica calada. Vê se não estraga tudo.
ISABEL: - Que está planejando desta vez?
LUDIMILA: - O teu futuro.
ISABEL: - Não vou ficar aqui pra presenciar esse circo de horrores...
LUDIMILA: - Melhor mesmo. Vá... Em casa conversamos.
ISABEL: - Nancí?
NANCI: - Senhora?
ISABEL: - você pode abrir a porta pra mim?
NANCI: - Sim senhora. (Isabel sai. Voltando, campanhia toca) Dona Mara... Ludimila esta a sua espera.
LUDIMILA: - Mara querida!
MARA: - Como vai?
LUDIMILA: - Melhor agora...
MARA: - Pena que não estou em condições de lhe dar atenção minha querida...
LUDIMILA: - Há que pena! Pois o assunto que me trás aqui é muito importante...
MARA: - Em outro momento.
LUDIMILA: - O sobre o Marcos.
MARA: - Meu filho?
LUDIMILA: - Sim. Tenho boas novas...
MARA: - Não entendi.
LUDIMILA: - Vamos ser avós.
MARA: - Que?
LUDIMILA: - Isso mesmo! Não é maravilhoso? Isabel está grávida.
MARA: - Grávida?
LUDIMILA: - É grávida.
MARA: - Não entendo...
LUDIMILA: - Como não? Cinco anos de namoro...
MARA: - Então, meu filho ia ser pai?
LUDIMILA: - Exatamente. Estou tão radiante! Isabel se sentiu mal, então a levei ao hospital e o médico confirmou... Claro que é bem recente. Mas de certo modo, Marcos continuará entre nós através deste filho.
MARA: - Estou surpresa.
LUDIMILA: - Também fiquei. Mas confesso, estou feliz.
MARA: - Meu filho... Ia ser pai.
LUDIMILA: - Achei que tinha que lhe dar esta notícia...
MARA: - Vez bem. E Isabel?
LUDIMILA: - Sentiu-se mal. Então achei melhor que fosse pra casa. Sabe como é... Gravidez, no começo... Indisposição, enjoo... Bem mas agora que lhe dei a notícia, deixa eu ir... Isabel precisa dos meus cuidados.
MARA: - Isabel terá toda assistência que precisar...
LUDIMILA: - Quanto a isso, não tenho nenhuma dúvida. Beijos querida!
MARA: - Nanci, acompanhe-a... (Ludimila sai) Isabel grávida!
NANCI: - Senhora acredita nesse mulher?
MARA: - Você não?
NANCI: - Essa mulher é tinhosa. Capaz de tudo pra se dar bem.
MARA: - Até mesmo articular uma história como essa?
NANCI: - Ela é capaz de coisas que até o diabo duvida.
MARA: - Se for uma invenção, será logo desmascara.
NANCI: - isso lhe trouxe esperança.
MARA: - Filho do meu filho!
NANCI: - Se fosse a senhora pedia DNA.
MARA: - Não tenha dúvida. Egídio irá exigir.
NANCI: - Certo ele. Nessa gente não dá pra confiar.
MARA: - Vou para meu quarto. Estou um pouco indisposta.
NANCI: - Se precisar de alguma coisa...
MARA: - Obrigada, minha querida. (Saem)
ATO III – CENA XI
(Na delegacia)
RODRIGUES: - O senhor mandou me chamar?
NILTON: - Sim... Veja.
RODRIGUES: - Que é?
NILTON: - O laudo definitivo.
RODRIGUES: - Então... A causa da morte... Algo perfurante, possível material ponte agudo de superfície plástica. Suposto assassino canhoto...
NILTON: - Exatamente. Isso elimina muitos suspeitos.
RODRIGUES: - Quando começamos a ouvir a família e amigos?
NILTON: - A partir de amanhã.
RODRIGUES: - Ótimo. Mas o que vamos fazer quando descobrir a verdade?
NILTON: - O que tem que ser feito.
RODRIGUES: - Arquivar o processo?
NILTON: - Exatamente. Há muitos interesses por trás desse caso.
RODRIGUES: - Entendi. Mas se tudo deve ficar como está, porque ouvi as testemunhas?
NILTON: - Seguir protocolos, meu caro.
RODRIGUES: - Frustrante!
NILTON: - É a lei do poder. Manda quem pode, obedece quem é inteligente.
RODRIGUES: - Com licença.
NILTON: - Toda.
ATO III – CENA XII
(Mônica vai a casa de Júnior)
MÔNICA: - Olá...
JÚNIOR: - Posso ajuda-la?
MÔNICA: - Creio que sim. Há, sou Mônica...
JÚNIOR: - Nos conhecemos?
MÔNICA: - Ainda não. Posso entrar?
JÚNIOR: - Claro.
MÔNICA: - Obrigada. Aconchegante seu ap.
JÚNIOR: - Obrigado.
MÔNICA: - Você e o Marcos?
JÚNIOR: - Você o conhecia?
MÔNICA: - Infelizmente só conheci, depois de morto.
JÚNIOR: - Você é dá polícia?
MÔNICA: - Não.
JÚNIOR: - Então o que quer?
MÔNICA: - Apenas conversar com você...
JÚNIOR: - Conversar? Não entendo...
MÔNICA: - Júnior... Como sabe, será investigado... A polícia já sabe de sua ligação com o Marcos...
JÚNIOR: - Quem é você?
MÔNICA: - Hei, calma. Sou apenas uma jornalista investigativa...
JÚNIOR: - Não tenho nada a lhe dizer. Por favor saia.
MÔNICA: - Sabe que será um dos suspeitos...
JÚNIOR: - Não.
MÔNICA: - Você e Marcos estavam juntos a quanto tempo?
JÚNIOR: - Não é da sua conta.
MÔNICA: - Posso lhe ajudar.
JÚNIOR: - Não preciso de sua ajuda.
MÔNICA: - Acha mesmo que a família do Marcos vai aceitar sua versão numa boa?
JÚNIOR: - Não me interessa a opinião deles. Nunca me interessou.
MÔNICA: - Meu caro, você será o primeiro suspeito... Vão deduzir que ele queria cair fora e você não aceitando poderia ter o matado.
JÚNIOR: - Isso não é verdade. Estávamos muito bem.
MÔNICA: - Mesmo?
JÚNIOR: - Ele iria acabar o noivado e vinha morar comigo.
MÔNICA: - Então amam-se de verdade.
JÚNIOR: - Claro. Só não estávamos morando juntos por causa da família. Marcos tinha medo que descobrissem e esse escândalo acabasse interferindo na vida pública do pai.
MÔNICA: - Então sacrificava-se pela família.
JÚNIOR: - A família era tudo pra ele.
MÔNICA: - E você aceitava numa boa ser colocando em segundo plano?
JÚNIOR: - Nunca fui posto em segundo plano. Os momentos que tínhamos juntos eram plenos. Eu era amado tanto quanto amava.
MÔNICA: - acho bonito isso. Imagino o quanto era difícil pra você dividir o homem que amava com uma mulher.
JÚNIOR: - Tranquilo. Eles não tinham intimidades.
MÔNICA: - Você está me dizendo que eles não transavam?
JÚNIOR: - Exatamente.
MÔNICA: - Então, era um noivado de fachada?
JÚNIOR: - Não exatamente.
MÔNICA: - Como assim?
JÚNIOR: - Ela não sabia que ele era gay.
MÔNICA: - Então, ela era enganada.
JÚNIOR: - Não sei, acho que queria se enganar. Cinco anos... E nada.
MÔNICA: - Tem casal que quer se preservar até o casamento.
JÚNIOR: - Fala sério! Só cego não vê o que é obvio!
MÔNICA: - Como soube da morte?
JÚNIOR: - Notícia ruim corre rápido. Vi na teve.
MÔNICA: - deve ter sido um golpe duro.
JÚNIOR: - Foi. Mas o pior é ir aquele velório e não poder me despedir dele como o grande amor da minha vida.
MÔNICA: - Percebi teu sofrimento... Confesso que estranhei.
JÚNIOR: - Está sendo muito duro continuar sem ele.
MÔNICA: - ele que o mantinha?
JÚNIOR: - Não. Trabalho. Vivo do meu trabalho. Construímos isto juntos.
MÔNICA: - Bom gosto.
JÚNIOR: - Vai escrever sobre ele?
MÔNICA: - Pretendo.
JÚNIOR: - Sabe que se falar sobre nós... Destruirá a imagem que a sociedade tem sobre ele.
MÔNICA: - Prefere que esta vida de mentirinha que ele criou em torno de vocês permaneça?
JÚNIOR: - Muitos sofrerão com a verdade.
MÔNICA: - E sua dor, não importa?
JÚNIOR: - Posso lidar com ela.
MÔNICA: - Por que você acha que o mataram?
JÚNIOR: - Não sei. Não faço ideia. Marcos era gente boa, pacato, não tinha inimigos.
MÔNICA: - você tem certeza que a noiva e a família dele não sabiam de nada?
JÚNIOR: - Pelo menos, acho que não.
MÔNICA: - Obrigado por conversar comigo.
JÚNIOR: - Mônica...
MÔNICA: - Sim?
JÚNIOR: - Não publica nada, não.
MÔNICA: - Quando for publicar... Te aviso.
JÚNIOR: - É justo.
MÔNICA: - Obrigada por me receber.
JÚNIOR: - Obrigado por ouvir minha versão.
MÔNICA: - Fico feliz que tenha tido uma linda história de amor.
JÚNIOR: - A mais linda, acredite.
MÔNICA: - Acredito. Bom, bom nessa... Até.
JÚNIOR: - Até. (Sai)
ATO III – CENA XIII
(No apartamento de Ludimila)
ISABEL: - Até que enfim...
LUDIMILA: - A sorte foi lançada.
ISABEL: - Do que está falando? Que você andou aprontando desta vez?
LUDIMILA: - Isso é jeito de se falar com sua mãe? Me prepara um drink.
ISABEL: - Não tem.
LUDIMILA: - Como não?
ISABEL: - Acabou.
LUDIMILA: - Droga! Mas isso é por pouco tempo...
ISABEL: - É? Posso saber por que?
LUDIMILA: - Por que, depois da conversa que tive com Mara...
ISABEL: - Tenho até medo de perguntar o teor desta conversa...
LUDIMILA: - Claro que foi sobre você...
ISABEL: - Eu?
LUDIMILA: - Claro. Tinha que resolver sua situação.
ISABEL: - Que situação.
LUDIMILA: - Filha! Você é viúva de um dos caras mais ricos desta cidade...
ISABEL: - Não sou viúva, não éramos casados.
LUDIMILA: - Mas tem que cuidar do bebê.
ISABEL: - Que bebê?
LUDIMILA: - Deste bebê que esta esperando.
ISABEL: - Ficou louca?
LUDIMILA: - Não filhinha! Esta é nossa cartada final.
ISABEL: - Não acredito que...
LUDIMILA: - Fique feliz! Você será a mãe do ano.
ISABEL: - Você é louca!
LUDIMILA: - Mara ficou feliz.
ISABEL: - Vou procura-la e desfazer esta história criada por sua cabeça doentia.
LUDIMILA: - Preste atenção... Você vai querer viver uma vidinha medíocre o resto de sua existência. Está é sua única chance...
ISABEL: - Você é louca. Não estou grávida.
LUDIMILA: - Mas pode ficar.
ISABEL: - Que?
LUDIMILA: - Isso não é difícil.
ISABEL: - Não acredito no que estou ouvindo da minha própria mãe.
LUDIMILA: - Quero providenciar o seu futuro...
ISABEL: - Será que você é tão burra? Ainda que eu apareça grávida... Vão pedir teste de DNA.
LUDIMILA: - Isso agente dá um jeito.
ISABEL: - Que jeito?
LUDIMILA: - Compramos um.
ISABEL: - Você é louca. Não farei parte disso.
LUDIMILA: - Fará sim. Me deve isso. Renunciei minha vida por você.
ISABEL: - Não... Não farei. (Sai)
LUDIMILA: - Há, fará. Se fará. Ou não me chamo Ludimila. (Sai)

MEL LISBOA AGITA SÃO PAULO COM O MUSICAL "RITA LEE, UMA BIOGRAFIA MUSICAL".

O espetáculo "Rita Lee, uma autobiografia musical" (estrelado por Mel Lisboa), i nspirado no livro autobiográfico de R...